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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Primórdios e lendas do Japão

Falar do Japão anterior ao século VI é de extrema dificuldade, pois a escrita ainda não era difundida no país nesta época.
Fatos se misturam a lendas e assim se forma uma epopéia.
Abaixo citarei um pouco sobre esta época antiga que muito influenciou as artes marciais dos nossos dias.
A sociedade japonesa antiga era dividida em tribos espalhadas por todo o arquipélago. A esse conjunto dava-se o nome de Reinos de Wa.
Em 57 d.C., o Rei Nu (provavelmente um dos cinco Reis de Wa) recebeu um foral de ouro do Imperador chinês, onde está escrito a seguinte frase: "Ao Rei Nu, de Wa, vassalo de Han". Han era a dinastia reinante na China naquela época, e com base neste artefato muitos historiadores defendem a tese de que, em seus primórdios, alguns ou todos dos vários chefes de clãs do Japão eram tributários do Império Chinês ou dos Reinos Coreanos.
Neste período os clãs estavam em guerra, mas vagarosamente o clã (uji) Yamato começou a se sobressair até que no século IV estava as portas de se tornar o principal do Japão.
Um fato marcante ocorreu em, em 239 d.C., quando a Rainha Himiko, do clã Yamato, enviou uma embaixada à Corte Imperial Chinesa. Pelo que se sabe, está foi a primeira missão diplomática japonesa da História. E uma mostra de independência em relação aos seus vizinhos. De acordo com as crônicas de Wei (Wei Zhi), 30 reinos de Wa haviam sido unificados sob a liderança de uma rainha xamã, Himiko de Yamatai, em meados do século III. (escreveremos mais em crônicas de Makato)
No século IV quando o Japão era denominado os cinco reinos de Wa, um fato marcou época, foram as invasões coreanas, que foram rechaçadas pelo reino de Yamato, fato possível pelo forte uso da cavalaria por tal reino.
O reino de Yamato não só expulsou os invasores como também os atacou.
Como resultado, em 366, dominaram o Reino Coreano de Paekche (que se tornou tributário), o qual controlavam a partir da região de Mimana, que estava sob sua administração direta. Com tal superioridade militar, os outros clãs foram obrigados a nomear os Yamato como o clã líder de uma liga de clãs nipônicos, pagando-lhes alguns tributos. Os novos governantes se aproveitaram da posição recém-conquistada para impor o culto ao seu kami fundador aos outros clãs.
Eles se diziam descendentes da deusa do Sol, o que lhes dava muito poder, pois esta era uma deusa comum a todos os cultos. Graças a tal posição, os chefes Yamato ganharam o título de Okimi (Rei Soberano). O termo utilizado para designar os soberanos do Japão, tenno, só aparece a partir do século VII.
Os governantes de Yamato, que provavelmente formavam uma confederação de chefes tribais ligados entre si pelo casamento, diziam-se descendentes da deusa do Sol e estenderam os seus poderes para leste e oeste.
Por volta do século V ou VI, uma única geração real parece ter mantido a sua posição face a Yamato.
Para além da corte de Yamato, a sociedade de clãs dividia-se em uji, be e escravos. Os chefes do uji eram também conhecidos como Okimi. Muito uji tinham origens e ligações com o continente e possuíam a capacidade de executar serviços especiais. Os chefes uji executavam os rituais tribais, evocavam as divindades locais (kami) e dirigiam os cultos ancestrais.
Nesta época anterior aos Samurais ou aos Shinobis as artes da guerra já floresciam no Japão através de guerreiros nativos e de exilados do continente asiático, principalmente da China, que iam parar no país.
(Falaremos mais sobre essa era, na crônicas de Makato)

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