6.6.1 – A "descoberta" do Japão:
Em 1542 (as fontes consultadas são controversas entre 1540, 1542 e até 1549, sendo esta última data totalmente descartada com base em outras fontes, como veremos), aportaram no Japão navios portugueses. Obviamente, a expedição fazia parte do processo colonizador do qual Portugal e Espanha foram pioneiros no mundo. Os navios traziam seda chinesa, produtos europeus mas, sobretudo, armas de fogo. Os Portugueses foram recebidos e acolhidos amigavelmente pelo daimyo que os recebeu e sua movimentação causou grande frenesi na população e nos mais poderosos senhores regionais. Sendo assim, os japoneses adotaram uma política de acolhimento aos estrangeiros, mas os impediram de interferirem nos assuntos governamentais da nação que se encontrava esfacelada politicamente.
Aos Portugueses se seguiram os Espanhóis, e com eles, além dos produtos que os primeiros já haviam trazido para o arquipélago, vieram também, em 1549, os primeiros jesuítas, tais como o padre Francisco Xavier. Os religiosos intentavam iniciar no Japão o mesmo processo que estavam realizando na América, ou seja, a destruição das religiões locais e a catequese maciça da população à fé Cristã.
Os Espanhóis eram conquistadores muito mais experientes do que os Portugueses, pois já tinham tido contato com dois grandes Impérios Americanos (Incas e Astecas), coisa que lhes obrigou a organizarem estratagemas militares inteligentíssimos para operarem a conquista de tais povos. No entanto, no Japão as circunstâncias se apresentaram de uma forma diferente aos Espanhóis por diferentes motivos.
Em primeiro lugar, há que se ressaltar que os povos orientais já eram velhos conhecidos dos Europeus, pois pelo menos desde o Império Romano haviam rotas comerciais entre Europa e China, tais como a estrada da seda.
Os altares móveis eram muito comuns no Japão
daquela época. Tais altares eram feitos no próprio
país, para suprirem a demanda que as
importações não supriam
Sendo assim, os "descobridores" já chegaram ao Japão com uma imagem diferente daquela que tinham dos povos Americanos.
Outro fator importante para o fato de os Espanhóis não terem resolvido empreender uma conquista do Japão foi o fato de os Portugueses terem chegado antes ao arquipélago, e devido a sua mentalidade de trato com os países da Ásia, terem estabelecido feitorias de troca com os povos nativos, fornecendo a eles artefatos europeus, principalmente armas de fogo, o que dificultaria a campanha.
Além desses dois fatores, o que impediu a tentativa espanhola de conquista do Japão foram a chegada de outras potências Européias (tais como Inglaterra e Holanda) à região, e o importante fato do Japão já ter certa experiência tanto em contatos com o exterior quanto a rechaçar ataques marítimos, assim como havia feito por duas vezes com os Mongóis. No entanto, é muito provável que o principal impedimento à conquista Espanhola tenha sido a escassez de minas de ouro e prata no Japão, uma vez que naquela época a principal motivação econômica das potências para realizarem suas expansões era a acumulação de metais preciosos, e para isso, nada melhor do que encontrar uma grande mina, tal como a de Potosí, na atual Bolívia.
Além de colocar o Japão em contato com novas tecnologias e novas correntes de pensamento, a chegada das potências européias ao arquipélago impulsionou o comércio marítimo nipônico, mas, como veremos no próximo item, isto só foi possível devido a uma outra conseqüência da chegada dos europeus, ou seja, o sentimento de necessidade de se recentralizar a política do país.
6.6.2 – Oda Nobunaga e a recentralização do Bakufu:
Desde que o Japão havia mergulhado na descentralização política, vários daimyos haviam iniciado sua política de anexação dos feudos de sua região, com o objetivo inicial de expandirem seus domínios, talvez com o objetivo maior de dominarem todo o arquipélago. A chegada dos estrangeiros fez com que muitos desses daimyos vissem um grande possibilidade de tornarem seu sonho real. Foi justamente o caso de Oda Nobunaga, daimyo de uma região chamada Owari, na costa do oceano Pacífico. Com o sonho sempre declarado de reunificar o país, o daimyo se aliou a outro daimyo de sua região, Tokugawa Iyeyasu, para formar um exército poderoso e começar a por seu plano em prática.
Simpático ao Cristianismo, Nobunaga se aliou aos padres europeus e sendo assim começou a combater os exércitos dos diversos mosteiros budistas. Por ser simpático aos padres cristãos, Nobunaga teve uma grande facilitação na compra de armas de fogo da Europa, sendo assim, formou uma tropa de três mil mosqueteiros, dispostos em três fileiras de mil homens, sendo assim, podiam disparar a cada dez segundos, pois à medida que a primeira fila atirava, a segunda dava um passo à frente e atirava, sendo sucedida pela terceira. Além disso, quem acabava de atirar já começava a recarregar sua arma para atacar novamente dali a trinta segundos. Com uma tropa tão poderosa, em dois anos de campanha (de 1566 a 1568) Nobunaga conseguiu tomar Kyoto, a capital, e sob o pretexto de restaurar os poderes do Bakufu (Shogunato) tornou-se Shogun. No entanto, o Japão ainda não estava totalmente dominado: muitos daimyos ainda precisavam ser pacificados e havia o perigo de uma aliança entre eles contra as forças de Nobunaga. Os europeus conseguiram se manter neutros com relação aos conflitos internos, mas, mesmo assim, mercenários de várias partes da Europa se engajaram em ambos os lados do conflito.
A partir da tomada do poder, Nobunaga passou a assumir a seguinte postura: respeitava a casa Imperial, fazendo-lhe, inclusive, pequenas concessões, desde que esta não o desafiasse. O Shogun também mostrava grande intransigência com a maioria dos mosteiros budistas, por causa de estes serem grandes detentores de tropas e, talvez (trata-se apenas de uma especulação) pelo fato de ele ter se convertido ao Cristianismo (não há dados que comprovem a conversão de Oda Nobunaga, trata-se apenas de uma hipótese). A guerra de Nobunaga contra a mais poderosa corrente budista do Japão, os Ikkoshu, durou oito anos (de 1566 a 1574), quando finalmente o Shogun cercou os religiosos (mulheres e crianças também), na cidade de Nagashima, e ateou-lhes fogo. Mesmo com a eliminação dos Ikkoshu, o Japão ainda não havia sido inteiramente unificado nas mãos do Nobunaga, pois havia muitos daimyos dissidentes.
Oda Nobunaga foi obrigado a abandonar temporariamente suas pretensões de unificação do Japão em prol de organizar os territórios dominados. Nesta tarefa, o Shogun foi igualmente enérgico e cruel, o que aumentou o número de insatisfeitos com seu governo. Em 1582, Akeshi Mitsuhide, um de seus companheiros, o matou e assumiu o poder em seu lugar.
6.6.3 – A Unificação do Japão:
Poucos dias depois que Akeshi Mitsuhide havia assumido o poder, ele foi considerado traidor e deposto. Em seu lugar assumiu o Bakufu um novo Shogun: Toyotomi Hideyoshi. Quando ele assumiu o poder, declaradamente passou a realizar a política de anexar aos domínios do Bakufu tudo aquilo que faltou a Oda Nobunaga, abrindo guerra contra os mais fortes clãs Nipônicos, tais como os Hojo. Em 1590, ele havia conseguido dominar todo o Japão, mas ainda considerava ter um rival muito poderoso mas também seu aliado: Tokugawa Iyeyasu, o antigo daimyo aliado de Oda Nobunaga, e agora seu aliado. Para neutralizar o poder de Iyeyasu, Hideyoshi obrigou-o a se transferir para a cidade de Edo (atual Tokyo), onde ficaria bem distante de Kyoto, que depois de Nobunaga, voltara a ser o centro político do país. Em 1591, o Shogun voltou seus interesses para um projeto muito maior e mais ousado: conquistar a Coréia e a China Ming (dinastia reinante na China da época), para construir um Império pan-asiático. Com esse objetivo, Hideyoshi recrutou mais de 150 mil soldados e os enviou à Coréia divididos em duas tropas. No entanto, a população coreana, recebendo ajuda dos exércitos Chineses, realizou a chamada guerra de guerrilha, derrotando o Japão. Sendo assim, em 1598, o Shogun foi obrigado a assinar com a dinastia Ming um tratado de paz.
Apesar de Toyotomi Hideyoshi ter sido um Shogun marcado por suas campanhas militares, houve outros atos de cunho administrativos que ele tomou que devem ser ressaltados. Primeiro, para evitar os constantes golpes que os samurais aplicavam nos daimyos por ficarem ociosos nos campos, junto aos senhores, o Shogun ordenou que todos os samurais fossem proibidos de executar tarefas de camponeses. Além disso, os obrigou a se transferirem para as cidades mais próximas do feudo de seus daimyos. Para fazer com que sua ordem fosse cumprida, Hideyoshi ordenou o desarmamento de todos os habitantes dos campos.
Além dessa lei de ordem militar, o Shogun tomou outra decisão que se converteu numa lei em vigor até 1872: todas as propriedades agrícolas deveriam calcular seu potencial de produção em sacas de arroz (mesmo que não o produzissem), pagando impostos de acordo com seu potencial de produção de arroz.
6.7 – O Período Tokugawa:
Em 1598, Toyotomi Hideyoshi faleceu em seu castelo, em Osaka. Seu filho, Hideyori, era apenas uma criança, e assim foi designada uma junta formada pelos quatro maiores daimyos do Japão, para servir de regente para o filho do Shogun morto. A junta foi bem sucedida dos nos primeiros meses, mas logo começaram a ficar evidentes as rivalidades dentro dela e o interesse de seus membros de ser o novo Shogun. Sendo assim, em 1599, os cinco pegaram em armas uns contra os outros e iniciou-se um guerra civil no Japão. Tokugawa Iyeyasu era de longe o mais poderoso daimyo do país, e por isso, os outros quatro membros da junta, temendo por suas vidas, se uniram numa facção anti-Tokugawa. A guerra se estendeu do final de 1599 até a dia crucial de 15 de setembro de 1600.
Nesse dia, os exércitos de Tokugawa e de seus antagonistas se encontraram na planície de Sekigahara. Como Ishida Mitsunari havia assumido clara preponderância dentro da facção anti-Tokugawa, os demais daimyos apoiaram Iyeyasu na hora da batalha, ajudando em sua vitória e declarando-o Shogun, título que foi reconhecido pela família Imperial em 1603.
6.7.1 – As reformas do novo Bakufu:
Tokugawa Iyeyasu manteve as reformas de Hideyoshi e inovou em algumas coisas, em especial duas: tornou o Bakufu definitivamente uma instituição de caráter hereditário, eliminando as lutas pelas sucessão Shogunal, e separou definitivamente o Bakufu da casa Imperial, segregando esta última a uma vida de aparências e sem poderes na cidade de Kyoto, enquanto o Bakufu se transferiu para Edo. Ao que parece, Tokugawa Iyeyasu viveu até 1616, mas só governou até 1605, quando entregou o título de Shogun para seu filho, Tokugawa Hidetada. Com efeito, os Shoguns Tokugawa foram muito poderosos desde o princípio: sua vontade era imposta com mão-de-ferro a todo o país e seus poderes perduraram por 264 anos, ou seja, até a restauração Meiji, em 1867 (o Shogunato se iniciou de fato em 1603).
É muito provável que Tokugawa Iyeyasu fosse Cristão, pois durante sua vida, mesmo sob o governo de seu filho, o Cristianismo fez vários avanços no país, bem como as relações comerciais do Japão com os países da Europa da Ásia se intensificaram muito, a tal ponto que entre 1603 e 1633, mais de 300 navios mercantes percorreram as águas do mar até os diversos portos Asiáticos e até Europeus. Além disso, a Companhia Holandesa das Índias Orientais se instalou em Hirado em 1609, enquanto a Companhia Inglesa das Índias Orientais se instala na mesma cidade em 1613. No entanto, quando Iyeyasu morreu, seu filho assumiu de fato plenos poderes e sendo assim, muitas coisas começaram a mudar.
6.7.2 – O Japão se fecha para ao Imperialismo Europeu:
Tokugawa Hidetada não pensava como seu pai, tendo concepções muito diferentes a respeito das relações do Japão para com o resto do mundo. Para ele, a presença dos padres europeus no arquipélago representava um grande perigo à cultura local. Sendo assim, confucionista que era, iniciou uma série de perseguições aos Cristãos Japoneses e aos missionários Europeus. Além da questão religiosa, Hidetada estava começando a se tornar impaciente com as pressões das potências européias, em especial Holanda e Inglaterra, no sentido de maiores concessões comerciais. Para ele, se as concessões fossem maiores, o Japão começaria a ser prejudicado pelo comércio com os Europeus, Logo começou, então, a impor sanções contra as companhias comerciais européias. E não parou por aí.
Em 1617, os missionários são expulsos dos Japão e o Cristianismo é proibido, sendo seus praticantes condenados à morte. Esta medida gerou muita revolta por parte dos Cristãos Japoneses, que começaram a se armar e, em 1637, realizaram a revolta de Shimabara, na ilha de Kyushu. Esse levante foi duramente reprimido por Hidetada, sendo mortos mais de 37 mil cristãos. Calcula-se que, após a derrota dos revoltosos de Shimabara, o Cristianismo tenha sido extinto completamente no Japão. Paralelamente a isso, o Japão fechou-se a toda influência estrangeira. Em 1624 os espanhóis são expulsos, e a eles se seguem portugueses e ingleses, bem como os demais europeus. Aos holandeses foi concedida a autorização para que continuem em Nagasaki até 1640, ano em que foram expulsos.
Como já foi dito acima, entre 1603 e 1633 mais de 300 navios japoneses comercializaram produtos com os diversos portos da Ásia, chegando até a Europa. Esse comércio foi interrompido em 1633, pois o Shogun ordenou que nenhum japonês poderia sair do país a partir daquela data. A partir de 1640, nenhum estrangeiro poderia entrar no Japão.
6.7.3 – O período de isolamento:
Entre 1640 e 1792, o Japão ficou totalmente isolado do restante do mundo, nenhum Japonês saiu do país e nenhum estrangeiro entrou. A religião oficial do arquipélago se tornou o Confucionismo e em cima dele foram desenvolvidos os preceitos básicos de que os Shoguns necessitavam tanto para controlar o país, quanto para justificarem esse controle. Dentro desses preceitos pode-se incluir o Bushido (Bushi + Do, ou seja, o Caminho do Guerreiro), a filosofia de combate que passou a reger a vida dos samurais. Segundo essa filosofia, os samurais deveriam ir para a batalha buscando a morte, sem ter nada a temer.
Foto da corte Shogun pouco antes da restauração Meiji Entre 1792 e 1804, e depois também em 1808, os russos e os ingleses enviam missões ao Japão para exigirem a abertura do país ao comércio europeu. Os enviados não foram recebidos pelo Shogun. O Japão, para impedir novas tentativas, investiu na proteção de sua costa, ameaçando todos aqueles que se aproximassem com ataques a seus navios. Por mais 45 anos o Japão se mantém em total isolamento, até que os Estados Unidos, em 1853, enviarem uma missão diplomática - a primeira missão estrangeira recebida pelo Shogun desde 1640. Chefiada pelo comodoro Perry, a missão tinha o objetivo de estabelecer um contato entre os EUA. e o Japão. Desse encontro começaram a aparecer pressões sutis sobre o Shogun para que o país fosse reaberto ao comércio estrangeiro.
Com o longo governo dos Tokugawa, seu poder já estava um tanto desgastado, e os americanos, percebendo isto, começaram a incentivar um fortalecimento do Shogunato como forma de conseguirem apoio e assim a abertura do Japão.
No entanto, os Shoguns não se deixaram impressionar com tal postura. Assim, apesar de o porto de Yokohama ter sido aberto para o comércio com os EUA, França, Inglaterra, Rússia e Holanda, as pressões mudam no sentido de fazer com que os samurais (revoltados com os desmandos Shogunais) acreditem que o imperador é a única saída para o país. O Shogun começou a sofrer diversas derrotas dos exércitos de samurais leais ao Imperador, até que no final de 1867 ele entrega seus poderes ao jovem imperador Meiji, Matsu-Hito. Depois da restauração, que se concretiza simbolicamente no dia primeiro de janeiro de 1868, o Imperador se esforça para consolidar seu poder, decretando a separação entre budismo e xintoísmo e substituindo o Buddha como principal figura religiosa pela sua própria pessoa. Ou seja, o imperador volta a ser o centro do culto popular Japonês.
Em troca do apoio que recebeu dos países europeus e dos E.U.A., Matsu-Hito abre os portos dos país ao comércio exterior. A partir dessa época, o Japão entra na sua Idade Moderna. No entanto, sua Idade Contemporânea só chegará quando as pretensões de cunho fascista de Hirohito caem por terra com as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, em 1945.
Matsu-Hito Meiji: com ele o Japão
entrou numa nova era de sua História
8 – Conclusão:
Todo texto tem um porquê de ser escrito, e este não é diferente. O que me motivou a escrever sobre os Japoneses no período destacado foram duas coisas:
1ª) Tudo o que se estudo a respeito do Japão, tanto na escola (ensinos fundamental e médio), quanto na faculdade (exceto no caso de uma especialização (pós-graduação ou iniciação científica)) sobre o Japão diz respeito ao período posterior a Era Meiji, que se inicia com a restauração Meiji. Dessa forma, surge uma imensa lacuna no que se refere ao passado mais distante do Japão, com seus samurais, castelos, daimyos e Shoguns. Por isso, desejava que um texto meu pudesse contribuir para preencher esta lacuna naqueles que se interessarem.
2ª) Quando comecei a pensar em escrever sobre o Japão, confesso que só tinha a primeira razão para escrever. É certo que sempre me interessei pela História desse país, mas isso se devia ao fato de eu gostar de História e ser praticante de artes marciais japonesas. No entanto, quando comecei a levantar e ler a bibliografia para o trabalho, pude aprender muito (como a maioria das pessoas, eu sabia muito pouco sobre o Japão nos períodos anteriores a Restauração Meiji) e a perceber o quão grandes (ao menos para mim parecem) são semelhanças entre a História da Europa e a do Japão. Assim, formulei uma teoria e decidi que, se chegasse à conclusão de que ela estava correta, faria de tudo para prová-la neste texto. Por isso escrevi aquele item sobre como nascem, crescem e evoluem as diversas civilizações de uma maneira semelhante. Agora que o trabalho está terminado, modestamente eu creio que consegui cumprir minhas duas aspirações: expliquei um pouco da civilização japonesa num período que é obscuro para a maioria das pessoas e penso também ter conseguido provar muitas semelhanças entre a História do Japão e a da Europa. Não cabe aqui retomar todas as idéias contidas no texto, mas creio que um bom conhecedor da História Européia, poderá facilmente enxergar na estruturação do Império Japonês algumas semelhanças com o Império Romano, bem como o posterior enfraquecimento do Império pode ser comparado às invasões bárbaras que ocorreram em Roma. Da Idade Média nem se fala, pois são muito parecidas e até mesmo divididas em três partes: uma alta Idade Média onde está em desintegração o regime Imperial; uma Idade Média Central, onde o "feudalismo" impera; e uma baixa Idade Média, onde há uma busca da recentralização do poder, além dos interesses mercantis começarem a aflorar.
Posteriormente, na Idade Moderna, ou seja, entre a Restauração Meiji e as bombas atômicas, o Império está restaurado (na Europa de forma fragmentada, ou seja, em vários países) e busca sua expansão (territorial e financeira), com colônias e guerras. Por fim, a Idade Contemporânea se inicia quando o Japão, bem como a Europa (na minha concepção), se adequam a um mundo primeiramente bipolarizado e posteriormente multipolarizado, ou mesmo globalizado. Isso, para mim, é uma prova de que minha teoria estava correta. Pode até ser que não esteja, mas o fato é que se trata de uma teoria e deve ser levada em consideração.
(Textos retirados da Internet)
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