6.1.1 – O Paleolítico:
Este período se inicia justamente quando se considera que o Japão passou a ser ocupado por seres humanos, ou seja, por volta de 50.000 a.C.. Nesta época, assim como o imaginário dos desenhos nos passa, o povo da península se abrigava em cavernas, grutas, ou com folhas de árvores e sobrevivia da caça e coleta.
Ei, você disse península e o Japão é um arquipélago! Eu sei, mas acontece que, nesta época, o Japão estava grudado na China e na Coréia, como mostra a imagem ao lado. Hokkaido esteve ligado à Sibéria e também a Honshu, durante este período.
Por volta de 13.000 a.C., o Japão entrou naquilo que se chama de Neolítico, ou Idade da Pedra Polida, pois já se observam trabalhos mais bem definidos nas pedras, que agora eram lixadas.
6.1.2 – O Período Jomon:
Por volta de 10.000 a.C., ocorreu um aumento universal nas temperaturas, e em conseqüência disso o nível do mar subiu (devido ao degelo dos pólos) e o Japão foi separado do continente, ficando sua população isolada no arquipélago. Neste mesmo período, os japoneses, que se distribuíam principalmente nas zonas montanhosas do centro do Japão, aprenderam a fazer cerâmicas - uma nítida evolução dentro da Idade da Pedra Polida. A existência de artesanato determina uma série de coisas, dentre as principais estão o domínio do fogo (pois cerâmicas são feitas com barro cozido) e uma provável agricultura, pois as vasilhas serviam provavelmente para armazenar comida e água.
Cerâmica do Período Jomon
Este período leva o nome de Jomon porque a cerâmica característica dele tinha uma decorações peculiar, em forma de corda, e Jomon significa justamente isso: "decorações codiformes". Durante esse período, encontra-se pela primeira vez flechas, anzóis, arpões, remos, agulhas de osso e fragmentos de rede. Como se pode ver, muitos desses instrumentos se relacionam com a água, o que indica que já havia uma navegação pesqueira no período.
6.1.3 – Período Yayoi:
O Período Yayoi é assim chamado porque seus principais vestígios arqueológicos se encontram na atual região de Yayoicho, em Tokyo. Durou cerca de 600 anos, se iniciando por volta de 300 a.C. e se encerrando por volta de 300 d.C.. Ele corresponde à Idade dos Metais japonesa. Nele ocorreram algumas revoluções no cotidiano do povo nipônico. Vejamos as principais:
* A introdução dos metais facilita a caça e as lutas entre os clãs que continuam a formar a estruturação da sociedade, que é extremamente dividida em regiões de influência de clãs.
* A descoberta da tecelagem permite que os japoneses abandonem as roupas de peles de animais, substituído-as por roupas de tecido.
* Outra importante melhora foi o aparecimento de uma olaria mais avançada. As casas podiam ser construídas com materiais mais duráveis, melhorando radicalmente a qualidade de vida da população.
No entanto a grande melhoria que o período Yayoi trouxe aos japoneses foi, sem dúvida, o avanço das técnicas agrícolas, permitindo o início do cultivo do arroz, que rapidamente se tornou a principal fonte de alimentação da população.
Neste período, alguns clãs já começavam a preponderar sobre outros, e as crônicas chinesas da época citam cinco Reis de Wa (Japão). Em 57 d.C., o Rei Nu (provavelmente um dos cinco Reis de Wa) recebe um foral de ouro do Imperador chinês, onde está escrito a seguinte frase: "Ao Rei Nu, de Wa, vassalo de Han". Han era a dinastia reinante na Chin naquela época, e com base neste artefato muitos historiadores defendem a tese de que, em seus primórdios, os vários chefes de clãs do Japão foram tributários do Império Chinês ou dos Reinos Coreanos.
Contudo, o que se sabe é que, em 239 d.C., a Rainha Himiko, possivelmente do clã Yamato, enviou uma embaixada à Corte Imperial Chinesa. Pelo que se sabe, está foi a primeira missão diplomática japonesa da História.
6.1.4 – Período Kofun:
O período Kofun é uma espécie de continuação do período Yayoi, recebendo outra denominação em função da presença daquilo que talvez seja a mais impressionante obra de arquitetura do Japão, mesmo que tenha sido realizada na sua Pré-história. Certamente tal obra marca o fim do período Pré-histórico e o início do período Histórico no arquipélago. Vejamos, então, o que ela é.
Kofun em Japonês significa túmulo, e é justamente essa a característica marcante do período: o aparecimento dos túmulos dos mais importantes chefes (ou Reis) de clãs. Essas obras funerárias eram construídas em forma de buraco de fechadura (obviamente, não era esta a referência que os construtores utilizavam, mas era a forma que possuíam), e ornamentados por dentro com espelhos de bronze e figuras eqüestres. Os enfeites tinham significados. Por exemplo, os espelhos com moldura de bronze e trabalhados no verso eram com certeza um símbolo de status na sociedade japonesa, pois eram encontrados em todos os túmulos de dignatários, e inclusive faziam parte das próprias insígnias Reais de muitos clãs. Entretanto, a mais importante de todas as informações que tais decorações fúnebres nos dão é o fato dos cavalos terem se tornado por essa época o principal instrumento bélico do arquipélago. Sua utilização provavelmente foi introduzida por incursões saqueadoras dos Reinos Coreanos de Silla e Paekche. Estes utilizavam-se de tropas de arqueiros montados, que devastaram por várias vezes algumas regiões do Japão. Suas prática fizeram com que os nipônicos tentassem se defender e, sendo assim, aperfeiçoaram a utilização dos cavalos e conseguiram banir tais invasões.
Túmulo em forma de ferradura Mas, dentre essas obras, uma se destaca como talvez a mais impressionante de todas as obras arquitetônicas da Pré-história, e talvez da História, do Japão. Ela só é superada por obras como o túmulo do primeiro Imperador da dinastia Qin, da China, que continha a réplica em barro, em tamanho natural, de todo o exército da China, ou então pelas Pirâmides do Egito, a Muralha da China, Machu Picchu, no Peru e outras poucas obras da engenharia Antiga. Trata-se do túmulo do lendário Rei Nintoku, governante do clã Yamato pelo período (suposto) de 313 a 399 d.C.. É quase certo que as datas estão equivocadas, pois é impensável em uma época tão remota que ele tenha governado 86 anos. O que é certo é que Nintoku foi um dos cinco Reis de Wa, aos quais as crônicas chinesas fazem referência, e também é certo que durante seu governo concentrou boa parte dos esforços na construção de seu gigantesco sepulcro.
Não se trata de apenas mais um dos túmulos em forma de buraco de fechadura: é o maior e mais belo dentre eles (veja a foto), ocupando uma área de 32 hectares, com 500 metros de comprimento. É inteiramente decorado com pinturas vivas e está repleto de sarcófagos de pedra. O túmulo é involto por três fossos, formando um conjunto tão monumental que deu origem ao nome de uma nova época. Com certeza, tão brilhante obra arquitetônica, aliada de contatos tão profundos com o exterior e uma melhoria tão grande na qualidade de vida da população, marcam o fim da Pré-história Japonesa e o início de sua História.
6.2 – O Período Yamato:
Depois de tais revelações sobre a Pré-história do Japão, podemos dizer que o país já adentrara na História. Mas, antes de prosseguir, deve-se entender como estava dividida a organização social e política do Japão na época. Para isso, resolvi dividir este item em três sub-itens, facilitando a compreensão dos acontecimentos.
(Textos retirados na internet)
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