Com localização em Goiânia, Goiás, temos como objetivo a difusão de um REAL SISTEMA DE DEFESA PESSOAL visando sempre um aperfeiçoamento do caráter, honra e disciplina do ser humano, em conjunto com o aperfeiçoamento técnico nas vastas Ciências Marciais treinadas em nossa escola. Algumas destas Artes Marciais: Ninjutsu, Krav maga, Krav panin el panin, Kempo, Jujutsu, Aikijujutsu, Koppojutsu, Kyusho, Kenjutsu e Tantojutsu.
Formando Mestres e elevando a qualidade das Artes Marciais.
Treine com os melhores!
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
sábado, 21 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Tenshikan - Arts of War: Respondendo perguntas.
Tenshikan - Arts of War: Respondendo perguntas.
Em breve abriremos nosso NOVO dojo:
Espaço Dragão
Onde teremos as seguintes modalidades:
Krav Maga
Jiu-jitsu tradicional
Muay Tai & MMA
Shaolin Chuan Fa
Tai Kyoku Ken (Tai Chi Chuan japonês)
E
Ninjutsu-Bujutsu em turmas especiais
----
Como estão chegando muitas perguntas iguais, criei este post para facilitar a vida dos interessados.
1- Quem são os representantes em Goiânia autorizados a ministrar aulas?
Hanshi-dai Rogério Gouveia
Sensei João Henrique (não esta ministrando aulas no momento)
Sensei Leonan Rakisseus
Sensei Gustavo (em breve com nova academia em Brazabrantes - Goiás)
Sensei Flávio Leandro
2- Onde fica a escola?
NOSSA MATRIZ: Goiânia, Goiás. Praça do Cruzeiro entre Rua 88 e Rua 86, setor sul.
Telefone para contatos: (62) 93140248.
3- Vocês estão montando outro centro de treinamento?
Sim estamos e deve começar a funcionar em outubro.
4- Existem outros representantes autorizados pelo Hanshi Rogério Gouveia ministrando aulas atualmente em Goiânia ou em outro local?
Não. Em breve teremos mais representantes de nossa escola, mas por questões disciplinares cortamos várias representações e estamos reanalisando algumas outras.Por isso saibam que NÃO TEMOS OUTROS REPRESENTANTES E NENHUMA OUTRA PESSOA AUTORIZADA A MINISTRAR AULAS EM GOIÁS OU EM OUTRO ESTADO USANDO O NOME DA NOSSA INSTITUIÇÃO.
5- Por que vocês cortaram algumas representações?
Nossas regras são rígidas e nem todos se adequam a elas. Mas REGRAS são necessárias para se manter a qualidade do trabalho e a principal é que os representantes mantenham sua carga de treino em dia. Essa é a Trilha do Guerreiro e nós somos guerreiros.
Em breve abriremos nosso NOVO dojo:
Espaço Dragão
Onde teremos as seguintes modalidades:
Krav Maga
Jiu-jitsu tradicional
Muay Tai & MMA
Shaolin Chuan Fa
Tai Kyoku Ken (Tai Chi Chuan japonês)
E
Ninjutsu-Bujutsu em turmas especiais
----
Como estão chegando muitas perguntas iguais, criei este post para facilitar a vida dos interessados.
1- Quem são os representantes em Goiânia autorizados a ministrar aulas?
Hanshi-dai Rogério Gouveia
Sensei João Henrique (não esta ministrando aulas no momento)
Sensei Leonan Rakisseus
Sensei Gustavo (em breve com nova academia em Brazabrantes - Goiás)
Sensei Flávio Leandro
2- Onde fica a escola?
NOSSA MATRIZ: Goiânia, Goiás. Praça do Cruzeiro entre Rua 88 e Rua 86, setor sul.
Telefone para contatos: (62) 93140248.
3- Vocês estão montando outro centro de treinamento?
Sim estamos e deve começar a funcionar em outubro.
4- Existem outros representantes autorizados pelo Hanshi Rogério Gouveia ministrando aulas atualmente em Goiânia ou em outro local?
Não. Em breve teremos mais representantes de nossa escola, mas por questões disciplinares cortamos várias representações e estamos reanalisando algumas outras.Por isso saibam que NÃO TEMOS OUTROS REPRESENTANTES E NENHUMA OUTRA PESSOA AUTORIZADA A MINISTRAR AULAS EM GOIÁS OU EM OUTRO ESTADO USANDO O NOME DA NOSSA INSTITUIÇÃO.
5- Por que vocês cortaram algumas representações?
Nossas regras são rígidas e nem todos se adequam a elas. Mas REGRAS são necessárias para se manter a qualidade do trabalho e a principal é que os representantes mantenham sua carga de treino em dia. Essa é a Trilha do Guerreiro e nós somos guerreiros.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Os Círculos e as Artes da Guerra
Os Círculos e as Artes da Guerra
Análise:
Quando comparamos as estruturas de movimentos do Aikijujutsu com o Kempo reparamos que em ambas existem círculos presentes nos movimentos. No Aikijujutsu utilizamos movimentação circular de esquiva associada a torções e pancadas para controlar o oponente. Estas movimentações circulares podem se dar de algumas formas diferentes, podemos orbitar o adversário o circulando (uso do principio do Círculo), podemos fazer o adversário girar a nossa volta (uso do Principio do Ponto) ou podemos usar círculos conjuntos onde nós e o inimigos giramos mas sempre com ele sob nosso controle.
No Kempo o uso da movimentação circular ocorre de uma maneira diferente. Pode-se girar (CÍRCULO) em volta do inimigo enquanto se desfere golpes (que muitas vezes são lineares ou em forma de parábola) contra seu corpo ou mesmo se utilizar de ataques circulares ou semi circulares diretamente contra o adversário. Mas a verdade é que a grande maioria das escolas de Kempo não conseguem adentrar no universo dos movimentos circulares de forma correta e acabam buscando sua força e velocidade do uso de movimentos retilíneos mesclados a estruturas semicirculares.
O Tai chi chuan e o Bagua por sua vez (No bujutsu treinamos esses elementos no Chugoku Kempo, Hakkesho e outros elementos) são artes predominantemente circulares mas que não se utilizam de esquivas complexas e envolventes como no Aikijujutsu. Nestas artes usamos bloqueios fluídicos e esquivas menos amplas para envolver o adversário e lhe desferir golpes, torções, quedas e outros. Em relação ao Kempo, tanto o Bagua quanto o Tai Chi são mais lentos por não conseguirem retirar velocidade elevada de seus movimentos de braços, oque pode ser um problema.
Por exemplo, é um ato muito complexo para um lutador de Tai chi conseguir bloquear o fluxo de ataques de um lutador de Kempo (quando esse fluxo é bem executado).
Como vimos:
Kempo: muito rápido mas peca em circularidade e com isso pode ser anulado com esquivas adequadas mescladas a bloqueios envolventes.
Aikijujutsu: Circular e envolvente mas peca em velocidade e pode ser anulado por uma associação de ataques curtos e rápidos que não deem espaço para o uso das esquivas.Não possibilita uma boa luta a curtíssima distancia devido a suas esquivas mais amplas.
Tai Chi Chuan e Bagua (Chugoku Kempo, Hakkesho, Tai Chi Kyoku ken): Possuem esquivas muito boas e movimentações de ataques e defesas muito eficientes mas pecam em velocidade quando comparados ao Kempo e podem ter suas guardas e posturas vazadas. Não possibilitam uma boa luta a curtíssima distancia.
Mas se cada um dos itens acima, assim como outros, possuem pontos fortes e fracos como fazer para encontrar o mais elevado patamar marcial em termos de uso de Fluxo e circularidade. Como anular as falhas e alcançar a eficiência máxima em um confronto?
A resposta reside na união destas estruturas e de outras como é feito no Bujutsu, onde uma supre a falha da outra. Mas esta não é a única resposta, existe outra que reside em entender a natureza do movimento do universo a nossa volta e os enigmas dos círculos e do fluxo harmônico da energia que nos envolve. Mas para entender isso devemos adentrar em conceitos desconhecidos por quase todos em nossos dias e descobrir que estes mesmos enigmas foram analisados e resolvidos a milhares de anos atrás.
Para responder a isso devemos buscar nomes hoje quase esquecidos e adentrar antigos os mundos da Índia, Egito, Babilônia e Suméria. Em breve faremos essa jornada e conheceremos lendas e nomes como Qeshet, tsebayoth, Ninrod, Gilgamesh, Lemúria e Mu.
Análise:
Quando comparamos as estruturas de movimentos do Aikijujutsu com o Kempo reparamos que em ambas existem círculos presentes nos movimentos. No Aikijujutsu utilizamos movimentação circular de esquiva associada a torções e pancadas para controlar o oponente. Estas movimentações circulares podem se dar de algumas formas diferentes, podemos orbitar o adversário o circulando (uso do principio do Círculo), podemos fazer o adversário girar a nossa volta (uso do Principio do Ponto) ou podemos usar círculos conjuntos onde nós e o inimigos giramos mas sempre com ele sob nosso controle.
No Kempo o uso da movimentação circular ocorre de uma maneira diferente. Pode-se girar (CÍRCULO) em volta do inimigo enquanto se desfere golpes (que muitas vezes são lineares ou em forma de parábola) contra seu corpo ou mesmo se utilizar de ataques circulares ou semi circulares diretamente contra o adversário. Mas a verdade é que a grande maioria das escolas de Kempo não conseguem adentrar no universo dos movimentos circulares de forma correta e acabam buscando sua força e velocidade do uso de movimentos retilíneos mesclados a estruturas semicirculares.
O Tai chi chuan e o Bagua por sua vez (No bujutsu treinamos esses elementos no Chugoku Kempo, Hakkesho e outros elementos) são artes predominantemente circulares mas que não se utilizam de esquivas complexas e envolventes como no Aikijujutsu. Nestas artes usamos bloqueios fluídicos e esquivas menos amplas para envolver o adversário e lhe desferir golpes, torções, quedas e outros. Em relação ao Kempo, tanto o Bagua quanto o Tai Chi são mais lentos por não conseguirem retirar velocidade elevada de seus movimentos de braços, oque pode ser um problema.
Por exemplo, é um ato muito complexo para um lutador de Tai chi conseguir bloquear o fluxo de ataques de um lutador de Kempo (quando esse fluxo é bem executado).
Como vimos:
Kempo: muito rápido mas peca em circularidade e com isso pode ser anulado com esquivas adequadas mescladas a bloqueios envolventes.
Aikijujutsu: Circular e envolvente mas peca em velocidade e pode ser anulado por uma associação de ataques curtos e rápidos que não deem espaço para o uso das esquivas.Não possibilita uma boa luta a curtíssima distancia devido a suas esquivas mais amplas.
Tai Chi Chuan e Bagua (Chugoku Kempo, Hakkesho, Tai Chi Kyoku ken): Possuem esquivas muito boas e movimentações de ataques e defesas muito eficientes mas pecam em velocidade quando comparados ao Kempo e podem ter suas guardas e posturas vazadas. Não possibilitam uma boa luta a curtíssima distancia.
Mas se cada um dos itens acima, assim como outros, possuem pontos fortes e fracos como fazer para encontrar o mais elevado patamar marcial em termos de uso de Fluxo e circularidade. Como anular as falhas e alcançar a eficiência máxima em um confronto?
A resposta reside na união destas estruturas e de outras como é feito no Bujutsu, onde uma supre a falha da outra. Mas esta não é a única resposta, existe outra que reside em entender a natureza do movimento do universo a nossa volta e os enigmas dos círculos e do fluxo harmônico da energia que nos envolve. Mas para entender isso devemos adentrar em conceitos desconhecidos por quase todos em nossos dias e descobrir que estes mesmos enigmas foram analisados e resolvidos a milhares de anos atrás.
Para responder a isso devemos buscar nomes hoje quase esquecidos e adentrar antigos os mundos da Índia, Egito, Babilônia e Suméria. Em breve faremos essa jornada e conheceremos lendas e nomes como Qeshet, tsebayoth, Ninrod, Gilgamesh, Lemúria e Mu.
Segredos do Circulo:
Filosia Kanzen e a perfeição da Forma:
Segredos do Circulo:
Na simbologia das formas, o círculo é associado ao ponto e ambos podem ser considerados como sinais supremos de perfeição, união e plenitude. O ponto simboliza o centro e a divindade central de onde tudo se propaga. O círculo é também sinônimo de movimento, expansão e tempo.
O ponto e o círculo simbolizam o início do Universo, a perfeição espiritual, a união dos elementos, a energia e a plenitude do ser completo. O círculo é também um símbolo de movimento, representa ainda a atividade e os movimentos cíclicos dos planetas à volta do Sol. É a mesa redonda à volta da qual se reúnem os Cavaleiros da Távola Redonda e é a forma do paraíso e do ovo primordial do Big Bang.
As mandalas orientais são símbolos mágicos e espirituais em forma de círculo. A arquitetura muçulmana e romana utilizavam o arco, que é uma secção do círculo, e que simboliza o céu e o divino. O arco é também um símbolo de elevação e de triunfo. O sol, o ouro e o fogo são também representados em círculos.
Para a cultura do islão, o círculo é a forma mais perfeita que existe e, por esse motivo, os movimentos de oração e adoração são feitos em forma de círculo à volta do cubo negro Ka'ba, que está dentro do um círculo branco em Meca. Na literatura persa, o círculo é um símbolo do destino. Na tradição sufi, celebrada pelo poeta Mevlana, a dança dos Derviches Giróvagos, ou rodopiantes, é feita em círculo, simbolizando o movimento dos planetas em volta do Sol e também o movimento cósmico da espiral.
Enquanto relacionado com o Céu, o círculo é um símbolo do mundo espiritual e do cosmos na sua relação com a Terra. No budismo, os círculos concêntricos são uma representação do aperfeiçoamento interior e da evolução espiritual. Entre os Celtas, o círculo é um símbolo mágico de proteção, defesa e poder. Muitos dos antigos e atuais adereços e joias, provavelmente descendentes dos antigos amuletos, são de forma redonda, como é o caso de brincos, braceletes, colares e anéis. Mais do que amuletos de proteção, são também considerados estabilizadores da energia e da união entre o corpo e o espírito.
O círculo pode também ser considerado um sinal de expansão a partir do ponto inicial e o ponto pode ser considerado o resultado de uma contração a partir do círculo. O infinitamente grande e o infinitamente pequeno. O círculo é também uma forma de medir o tempo. O tempo circular e cíclico da tradição e da Antiguidade opõe-se ao comum e moderno conceito de tempo linear.
Tanto na Babilônia, como na antiga Grécia ou nos primeiros tempos da cristandade, o círculo simbolizava a eternidade. Entre os índios da América do Norte, o tempo também era expresso em círculos, acompanhando o movimento do Sol, da Lua e dos ciclos das estações.
Em combate podemos ser como o ponto, indecifrável, mantendo o inimigo orbitando a nossa volta sem saber como se aproximar ou podemos ser como o circulo, cercando o adversário sem lhe dar espaço para agir ou escapar.
Segredos do Circulo:
Na simbologia das formas, o círculo é associado ao ponto e ambos podem ser considerados como sinais supremos de perfeição, união e plenitude. O ponto simboliza o centro e a divindade central de onde tudo se propaga. O círculo é também sinônimo de movimento, expansão e tempo.
O ponto e o círculo simbolizam o início do Universo, a perfeição espiritual, a união dos elementos, a energia e a plenitude do ser completo. O círculo é também um símbolo de movimento, representa ainda a atividade e os movimentos cíclicos dos planetas à volta do Sol. É a mesa redonda à volta da qual se reúnem os Cavaleiros da Távola Redonda e é a forma do paraíso e do ovo primordial do Big Bang.
As mandalas orientais são símbolos mágicos e espirituais em forma de círculo. A arquitetura muçulmana e romana utilizavam o arco, que é uma secção do círculo, e que simboliza o céu e o divino. O arco é também um símbolo de elevação e de triunfo. O sol, o ouro e o fogo são também representados em círculos.
Para a cultura do islão, o círculo é a forma mais perfeita que existe e, por esse motivo, os movimentos de oração e adoração são feitos em forma de círculo à volta do cubo negro Ka'ba, que está dentro do um círculo branco em Meca. Na literatura persa, o círculo é um símbolo do destino. Na tradição sufi, celebrada pelo poeta Mevlana, a dança dos Derviches Giróvagos, ou rodopiantes, é feita em círculo, simbolizando o movimento dos planetas em volta do Sol e também o movimento cósmico da espiral.
Enquanto relacionado com o Céu, o círculo é um símbolo do mundo espiritual e do cosmos na sua relação com a Terra. No budismo, os círculos concêntricos são uma representação do aperfeiçoamento interior e da evolução espiritual. Entre os Celtas, o círculo é um símbolo mágico de proteção, defesa e poder. Muitos dos antigos e atuais adereços e joias, provavelmente descendentes dos antigos amuletos, são de forma redonda, como é o caso de brincos, braceletes, colares e anéis. Mais do que amuletos de proteção, são também considerados estabilizadores da energia e da união entre o corpo e o espírito.
O círculo pode também ser considerado um sinal de expansão a partir do ponto inicial e o ponto pode ser considerado o resultado de uma contração a partir do círculo. O infinitamente grande e o infinitamente pequeno. O círculo é também uma forma de medir o tempo. O tempo circular e cíclico da tradição e da Antiguidade opõe-se ao comum e moderno conceito de tempo linear.
Tanto na Babilônia, como na antiga Grécia ou nos primeiros tempos da cristandade, o círculo simbolizava a eternidade. Entre os índios da América do Norte, o tempo também era expresso em círculos, acompanhando o movimento do Sol, da Lua e dos ciclos das estações.
Em combate podemos ser como o ponto, indecifrável, mantendo o inimigo orbitando a nossa volta sem saber como se aproximar ou podemos ser como o circulo, cercando o adversário sem lhe dar espaço para agir ou escapar.
Filosofia Kanzen e o Bujutsu:
Filosofia Kanzen e o Bujutsu: O Circulo é a representação do infinito, daquilo que transcende começo e fim. É a representação do poder flui livremente por nós e pelo universo. Nas artes da guerra o circulo representa o Fluxo de movimentos que não pode ser parado. Em japonês chamamos esse fluxo de Mugen Mukeru que significa mover o infinito.
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Jujutsu – entendendo a arte 1
Um dos objetivos do Jujutsu é destroçar o centro de equilíbrio do oponente.
Muitos mestres do passado ensinavam seus alunos a agarrarem a cintura dos oponentes e tira-las do eixo, anulando sua força que se direcionará para as extremidades. Ou seja, sua força central é remetida para os braços e pernas. Mas isso não é totalmente eficiente pois um praticante mais avançado consegue deslocar seu centro de gravidade com relativa facilidade.
O que temos que entender é que no Jujutsu é a essência de aplicação do atemi esta intimamente ligada aos movimentos de desequilíbrio. Usamos atemis ou a ameaça deles para atacar pontos de desequilíbrio do corpo (como o ponto subnasal) e assim lançar o inigo ao solo ou o derrotar mesmo em pé.
Muitas posturas no passado, tanto em pé como no solo, foram desenvolvidas para este fim. Tais formas correspondem aos caminhos necessários para as execuções primárias das técnicas de katame no Gikkou – formas de imobilizar o adversário.
Para chegarmos ao katame no gikkou devemos sempre buscar oque denominamos de atemi no Gikkou – técnica de ataque a pontos específicos baseadas em conhecimento de kyusho (anatomia vital).
Um confronto usando Jujutsu pode ser encarado de duas formas: luta contra um único adversário e contra múltiplos oponentes. Obviamente quando pensamos em múltiplos oponentes devemos descartar a possibilidade de levar um deles ao solo, exceto se for o último vivo ou consciente.
Jujutsu é uma teia e nada nos impede de pegar mais de uma mosca por vez a usando.
Tanbojutsu
Tanbojutsu
Tanbojutsu, arte de combate com bastões curtos é considerada por muitos como apenas uma arte isolada do Bujutsu, mas por esse é um enorme engano pois suas formas e técnicas são utilizadas em muitas outras vertentes das artes de combate.
Se olharmos pelas vias históricas que retratam a utilização de pequenas armas em artes de combate como Kumiuchi, Jujutsu, Koppo e outras, podemos dizer que ainda que existam diferenças entre uma forma e outra as técnicas de Tanbo são essencialmente comuns em todas estas artes. Ou seja usamos o Tanbo para bater, imobilizar, estrangular, auxiliar em quedas, causar dor e gerar torções articulares.
O Tanbojutsu segue o mesmo padrão de uso de qualquer outra arma ou mesmo do Taijutsu; ou seja esta baseado em angulos de ataque e defesa que são idênticos em todas estas artes. Lembrem-se que uma arma nada mais é do que uma extensão do corpo do guerreiro.
Mas vejamos como usamos o Tanbo inserido em outras formas de combate:
Kumiuchi – As técnicas empregadas com estas armas caracterizam-se por entradas firmes, com objetivo de gerar primariamente um impacto, que buscam no inimigo uma vantagem durante o seu ataque para que possamos lançá-lo ao solo, quebrar suas articulações ou o estrangular. O Tanbo utilizado tende a ser mais pesado e denso para gerar pancadas mais fortes.
Jujutsu – Assim como no KumiUchi usa-se o Tanbo para auxiar nos elementos naturais da luta. Mas no Jujutsu usamos também o Tanbo em luta de solo com o intuito de elevar a capacidade de destruição do lutador. Devido a isso o Tanbo no Jujutsu é menor doque o usado no KumiUchi mas mantem sua densidade e peso.
Koppo – Utilizado especificamente para provocar danos e fraturas. Nesta arte o tanbo é também denso e de peso adequado e seus golpes são associados a potencial de agatsu seitei oque eleva ainda mais o impacto. No Koppojutsu o Tambo é uma arma letal em todos os aspectos. Seu tamanho é igual ao do KumiUchi.
Kempo - No Kempo o Tanbo é mais leve e ligeiramente mais longo oque facilita na colocação de pancadas e nas velocidade destas. A ênfase esta em ataques múltiplos e destrutivos que levam o adversário a um verdadeiro terror antes de sua inexorável destruição.
Aikijujutsu - Usamos o mesmo tambo do jujutsu mas a ênfase esta na circularidade oque eleva bastante o impacto (imaginem um bastão na cara ao final de um giro de tenkan).
Em geral, quando um Samurai participava de encontros em que suas espadas eram removidas por motivos de honra ou de segurança, este sempre carregava o Tanbo ou arma similar.
Ninjas também usavam bastante o tanbo devido a facilidade de portá-lo.
E por sua vez os guerreiros Shura ou Sennin consideravam-no uma de suas armas preferidas pois podia ser criado a partir de qualquer pedaço de madeira que encontrassem.
Espero ter ajudado a todos com esse pequeno texto explicativo.
Tanbojutsu, arte de combate com bastões curtos é considerada por muitos como apenas uma arte isolada do Bujutsu, mas por esse é um enorme engano pois suas formas e técnicas são utilizadas em muitas outras vertentes das artes de combate.
Se olharmos pelas vias históricas que retratam a utilização de pequenas armas em artes de combate como Kumiuchi, Jujutsu, Koppo e outras, podemos dizer que ainda que existam diferenças entre uma forma e outra as técnicas de Tanbo são essencialmente comuns em todas estas artes. Ou seja usamos o Tanbo para bater, imobilizar, estrangular, auxiliar em quedas, causar dor e gerar torções articulares.
O Tanbojutsu segue o mesmo padrão de uso de qualquer outra arma ou mesmo do Taijutsu; ou seja esta baseado em angulos de ataque e defesa que são idênticos em todas estas artes. Lembrem-se que uma arma nada mais é do que uma extensão do corpo do guerreiro.
Mas vejamos como usamos o Tanbo inserido em outras formas de combate:
Kumiuchi – As técnicas empregadas com estas armas caracterizam-se por entradas firmes, com objetivo de gerar primariamente um impacto, que buscam no inimigo uma vantagem durante o seu ataque para que possamos lançá-lo ao solo, quebrar suas articulações ou o estrangular. O Tanbo utilizado tende a ser mais pesado e denso para gerar pancadas mais fortes.
Jujutsu – Assim como no KumiUchi usa-se o Tanbo para auxiar nos elementos naturais da luta. Mas no Jujutsu usamos também o Tanbo em luta de solo com o intuito de elevar a capacidade de destruição do lutador. Devido a isso o Tanbo no Jujutsu é menor doque o usado no KumiUchi mas mantem sua densidade e peso.
Koppo – Utilizado especificamente para provocar danos e fraturas. Nesta arte o tanbo é também denso e de peso adequado e seus golpes são associados a potencial de agatsu seitei oque eleva ainda mais o impacto. No Koppojutsu o Tambo é uma arma letal em todos os aspectos. Seu tamanho é igual ao do KumiUchi.
Kempo - No Kempo o Tanbo é mais leve e ligeiramente mais longo oque facilita na colocação de pancadas e nas velocidade destas. A ênfase esta em ataques múltiplos e destrutivos que levam o adversário a um verdadeiro terror antes de sua inexorável destruição.
Aikijujutsu - Usamos o mesmo tambo do jujutsu mas a ênfase esta na circularidade oque eleva bastante o impacto (imaginem um bastão na cara ao final de um giro de tenkan).
Em geral, quando um Samurai participava de encontros em que suas espadas eram removidas por motivos de honra ou de segurança, este sempre carregava o Tanbo ou arma similar.
Ninjas também usavam bastante o tanbo devido a facilidade de portá-lo.
E por sua vez os guerreiros Shura ou Sennin consideravam-no uma de suas armas preferidas pois podia ser criado a partir de qualquer pedaço de madeira que encontrassem.
Espero ter ajudado a todos com esse pequeno texto explicativo.
As invasões mongóis
As invasões mongóis
As conseqüências das investidas de Kublai Khan
O xogunato de Kamakura durou menos de um século e meio, de 1192 a 1333. Nesse período, o Japão sofreu duas tentativas de invasões mongóis. Ambos os ataques (em 1274 e 1281) foram repelidos com a ajuda de tufões, que causaram sérios estragos nas embarcações inimigas. Nasceu aí a crença de que o Japão contava com a proteção do kamikaze, ou “vento divino”. Esse sentimento perduraria até a Segunda Guerra Mundial – quando os militares nipônicos criaram o esquadrão suicida batizado de Kamikaze, numa última tentativa de evitar a derrota para os Aliados. Os ataques dos mongóis obrigaram os samurais a mudar seu estilo de combate. Eles passaram a lutar mais a pé e intensificaram o uso de espadas, lanças e naguinata. Além disso, aprenderam a combater de forma mais organizada e coletiva, em vez de travar lutas quase individuais.
As fracassadas invasões mongóis, comandadas por Kublai Khan, marcaram o xogunato de Kamakura. Apesar da crença na ajuda divina, os líderes convenceram-se de que era preciso se preparar contra outros ataques. A construção de fortificações não saiu barata e obrigou o governo a aumentar impostos. Além disso, muitos dos senhores regionais, que haviam lutado contra os mongóis, esperavam ser recompensados. Porém, não havia mais terras para distribuir. Isso, mais a insatisfação com os impostos, iria acelerar o fim do xogunato de Kamakura.
As conseqüências das investidas de Kublai Khan
O xogunato de Kamakura durou menos de um século e meio, de 1192 a 1333. Nesse período, o Japão sofreu duas tentativas de invasões mongóis. Ambos os ataques (em 1274 e 1281) foram repelidos com a ajuda de tufões, que causaram sérios estragos nas embarcações inimigas. Nasceu aí a crença de que o Japão contava com a proteção do kamikaze, ou “vento divino”. Esse sentimento perduraria até a Segunda Guerra Mundial – quando os militares nipônicos criaram o esquadrão suicida batizado de Kamikaze, numa última tentativa de evitar a derrota para os Aliados. Os ataques dos mongóis obrigaram os samurais a mudar seu estilo de combate. Eles passaram a lutar mais a pé e intensificaram o uso de espadas, lanças e naguinata. Além disso, aprenderam a combater de forma mais organizada e coletiva, em vez de travar lutas quase individuais.
As fracassadas invasões mongóis, comandadas por Kublai Khan, marcaram o xogunato de Kamakura. Apesar da crença na ajuda divina, os líderes convenceram-se de que era preciso se preparar contra outros ataques. A construção de fortificações não saiu barata e obrigou o governo a aumentar impostos. Além disso, muitos dos senhores regionais, que haviam lutado contra os mongóis, esperavam ser recompensados. Porém, não havia mais terras para distribuir. Isso, mais a insatisfação com os impostos, iria acelerar o fim do xogunato de Kamakura.
A Era dos Samurais
A Era dos Samurais
Eles existem desde o século VIII, mas foi entre o Período Kamakura, iniciado em 1192, até a Restauração Meiji, em 1867, que os samurais tiveram sua época áurea no Japão. A Restauração Meiji é o marco do início do fim da estrutura feudal japonesa, o início da industrialização do país e o fim dos samurais enquanto servidores do imperador. Mas como os samurais chegaram a ter este status? É isso que vamos tentar explicar agora.
Samurais: servidores de valor.
Devido seu isolamento do resto do mundo – em especial o fim do contato direto com a China, principalmente após a invasão de mongol de Khan àquele país – a sociedade japonesa teve um desenvolvimento bem peculiar, com características que nós dificilmente encontramos em outros povos.
Querem um exemplo recente? O grande terremoto que causou um tsunami em março de 2011. Mesmo com lugares completamente destruídos e outros carecendo de abastecimento básico de água e alimentos, TODOS os jornalistas fizeram questão de destacar a forma ordeira, disciplinada e educada com que os japoneses lidaram com este grave problema, sem causarem tumultos, brigas e confusões. É inegavelmente um aspecto cultural que não é muito comum em outras sociedades do mundo.
Honra, perfeição, justiça e lealdade. Parte desta disciplina e deste respeito comuns na cultura japonesa são heranças dos samurais. Para quem não sabe – e eu também não sabia antes de pesquisar – , em japonês o termo samurai quer dizer “aquele que serve”. Os garotos eram iniciados no Bushido, o “caminho do guerreiro”, e assim aprendiam o Bujutsu, a arte marcial. Aqui cabe uma informação: todo samurai era um bushi, “guerreiro”, mas nem todo bushi era um samurai. Entenderam?
Aqueles que tinham melhores habilidades de luta e de manuseio da katana e da wakizashi – as duas espadas samurais – acabavam contratados por um senhor, normalmente dono ou responsável direto das terras próximas, nomeado pelo imperador. Viravam cobradores de impostos e auxiliavam na administração das terras.
A “wakizashi” é a espada menor, e a “katana”, a maior. Ainda existe a “tanto”, que é uma espécie de adaga, também usada pelos samurais.
Após a guerra entre dois grandes grupos, os Guenjis e os Heishis, já no século XII, é que os samurais passam a ocupar funções militares no Japão. Os Guenjis venceram a guerra, valendo-se do fato de que a aristocracia Heishi afastou-se das práticas militares e buscado garantir o controle de suas terras de forma diplomática e burocrática.
Minamoto-no Yoritomo, “chefe” dos Guenjis, temia que seus subordinados caíssem nos mesmos erros dos Heishis, e preferiu transferir sua sede governamental de Kyoto para a região de Kamakura. Na ocasião o imperador Takahira ainda era muito novo – estima-se que em 1192 ele tinha apenas 12 anos – nomeou Yoritomo como “Shogun”, ou general dos generais, ou “generalíssimo”. Algumas fontes dizem que o próprio Yoritomo proclamou-se generalíssimo.
Independente de quem nomeou quem, a instituição imperial japonesa perdeu um pouco da força, mas acabou ganhando um séquito de leais defensores.
A consolidação do Shogunato:
Yoritomo organizou a estrutura japonesa de forma que havia uma certa dependência de ambas as partes que, de certa forma, mandavam no povo. A casa imperial passou a demonstrar força absoluta com os samurais ao seu lado, e os samurais, por sua vez, controlavam a estrutura feudal com a bênção divina do imperador.
Mas um evento em especial vai ajudar muito na união do povo japonês e na consolidação da força dos samurais: as tentativas de invasões mongóis ao Japão.
Kublai Khan, neto de Gengis Khan, após invadir e conquistar a Coréia tentou também invadir o Japão por duas vezes: em 1274 e 1281.
A primeira invasão, desejada pelo Khan desde 1268, só foi possível em 74 pois os mongóis não tinham uma frota marítima que pudesse transportar muitos soldados para a invasão. Centenas de barcos foram construídos para este fim – estima-se um número entre 700 e 800 embarcações – e cerca de 44 mil soldados, entre mongóis, chineses, tártaros e coreanos zarparam do sul da Coréia em direção ao Japão. Após os mongóis vencerem os japoneses em Tsushima, eles aportaram na baía de Hakata. Ali também venceram os exércitos japoneses, liderados pelos samurais, que tiveram que bater em retirada para fortificações que ficavam mais no interior da região, na tentativa de reorganizar a defesa.
E aí aconteceu uma coisa bem interessante…
Os mongóis venceram a batalha em Hakata e à noite voltaram para seus barcos. Ali, na segurança do porto e na alegria da vitória eles provavelmente festejaram e foram dormir. De madrugada um “vento divino” – um verdadeiro tufão – levou os barcos para bem longe do litoral, afundou muitos outros e acabou por dispersar TODA a frota mongol.
Este é o real significado da expressão kami kaze, ou kamikaze: “vento divino”, ou “vento dos deuses”.
Khan não desanimou. Após subjugar a dinastia Song em 1279 e enviar emissários algumas vezes para o Japão exigindo a submissão do imperador – fato este que nunca foi aceito nem pelo imperador sequer pelos samurais – uma nova grande invasão foi planejada e executada em 1281.
Desta vez, estima-se que 4400 barcos levaram cerca de 140 mil guerreiros para invadir o Japão. Duas frentes foram montadas: uma saiu da Coréia e outra do rio Yangtze, na China. Mais uma vez os samurais defenderam bravamente a região de Hakata, só que desta vez com fortificações e barcos bem mais robustos do que os que existiam em 74.
Os soldados de Khan que saíram da China sofreram um pequeno atraso, é verdade, mas um novo tufão destruiu muitos barcos mongóis, desfalcando consideravelmente a frota de Khan.
Esta providência dos ventos – e óbvio, a "coincidência" de acontecerem justamente durante uma grande invasão e ajudarem na destruição da frota inimiga – levou os japoneses a entender que seu país era protegido pelas forças divinas. Como já foi citado, os samurais dominaram o Japão por séculos, até a Restauração Meiji. Influenciaram todo um povo e uma cultura, e seus rastros estão presentes no Japão até hoje.
Eles existem desde o século VIII, mas foi entre o Período Kamakura, iniciado em 1192, até a Restauração Meiji, em 1867, que os samurais tiveram sua época áurea no Japão. A Restauração Meiji é o marco do início do fim da estrutura feudal japonesa, o início da industrialização do país e o fim dos samurais enquanto servidores do imperador. Mas como os samurais chegaram a ter este status? É isso que vamos tentar explicar agora.
Samurais: servidores de valor.
Devido seu isolamento do resto do mundo – em especial o fim do contato direto com a China, principalmente após a invasão de mongol de Khan àquele país – a sociedade japonesa teve um desenvolvimento bem peculiar, com características que nós dificilmente encontramos em outros povos.
Querem um exemplo recente? O grande terremoto que causou um tsunami em março de 2011. Mesmo com lugares completamente destruídos e outros carecendo de abastecimento básico de água e alimentos, TODOS os jornalistas fizeram questão de destacar a forma ordeira, disciplinada e educada com que os japoneses lidaram com este grave problema, sem causarem tumultos, brigas e confusões. É inegavelmente um aspecto cultural que não é muito comum em outras sociedades do mundo.
Honra, perfeição, justiça e lealdade. Parte desta disciplina e deste respeito comuns na cultura japonesa são heranças dos samurais. Para quem não sabe – e eu também não sabia antes de pesquisar – , em japonês o termo samurai quer dizer “aquele que serve”. Os garotos eram iniciados no Bushido, o “caminho do guerreiro”, e assim aprendiam o Bujutsu, a arte marcial. Aqui cabe uma informação: todo samurai era um bushi, “guerreiro”, mas nem todo bushi era um samurai. Entenderam?
Aqueles que tinham melhores habilidades de luta e de manuseio da katana e da wakizashi – as duas espadas samurais – acabavam contratados por um senhor, normalmente dono ou responsável direto das terras próximas, nomeado pelo imperador. Viravam cobradores de impostos e auxiliavam na administração das terras.
A “wakizashi” é a espada menor, e a “katana”, a maior. Ainda existe a “tanto”, que é uma espécie de adaga, também usada pelos samurais.
Após a guerra entre dois grandes grupos, os Guenjis e os Heishis, já no século XII, é que os samurais passam a ocupar funções militares no Japão. Os Guenjis venceram a guerra, valendo-se do fato de que a aristocracia Heishi afastou-se das práticas militares e buscado garantir o controle de suas terras de forma diplomática e burocrática.
Minamoto-no Yoritomo, “chefe” dos Guenjis, temia que seus subordinados caíssem nos mesmos erros dos Heishis, e preferiu transferir sua sede governamental de Kyoto para a região de Kamakura. Na ocasião o imperador Takahira ainda era muito novo – estima-se que em 1192 ele tinha apenas 12 anos – nomeou Yoritomo como “Shogun”, ou general dos generais, ou “generalíssimo”. Algumas fontes dizem que o próprio Yoritomo proclamou-se generalíssimo.
Independente de quem nomeou quem, a instituição imperial japonesa perdeu um pouco da força, mas acabou ganhando um séquito de leais defensores.
A consolidação do Shogunato:
Yoritomo organizou a estrutura japonesa de forma que havia uma certa dependência de ambas as partes que, de certa forma, mandavam no povo. A casa imperial passou a demonstrar força absoluta com os samurais ao seu lado, e os samurais, por sua vez, controlavam a estrutura feudal com a bênção divina do imperador.
Mas um evento em especial vai ajudar muito na união do povo japonês e na consolidação da força dos samurais: as tentativas de invasões mongóis ao Japão.
Kublai Khan, neto de Gengis Khan, após invadir e conquistar a Coréia tentou também invadir o Japão por duas vezes: em 1274 e 1281.
A primeira invasão, desejada pelo Khan desde 1268, só foi possível em 74 pois os mongóis não tinham uma frota marítima que pudesse transportar muitos soldados para a invasão. Centenas de barcos foram construídos para este fim – estima-se um número entre 700 e 800 embarcações – e cerca de 44 mil soldados, entre mongóis, chineses, tártaros e coreanos zarparam do sul da Coréia em direção ao Japão. Após os mongóis vencerem os japoneses em Tsushima, eles aportaram na baía de Hakata. Ali também venceram os exércitos japoneses, liderados pelos samurais, que tiveram que bater em retirada para fortificações que ficavam mais no interior da região, na tentativa de reorganizar a defesa.
E aí aconteceu uma coisa bem interessante…
Os mongóis venceram a batalha em Hakata e à noite voltaram para seus barcos. Ali, na segurança do porto e na alegria da vitória eles provavelmente festejaram e foram dormir. De madrugada um “vento divino” – um verdadeiro tufão – levou os barcos para bem longe do litoral, afundou muitos outros e acabou por dispersar TODA a frota mongol.
Este é o real significado da expressão kami kaze, ou kamikaze: “vento divino”, ou “vento dos deuses”.
Khan não desanimou. Após subjugar a dinastia Song em 1279 e enviar emissários algumas vezes para o Japão exigindo a submissão do imperador – fato este que nunca foi aceito nem pelo imperador sequer pelos samurais – uma nova grande invasão foi planejada e executada em 1281.
Desta vez, estima-se que 4400 barcos levaram cerca de 140 mil guerreiros para invadir o Japão. Duas frentes foram montadas: uma saiu da Coréia e outra do rio Yangtze, na China. Mais uma vez os samurais defenderam bravamente a região de Hakata, só que desta vez com fortificações e barcos bem mais robustos do que os que existiam em 74.
Os soldados de Khan que saíram da China sofreram um pequeno atraso, é verdade, mas um novo tufão destruiu muitos barcos mongóis, desfalcando consideravelmente a frota de Khan.
Esta providência dos ventos – e óbvio, a "coincidência" de acontecerem justamente durante uma grande invasão e ajudarem na destruição da frota inimiga – levou os japoneses a entender que seu país era protegido pelas forças divinas. Como já foi citado, os samurais dominaram o Japão por séculos, até a Restauração Meiji. Influenciaram todo um povo e uma cultura, e seus rastros estão presentes no Japão até hoje.
A Era dos Samurais
A Era dos Samurais
Eles existem desde o século VIII, mas foi entre o Período Kamakura, iniciado em 1192, até a Restauração Meiji, em 1867, que os samurais tiveram sua época áurea no Japão. A Restauração Meiji é o marco do início do fim da estrutura feudal japonesa, o início da industrialização do país e o fim dos samurais enquanto servidores do imperador. Mas como os samurais chegaram a ter este status? É isso que vamos tentar explicar agora.
Samurais: servidores de valor.
Devido seu isolamento do resto do mundo – em especial o fim do contato direto com a China, principalmente após a invasão de mongol de Khan àquele país – a sociedade japonesa teve um desenvolvimento bem peculiar, com características que nós dificilmente encontramos em outros povos.
Querem um exemplo recente? O grande terremoto que causou um tsunami em março de 2011. Mesmo com lugares completamente destruídos e outros carecendo de abastecimento básico de água e alimentos, TODOS os jornalistas fizeram questão de destacar a forma ordeira, disciplinada e educada com que os japoneses lidaram com este grave problema, sem causarem tumultos, brigas e confusões. É inegavelmente um aspecto cultural que não é muito comum em outras sociedades do mundo.
Honra, perfeição, justiça e lealdade. Parte desta disciplina e deste respeito comuns na cultura japonesa são heranças dos samurais. Para quem não sabe – e eu também não sabia antes de pesquisar – , em japonês o termo samurai quer dizer “aquele que serve”. Os garotos eram iniciados no Bushido, o “caminho do guerreiro”, e assim aprendiam o Bujutsu, a arte marcial. Aqui cabe uma informação: todo samurai era um bushi, “guerreiro”, mas nem todo bushi era um samurai. Entenderam?
Aqueles que tinham melhores habilidades de luta e de manuseio da katana e da wakizashi – as duas espadas samurais – acabavam contratados por um senhor, normalmente dono ou responsável direto das terras próximas, nomeado pelo imperador. Viravam cobradores de impostos e auxiliavam na administração das terras.
A “wakizashi” é a espada menor, e a “katana”, a maior. Ainda existe a “tanto”, que é uma espécie de adaga, também usada pelos samurais.
Após a guerra entre dois grandes grupos, os Guenjis e os Heishis, já no século XII, é que os samurais passam a ocupar funções militares no Japão. Os Guenjis venceram a guerra, valendo-se do fato de que a aristocracia Heishi afastou-se das práticas militares e buscado garantir o controle de suas terras de forma diplomática e burocrática.
Minamoto-no Yoritomo, “chefe” dos Guenjis, temia que seus subordinados caíssem nos mesmos erros dos Heishis, e preferiu transferir sua sede governamental de Kyoto para a região de Kamakura. Na ocasião o imperador Takahira ainda era muito novo – estima-se que em 1192 ele tinha apenas 12 anos – nomeou Yoritomo como “Shogun”, ou general dos generais, ou “generalíssimo”. Algumas fontes dizem que o próprio Yoritomo proclamou-se generalíssimo.
Independente de quem nomeou quem, a instituição imperial japonesa perdeu um pouco da força, mas acabou ganhando um séquito de leais defensores.
A consolidação do Shogunato:
Yoritomo organizou a estrutura japonesa de forma que havia uma certa dependência de ambas as partes que, de certa forma, mandavam no povo. A casa imperial passou a demonstrar força absoluta com os samurais ao seu lado, e os samurais, por sua vez, controlavam a estrutura feudal com a bênção divina do imperador.
Mas um evento em especial vai ajudar muito na união do povo japonês e na consolidação da força dos samurais: as tentativas de invasões mongóis ao Japão.
Kublai Khan, neto de Gengis Khan, após invadir e conquistar a Coréia tentou também invadir o Japão por duas vezes: em 1274 e 1281.
A primeira invasão, desejada pelo Khan desde 1268, só foi possível em 74 pois os mongóis não tinham uma frota marítima que pudesse transportar muitos soldados para a invasão. Centenas de barcos foram construídos para este fim – estima-se um número entre 700 e 800 embarcações – e cerca de 44 mil soldados, entre mongóis, chineses, tártaros e coreanos zarparam do sul da Coréia em direção ao Japão. Após os mongóis vencerem os japoneses em Tsushima, eles aportaram na baía de Hakata. Ali também venceram os exércitos japoneses, liderados pelos samurais, que tiveram que bater em retirada para fortificações que ficavam mais no interior da região, na tentativa de reorganizar a defesa.
E aí aconteceu uma coisa bem interessante…
Os mongóis venceram a batalha em Hakata e à noite voltaram para seus barcos. Ali, na segurança do porto e na alegria da vitória eles provavelmente festejaram e foram dormir. De madrugada um “vento divino” – um verdadeiro tufão – levou os barcos para bem longe do litoral, afundou muitos outros e acabou por dispersar TODA a frota mongol.
Este é o real significado da expressão kami kaze, ou kamikaze: “vento divino”, ou “vento dos deuses”.
Khan não desanimou. Após subjugar a dinastia Song em 1279 e enviar emissários algumas vezes para o Japão exigindo a submissão do imperador – fato este que nunca foi aceito nem pelo imperador sequer pelos samurais – uma nova grande invasão foi planejada e executada em 1281.
Desta vez, estima-se que 4400 barcos levaram cerca de 140 mil guerreiros para invadir o Japão. Duas frentes foram montadas: uma saiu da Coréia e outra do rio Yangtze, na China. Mais uma vez os samurais defenderam bravamente a região de Hakata, só que desta vez com fortificações e barcos bem mais robustos do que os que existiam em 74.
Os soldados de Khan que saíram da China sofreram um pequeno atraso, é verdade, mas um novo tufão destruiu muitos barcos mongóis, desfalcando consideravelmente a frota de Khan.
Esta providência dos ventos – e óbvio, a "coincidência" de acontecerem justamente durante uma grande invasão e ajudarem na destruição da frota inimiga – levou os japoneses a entender que seu país era protegido pelas forças divinas. Como já foi citado, os samurais dominaram o Japão por séculos, até a Restauração Meiji. Influenciaram todo um povo e uma cultura, e seus rastros estão presentes no Japão até hoje.
Eles existem desde o século VIII, mas foi entre o Período Kamakura, iniciado em 1192, até a Restauração Meiji, em 1867, que os samurais tiveram sua época áurea no Japão. A Restauração Meiji é o marco do início do fim da estrutura feudal japonesa, o início da industrialização do país e o fim dos samurais enquanto servidores do imperador. Mas como os samurais chegaram a ter este status? É isso que vamos tentar explicar agora.
Samurais: servidores de valor.
Devido seu isolamento do resto do mundo – em especial o fim do contato direto com a China, principalmente após a invasão de mongol de Khan àquele país – a sociedade japonesa teve um desenvolvimento bem peculiar, com características que nós dificilmente encontramos em outros povos.
Querem um exemplo recente? O grande terremoto que causou um tsunami em março de 2011. Mesmo com lugares completamente destruídos e outros carecendo de abastecimento básico de água e alimentos, TODOS os jornalistas fizeram questão de destacar a forma ordeira, disciplinada e educada com que os japoneses lidaram com este grave problema, sem causarem tumultos, brigas e confusões. É inegavelmente um aspecto cultural que não é muito comum em outras sociedades do mundo.
Honra, perfeição, justiça e lealdade. Parte desta disciplina e deste respeito comuns na cultura japonesa são heranças dos samurais. Para quem não sabe – e eu também não sabia antes de pesquisar – , em japonês o termo samurai quer dizer “aquele que serve”. Os garotos eram iniciados no Bushido, o “caminho do guerreiro”, e assim aprendiam o Bujutsu, a arte marcial. Aqui cabe uma informação: todo samurai era um bushi, “guerreiro”, mas nem todo bushi era um samurai. Entenderam?
Aqueles que tinham melhores habilidades de luta e de manuseio da katana e da wakizashi – as duas espadas samurais – acabavam contratados por um senhor, normalmente dono ou responsável direto das terras próximas, nomeado pelo imperador. Viravam cobradores de impostos e auxiliavam na administração das terras.
A “wakizashi” é a espada menor, e a “katana”, a maior. Ainda existe a “tanto”, que é uma espécie de adaga, também usada pelos samurais.
Após a guerra entre dois grandes grupos, os Guenjis e os Heishis, já no século XII, é que os samurais passam a ocupar funções militares no Japão. Os Guenjis venceram a guerra, valendo-se do fato de que a aristocracia Heishi afastou-se das práticas militares e buscado garantir o controle de suas terras de forma diplomática e burocrática.
Minamoto-no Yoritomo, “chefe” dos Guenjis, temia que seus subordinados caíssem nos mesmos erros dos Heishis, e preferiu transferir sua sede governamental de Kyoto para a região de Kamakura. Na ocasião o imperador Takahira ainda era muito novo – estima-se que em 1192 ele tinha apenas 12 anos – nomeou Yoritomo como “Shogun”, ou general dos generais, ou “generalíssimo”. Algumas fontes dizem que o próprio Yoritomo proclamou-se generalíssimo.
Independente de quem nomeou quem, a instituição imperial japonesa perdeu um pouco da força, mas acabou ganhando um séquito de leais defensores.
A consolidação do Shogunato:
Yoritomo organizou a estrutura japonesa de forma que havia uma certa dependência de ambas as partes que, de certa forma, mandavam no povo. A casa imperial passou a demonstrar força absoluta com os samurais ao seu lado, e os samurais, por sua vez, controlavam a estrutura feudal com a bênção divina do imperador.
Mas um evento em especial vai ajudar muito na união do povo japonês e na consolidação da força dos samurais: as tentativas de invasões mongóis ao Japão.
Kublai Khan, neto de Gengis Khan, após invadir e conquistar a Coréia tentou também invadir o Japão por duas vezes: em 1274 e 1281.
A primeira invasão, desejada pelo Khan desde 1268, só foi possível em 74 pois os mongóis não tinham uma frota marítima que pudesse transportar muitos soldados para a invasão. Centenas de barcos foram construídos para este fim – estima-se um número entre 700 e 800 embarcações – e cerca de 44 mil soldados, entre mongóis, chineses, tártaros e coreanos zarparam do sul da Coréia em direção ao Japão. Após os mongóis vencerem os japoneses em Tsushima, eles aportaram na baía de Hakata. Ali também venceram os exércitos japoneses, liderados pelos samurais, que tiveram que bater em retirada para fortificações que ficavam mais no interior da região, na tentativa de reorganizar a defesa.
E aí aconteceu uma coisa bem interessante…
Os mongóis venceram a batalha em Hakata e à noite voltaram para seus barcos. Ali, na segurança do porto e na alegria da vitória eles provavelmente festejaram e foram dormir. De madrugada um “vento divino” – um verdadeiro tufão – levou os barcos para bem longe do litoral, afundou muitos outros e acabou por dispersar TODA a frota mongol.
Este é o real significado da expressão kami kaze, ou kamikaze: “vento divino”, ou “vento dos deuses”.
Khan não desanimou. Após subjugar a dinastia Song em 1279 e enviar emissários algumas vezes para o Japão exigindo a submissão do imperador – fato este que nunca foi aceito nem pelo imperador sequer pelos samurais – uma nova grande invasão foi planejada e executada em 1281.
Desta vez, estima-se que 4400 barcos levaram cerca de 140 mil guerreiros para invadir o Japão. Duas frentes foram montadas: uma saiu da Coréia e outra do rio Yangtze, na China. Mais uma vez os samurais defenderam bravamente a região de Hakata, só que desta vez com fortificações e barcos bem mais robustos do que os que existiam em 74.
Os soldados de Khan que saíram da China sofreram um pequeno atraso, é verdade, mas um novo tufão destruiu muitos barcos mongóis, desfalcando consideravelmente a frota de Khan.
Esta providência dos ventos – e óbvio, a "coincidência" de acontecerem justamente durante uma grande invasão e ajudarem na destruição da frota inimiga – levou os japoneses a entender que seu país era protegido pelas forças divinas. Como já foi citado, os samurais dominaram o Japão por séculos, até a Restauração Meiji. Influenciaram todo um povo e uma cultura, e seus rastros estão presentes no Japão até hoje.
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
O Caminho da guerra
Bujutsu não é um esporte.
Bujutsu não é uma luta.
Bujutsu não é apenas uma arte marcial.
BUJUTSU É UM MODO DE VIDA E DE MORTE!
Pois alguns gostam de abandonar essa vida como nuvenzinhas mas outros pretendem transcender como GUERREIROS!
Quem entendeu a correlação de passar como nuvem ou guerreiro também conseguiu entender o espirito da guerra, presente dentro do Bujutsu.
Shura no Michi - o verdadeiro caminho do guerreiro!
Bujutsu não é uma luta.
Bujutsu não é apenas uma arte marcial.
BUJUTSU É UM MODO DE VIDA E DE MORTE!
Pois alguns gostam de abandonar essa vida como nuvenzinhas mas outros pretendem transcender como GUERREIROS!
Quem entendeu a correlação de passar como nuvem ou guerreiro também conseguiu entender o espirito da guerra, presente dentro do Bujutsu.
Shura no Michi - o verdadeiro caminho do guerreiro!
domingo, 11 de agosto de 2013
De muitos mistérios vive a cultura Japonesa:
De muitos mistérios vive a cultura Japonesa:
Havia um ramo de guerreiros no antigo Japão que vivia alheio a sociedade Japonesa tradicional. Sua origem é um enigma e alguns falam que esta encravada em meio a China ou a Índia de onde migraram guerreiros que acabaram em solo Japonês ainda em um período onde quase nada se sabe da história daquele País.
Tais guerreiros receberam muitos nomes no decorrer dos séculos que se seguiram a sua instalação e organização no Japão mas um dis que eu mais gosto é o de Sennin. Abaixo segue oque é um Sennin na Mitologia Japonesa.
O sennin (仙人) é um eremita que vive no alto das montanhas, em ilhas ou mesmo sobre as nuvens, distante do mundo humano. Práticas ascéticas fizeram-no adquirir poderes mágicos, tais como as capacidades de voar ou de nutrir-se apenas de névoa, além do maior de todos os dons: a imortalidade. Personagem da mitologia taoísta, o sennin foi importado da China, tornando-se popular no Japão. Em chinês, a palavra é xianren.
Além de Sennin tais homens eram chamados por muitos outros nomes entre eles Shura (referencia a inacreditável capacidade marcial que possuiam) mas eles gostavam de se intitular Tatsu-jin, mais uma referencia a China afinal Tatsu é uma referencia Japonesa ao tipico Dragão Chines.
Futuramente falarei mais sobre esta fantástica classe de guerreiros e sobre sua cultura e a expansão de suas formas de combate através dos séculos e milênios. Formas estas que hoje conhecemos apenas como Bujutsu a Arte Da Guerra.
Havia um ramo de guerreiros no antigo Japão que vivia alheio a sociedade Japonesa tradicional. Sua origem é um enigma e alguns falam que esta encravada em meio a China ou a Índia de onde migraram guerreiros que acabaram em solo Japonês ainda em um período onde quase nada se sabe da história daquele País.
Tais guerreiros receberam muitos nomes no decorrer dos séculos que se seguiram a sua instalação e organização no Japão mas um dis que eu mais gosto é o de Sennin. Abaixo segue oque é um Sennin na Mitologia Japonesa.
O sennin (仙人) é um eremita que vive no alto das montanhas, em ilhas ou mesmo sobre as nuvens, distante do mundo humano. Práticas ascéticas fizeram-no adquirir poderes mágicos, tais como as capacidades de voar ou de nutrir-se apenas de névoa, além do maior de todos os dons: a imortalidade. Personagem da mitologia taoísta, o sennin foi importado da China, tornando-se popular no Japão. Em chinês, a palavra é xianren.
Além de Sennin tais homens eram chamados por muitos outros nomes entre eles Shura (referencia a inacreditável capacidade marcial que possuiam) mas eles gostavam de se intitular Tatsu-jin, mais uma referencia a China afinal Tatsu é uma referencia Japonesa ao tipico Dragão Chines.
Futuramente falarei mais sobre esta fantástica classe de guerreiros e sobre sua cultura e a expansão de suas formas de combate através dos séculos e milênios. Formas estas que hoje conhecemos apenas como Bujutsu a Arte Da Guerra.
Explicando o Bujutsu e o Ninjutsu:
No passado quando se referiam ao Ninjutsu estavam falando de técnicas de infiltração, camuflagem, uso do elemento surpresa e outros vários elementos ligados a isso. Hoje isso mudou pois o Ninjutsu foi difundido internacionalmente como um sistema marcial próprio e quando referem-se a ele estão falando de elementos como Dakentaijutsu, jutaijutsu, koppojutsu (parte dele) e outros.
Mas mesmo com essas mudanças formais o Ninjutsu continua sendo parte de uma estrutura maior que é o Bujutsu, mesmo que comercialmente os nomes sejam comumente confundidos ou usados como sinônimos.
Bujutsu são as artes da guerra praticada pelos guerreiros do antigo Japão, sejam Samurais, Shinobis, Yamabushis ou outra categoria qualquer. O Bujutsu dependendo da escola pode englobar dezenas de variedades marciais que didaticamente separam-se em Blocos.
Vamos a estes Blocos:
Os dois grandes Blocos são:
Taijutsu = combate corpo a corpo.
Kobujutsu = Combate armado.
Cada um destes dois blocos separam-se em estruturas menores que podem váriar de Ryu para ryu ou de Clã para Clã. Estas estruturas menores podem ser consideradas Artes Marciais.
Em nossa escola estas Artes de Guerra são:
* Aikijujutsu
* Jujutsu
* Jutaijutsu
* KumiUchi
* Dakentaijutsu
* Tode
* Kempo
* Chugoku Kempo
* Kakuto no jutsu
Cada uma destas Artes de Guerra possui suas subdivisões e Classes estruturais de movimentos.
Por exemplo, o Chugoku Kempo que faz referencia as estruturas Chinesas adaptadas e treinadas pelos Samurais, Ninjas... pode ser subdividida em outros elementos que as vezes são tão vastos que podem ser considerados como artes marciais independentes.
Divisão do Chugoku Kempo:
* Hakkesho (Forma de Ba gua)
* Hikka-ken (Forma de Ba gua)
* TaiKyoku (Forma de Tai chi)
* Tai Shinkyoku (Forma de Tai chi)
* Kiko (Chi kung)
* Shorinji-te
* Go Kempo (forma derivada de movimentos de animais)
* Shin Kempo ou Daruma-te ou Shaolin Chuan Fa como alguns preferem chamar em respeito a sua origem que acredita-se ter vindo diretamente das mãos de Daruma
Além destas estruturas internas a cada arte podemos ter no Bujutsu o que chamamos de Macroestruturas ou seja elementos que existem em várias Disciplinas e que não deveriam ter existência própria separado delas.
Alguns destes elementos:
* Kyusho (estudo da anatomia vital que pode ser usado em qualquer uma das disciplinas do Bujutsu)
* Heihou (Vasto estudo de estratégias que é estudado a partir da graduação de Chuden)
* Seiteigata (movimentos de combate complexos e pré-determinados oriundos de grandes duelos ou batalhas do passado)
Temos também as microestruturas que são elementos que existem em várias artes do Bujutsu as construindo internamente.
Alguns destes elementos:
Atemi no gikkou: ataques de percussão dos mais variados tipos.
Nague no gikkou: Técnicas de projeção.
Uke no Gikkou: Técnicas de Bloqueio.
Tai sabaki no Gikkou: Técnicas de esquivas.
Bem, com isso espero ter ajudado um pouco na compreensão do vasto universo do Bujutsu.
No passado quando se referiam ao Ninjutsu estavam falando de técnicas de infiltração, camuflagem, uso do elemento surpresa e outros vários elementos ligados a isso. Hoje isso mudou pois o Ninjutsu foi difundido internacionalmente como um sistema marcial próprio e quando referem-se a ele estão falando de elementos como Dakentaijutsu, jutaijutsu, koppojutsu (parte dele) e outros.
Mas mesmo com essas mudanças formais o Ninjutsu continua sendo parte de uma estrutura maior que é o Bujutsu, mesmo que comercialmente os nomes sejam comumente confundidos ou usados como sinônimos.
Bujutsu são as artes da guerra praticada pelos guerreiros do antigo Japão, sejam Samurais, Shinobis, Yamabushis ou outra categoria qualquer. O Bujutsu dependendo da escola pode englobar dezenas de variedades marciais que didaticamente separam-se em Blocos.
Vamos a estes Blocos:
Os dois grandes Blocos são:
Taijutsu = combate corpo a corpo.
Kobujutsu = Combate armado.
Cada um destes dois blocos separam-se em estruturas menores que podem váriar de Ryu para ryu ou de Clã para Clã. Estas estruturas menores podem ser consideradas Artes Marciais.
Em nossa escola estas Artes de Guerra são:
* Aikijujutsu
* Jujutsu
* Jutaijutsu
* KumiUchi
* Dakentaijutsu
* Tode
* Kempo
* Chugoku Kempo
* Kakuto no jutsu
Cada uma destas Artes de Guerra possui suas subdivisões e Classes estruturais de movimentos.
Por exemplo, o Chugoku Kempo que faz referencia as estruturas Chinesas adaptadas e treinadas pelos Samurais, Ninjas... pode ser subdividida em outros elementos que as vezes são tão vastos que podem ser considerados como artes marciais independentes.
Divisão do Chugoku Kempo:
* Hakkesho (Forma de Ba gua)
* Hikka-ken (Forma de Ba gua)
* TaiKyoku (Forma de Tai chi)
* Tai Shinkyoku (Forma de Tai chi)
* Kiko (Chi kung)
* Shorinji-te
* Go Kempo (forma derivada de movimentos de animais)
* Shin Kempo ou Daruma-te ou Shaolin Chuan Fa como alguns preferem chamar em respeito a sua origem que acredita-se ter vindo diretamente das mãos de Daruma
Além destas estruturas internas a cada arte podemos ter no Bujutsu o que chamamos de Macroestruturas ou seja elementos que existem em várias Disciplinas e que não deveriam ter existência própria separado delas.
Alguns destes elementos:
* Kyusho (estudo da anatomia vital que pode ser usado em qualquer uma das disciplinas do Bujutsu)
* Heihou (Vasto estudo de estratégias que é estudado a partir da graduação de Chuden)
* Seiteigata (movimentos de combate complexos e pré-determinados oriundos de grandes duelos ou batalhas do passado)
Temos também as microestruturas que são elementos que existem em várias artes do Bujutsu as construindo internamente.
Alguns destes elementos:
Atemi no gikkou: ataques de percussão dos mais variados tipos.
Nague no gikkou: Técnicas de projeção.
Uke no Gikkou: Técnicas de Bloqueio.
Tai sabaki no Gikkou: Técnicas de esquivas.
Bem, com isso espero ter ajudado um pouco na compreensão do vasto universo do Bujutsu.
Filosofia KANZEN:
Filosofia KANZEN:
"Pequenos nos consideramos na vastidão cósmica, até sabermos que a tudo estamos ligados por nossas mentes."
"Pequenos nos consideramos na vastidão cósmica, até sabermos que a tudo estamos ligados por nossas mentes."
O Guerreiro e o soldado
Há uma diferença entre um guerreiro e um soldado. Um soldado é treinado para seguir as ordens, para respeitar a autoridade, e para subjugar o seu processo de pensamento individual e à hierarquia de comando. Um guerreiro, ao contrário, é mais autônoma e independente. Um guerreiro se engaja na batalha fora de escolha pessoal e não por causa da obediência a ordens. Um guerreiro é capaz de fazer julgamentos morais e agir em conformidade. Um guerreiro é flexível e adaptável, capaz de agir de forma independente, bem como ser um jogador da equipe. Um guerreiro assume a responsabilidade por suas escolhas e ações. Um guerreiro é uma pessoa de compaixão que entende a dor e as conseqüências da ação. Um guerreiro sabe os horrores da guerra e não a procuram. Um guerreiro sabe que a glória é somente para tolos que se refestelam em suas próprias ilusões. Um guerreiro, porém, quando engajados em uma causa justa, brigas com tal habilidade, paixão, intensidade e brilho que a vitória está assegurada.
A vitória e a derrota são uma questão de espírito mais do que de corpo. Nunca é derrotado desde que seu Espírito não é derrotado ou quebrados. Quando um guerreiro cai em batalha sem se render ou desistir, o seu Espírito se torna mais forte. Quando um guerreiro sobrevive a batalha sem se render ou desistir, o seu Espírito se torna mais forte. Claro, a maioria dos guerreiros preferem sobreviver mais de morrer.
Tenshikan - Arts of WAR - Formando Guerreiros.
A vitória e a derrota são uma questão de espírito mais do que de corpo. Nunca é derrotado desde que seu Espírito não é derrotado ou quebrados. Quando um guerreiro cai em batalha sem se render ou desistir, o seu Espírito se torna mais forte. Quando um guerreiro sobrevive a batalha sem se render ou desistir, o seu Espírito se torna mais forte. Claro, a maioria dos guerreiros preferem sobreviver mais de morrer.
Tenshikan - Arts of WAR - Formando Guerreiros.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Viver como um SHURA
No antigo Japão os Samurais lutavam pela honra de seus senhores e por suas glórias pessoais.
Os Ninjas lutavam pelo dinheiro que recebiam.
Os Soheis lutavam por suas religiões.
E os Shuras lutavam porque esse era seu modo de vida.
Um Shura não luta por honra, não luta por dinheiro, não luta por poder e não luta por Deus ou deuses. Um Shura luta simplesmente pelo PRAZER da batalha e APENAS quando encontra um adversário a altura de suas capacidades ou quando o destino o exige.
SHURA NO MICHI - O verdadeiro caminho do guerreiro não encontra-se em esmagar os fracos mas sim em submeter aqueles que se acham fortes e mostrar-lhes suas fraquezas.
Os Ninjas lutavam pelo dinheiro que recebiam.
Os Soheis lutavam por suas religiões.
E os Shuras lutavam porque esse era seu modo de vida.
Um Shura não luta por honra, não luta por dinheiro, não luta por poder e não luta por Deus ou deuses. Um Shura luta simplesmente pelo PRAZER da batalha e APENAS quando encontra um adversário a altura de suas capacidades ou quando o destino o exige.
SHURA NO MICHI - O verdadeiro caminho do guerreiro não encontra-se em esmagar os fracos mas sim em submeter aqueles que se acham fortes e mostrar-lhes suas fraquezas.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Ninjutsu Raízes.
Ninjutsu Raízes.
As raízes mais antigas do Ninjutsu se o entendermos como um sistema de espionagem e infiltração remontam a antiga china, durante o ano 500 a.C. Sun Tzu, filósofo e general estrategista militar escreveu escrito um livro que englobava estratégias de guerra. A obra intitulada de A arte da Guerra descrevia as táticas que um general deveria adotar para vencer qualquer batalha, e a mesma dava ênfase à utilização de espiões em todos os seus setores de combate. Baseados nas estratégias deste livro, varias classes de espiões surgiram por todo o oriente sendo organizados em sociedades secretas que rapidamente espalharam-se para além da China.
A primeira aparição destes espiões no Japão vem do final do século VI, quando a imperatriz Suiko e o príncipe Shotoku Taishi (Período de 604 a 1.192), utilizaram-nos, sob o titulo de "Shinobi" (Perito em obter informação) contra um usurpador do trono chamado Moriya. Nomes como Mijinki no Mikooto, Otomo no Saijin e Enzo Ozano foram os primeiros que puderam ser chamados de Shinobi. Shotoku Taishi também utilizava o termo chinês Kanja (Kan: intervalo ou espaço – JA: Pessoa) ou Kancho (Olhar no espaço para obter informação) quando se referia aos grupos espiões que lhe serviam.
As raízes mais antigas do Ninjutsu se o entendermos como um sistema de espionagem e infiltração remontam a antiga china, durante o ano 500 a.C. Sun Tzu, filósofo e general estrategista militar escreveu escrito um livro que englobava estratégias de guerra. A obra intitulada de A arte da Guerra descrevia as táticas que um general deveria adotar para vencer qualquer batalha, e a mesma dava ênfase à utilização de espiões em todos os seus setores de combate. Baseados nas estratégias deste livro, varias classes de espiões surgiram por todo o oriente sendo organizados em sociedades secretas que rapidamente espalharam-se para além da China.
A primeira aparição destes espiões no Japão vem do final do século VI, quando a imperatriz Suiko e o príncipe Shotoku Taishi (Período de 604 a 1.192), utilizaram-nos, sob o titulo de "Shinobi" (Perito em obter informação) contra um usurpador do trono chamado Moriya. Nomes como Mijinki no Mikooto, Otomo no Saijin e Enzo Ozano foram os primeiros que puderam ser chamados de Shinobi. Shotoku Taishi também utilizava o termo chinês Kanja (Kan: intervalo ou espaço – JA: Pessoa) ou Kancho (Olhar no espaço para obter informação) quando se referia aos grupos espiões que lhe serviam.
Arte da Guerra
Arte da Guerra:
http://www.youtube.com/watch?v=f21Lo-jVzLQ
Um vídeo que gostaria que meus alunos assistissem.
http://www.youtube.com/watch?v=f21Lo-jVzLQ
Um vídeo que gostaria que meus alunos assistissem.
Kenjutsu - dica do dia:
Kenjutsu - dica do dia:
"Quando em luta, se deseja destruir seu oponente, aniquile suas defesas primeiramente pois apenas os fracos são atingidos sem terem as defesas aniquiladas e os fracos não são dignos de combate mas sim dignos de pena."
Nakano Kubota
comentário: quando em luta no Taijutsu o conceito de linha central e anulação da guarda é de extrema importância, porque no Kenjutsu isso não seria igual.
"Se tem um inimigo com postura mental sólida que permanece impassível, não caia no erro de atacá-lo nas zonas que aparentemente estão abertas. Ao contrario ataque sua lamina, destrua sua guarda de forma impiedosa. O esmague sem clemencia alguma e quando sua guarda estiver esfacelada junto com sua inicial inabalável aparência o elimine de forma que mostre oque ele era na verdade, um total e absoluto NADA."
Nakano Kubota
"Quando em luta, se deseja destruir seu oponente, aniquile suas defesas primeiramente pois apenas os fracos são atingidos sem terem as defesas aniquiladas e os fracos não são dignos de combate mas sim dignos de pena."
Nakano Kubota
comentário: quando em luta no Taijutsu o conceito de linha central e anulação da guarda é de extrema importância, porque no Kenjutsu isso não seria igual.
"Se tem um inimigo com postura mental sólida que permanece impassível, não caia no erro de atacá-lo nas zonas que aparentemente estão abertas. Ao contrario ataque sua lamina, destrua sua guarda de forma impiedosa. O esmague sem clemencia alguma e quando sua guarda estiver esfacelada junto com sua inicial inabalável aparência o elimine de forma que mostre oque ele era na verdade, um total e absoluto NADA."
Nakano Kubota
Kenjutsu segredos Shura no michi:
Kenjutsu segredos Shura no michi:
1- NUNCA erga a espada acima da linha dos olhos durante um ataque frontal. Isso é muito bonito em filmes mas é um atentado ao bom senso na vida real.
1- NUNCA erga a espada acima da linha dos olhos durante um ataque frontal. Isso é muito bonito em filmes mas é um atentado ao bom senso na vida real.
A lenda de Bodhidharma
A lenda de Bodhidharma
Durante as dinastias do Norte e do Sul, o principal regime começou a atacar a área central da China, e a ordem social foi rompida. Isto criou um crescente interesse no estudo religioso. Em conseqüência, muitas figuras religiosas entraram no país. Uma, em particular, foi Bodhidharma.
Bodhidharma é uma figura obscura na história do budismo. As fontes mais fiéis para nosso conhecimento são Biographies of the High Priests (Biografias dos Altos Sacerdotes) do Sacerdote Taoh-suan (654 d.C.) e The Records of the Transmission of the Lamp (Os Registros da Transmissão da Fonte de Luz Espiritual) do Sacerdote Tao-yuan (1004 d.C.).
Apesar destas fontes aparentemente autênticas, os modernos estudiosos ou têm sido relutantes em aceitar qualquer versão da existência de Bodhidharma ou afirmam que Bodhidharma é uma lenda. Muitos historiadores budistas, contudo, denominaram Bodhidharma o 28º Patriarca do Budismo, dando provas de sua existência.
Bodhidharma (também conhecido como Ta Mo, Dharuma e Daruma Taishi) foi o terceiro filho do Rei Sugandha do sul da Índia, foi um membro dos kshatriya, ou casta guerreira, e passou sua infância em Conjeeveram (também Kanchipuram ou Kancheepuram), a pequena província budista do sul de Madras. Ele recebeu seu treinamento em meditação budista do mestre Prajnatara, que foi responsável pela mudança do nome do jovem discípulo de Bodhitara para Bodhidharma.
Bodhidharma foi um excelente discípulo e logo se sobressaiu entre os colegas. Na meia-idade já era considerado um mestre budista. Quando Prajnatara morreu, Bodhidharma zarpou para a China. Duas razões existem para isso: foi um desejo de seu mestre, Prajnatara, no leito de morte; ou Bodhidharma ouviu falar dos religiosos na China e se entristeceu com o declínio da verdadeira filosofia budista lá. O livro Biografias dos Altos Sacerdotes, de Tao-hsuan, afirma que Bodhidharma chegou à China durante a dinastia Sung (420-479 d.C.) e as dinastias do Norte e do Sul (420-581 d.C.) e mais tarde viajou para o norte para o reino de Wei. Mas a data tradicional dada para a entrada de Bodhidharma, segundo o livro Biografias dos Altos Sacerdotes de Tao-hsuan que foi preciso em colocá-lo no templo Yung-ning em Lo-yang em 520 d.C. O livro ainda afirma posteriormente que um noviço budista chamado Seng-fu juntou-se aos seguidores de Bodhidharma, foi ordenado por Bodhidharma e então viajou para o sul da China, onde morreu com a idade de 61 anos. Um simples cálculo matemático nos diz que se Seng-fu estava de fato com 61 anos em 524 d.C. e possuíra a idade mínima aceitável para ordenação (20 anos), teria estado com 20 anos em 483 d.C., colocando o monge indiano na China mais cedo do que a data tradicional.
Uma variação no tema acima, encontrada em Os Resgistros da Transmissão da Fonte de Luz Espiritual, situa Bodhidharma em Cantão em 527 d.C. Após passar algum tempo lá, ele viajou para o norte, encontrando o Imperador Wu da dinastia Liang (502-557 d.C.) em Ching-ling (agora Nanquim).
Quando Wu viu Bodhidharma (diz a lenda), ele lhe perguntou: "Eu trouxe as escrituras de seu país para o meu. Construí templos de grande beleza e fiz com que todos abaixo de mim aprendessem as grandes doutrinas budistas. Que recompensas eu receberei na próxima vida por isso?"Bodhidharma replicou: "Nenhuma!" (referindo-se à crença budista de que se você fizer alguma coisa esperando recompensa, pode esperar nada).O rei ficou tão furioso que baniu Bodhidharma do palácio. Bodhidharma novamente se dirigiu para o norte. Viajou para a província Honan atravessando o rio Yuang-tse (diz a lenda) num bambu. Estabeleceu-se no monastério Shaolin (também chamado Sil-lum) no monte Shao-shih nas mostanhas Sung.
Depois de chegar ao templo Shaolin, ele meditou em frente a uma parede por nove anos. Em sua meditação, fundou o budismo ch'an. A lenda diz que além de formar o ch'an, Bodhidharma também fundou o Kung Fu. Contudo, vimos que o Kung Fu já existia com muitos nomes diferentes por toda a história da China.
É mais provável que, sendo um mosteiro, Shaolin abrigasse muitos fugitivos da justiça, fugitivos que eram também guerreiros hábeis tornavam-se monges. Contudo, acredita-se que Bodhidharma tenha fundado uma série de exercícios que ajudavam a unir a mente e o corpo - exercícios que os monges guerreiros achavam benéficos a seu treinamento. Dois famosos clássicos, Sinew Change Classic e Washing Marrow são tidos como escritos por Bodhidharma ou seus seguidores baseados em seus ensinamentos. Destes clássicos vieram empregos da luta na forma do punho de pedra e das 18 mãos de lohan. Durante esta época, as artes marciais da China separaram-se em duas formas distintas: boxe interno (nei-jia) e boxe externo (wai-jia).
O estilo Shaolin de Kung Fu começou sua segunda transição durante a dinastia Yuan (1206-1333 d.C.), quando um monge chamado Chueh Yuan (também chamado Hung Yun Szu) aperfeiçoou o sistema para reunir 72 formas ou técnicas. Mais tarde, os 72 movimentos foram estudados por Pai Yu-feng e Li Cheng da província Shansi. Além dos métodos de Chueh Yuan, eles também estudaram as 18 mãos de lohan de Bodhidharma e fundiram os métodos para inventar 170 técnicas. Estes 170 métodos formaram a base do atual estilo Shaolin, um estilo que é muito complexo em seus métodos e diversificação. Pai Yu-feng ensinou que um homem tem cinco príncipios: força, ossos, espírito, tendões e ch'i (energia interior).
Seus 170 métodos continham a essência de cinco animais. Eram eles a serpente (she), o leopardo (pao), a garça azul (hao), o dragão (lung) e o tigre (hu). O tigre ensinou o método de força dos ossos; o dragão desenvolveu grande força do espírito; a garça azul ensinou o treinamento dos tendões; o estilo do leopardo representou extrema força e a serpente instruiu na capacidade de fluir o ch'i.
Durante as dinastias do Norte e do Sul, o principal regime começou a atacar a área central da China, e a ordem social foi rompida. Isto criou um crescente interesse no estudo religioso. Em conseqüência, muitas figuras religiosas entraram no país. Uma, em particular, foi Bodhidharma.
Bodhidharma é uma figura obscura na história do budismo. As fontes mais fiéis para nosso conhecimento são Biographies of the High Priests (Biografias dos Altos Sacerdotes) do Sacerdote Taoh-suan (654 d.C.) e The Records of the Transmission of the Lamp (Os Registros da Transmissão da Fonte de Luz Espiritual) do Sacerdote Tao-yuan (1004 d.C.).
Apesar destas fontes aparentemente autênticas, os modernos estudiosos ou têm sido relutantes em aceitar qualquer versão da existência de Bodhidharma ou afirmam que Bodhidharma é uma lenda. Muitos historiadores budistas, contudo, denominaram Bodhidharma o 28º Patriarca do Budismo, dando provas de sua existência.
Bodhidharma (também conhecido como Ta Mo, Dharuma e Daruma Taishi) foi o terceiro filho do Rei Sugandha do sul da Índia, foi um membro dos kshatriya, ou casta guerreira, e passou sua infância em Conjeeveram (também Kanchipuram ou Kancheepuram), a pequena província budista do sul de Madras. Ele recebeu seu treinamento em meditação budista do mestre Prajnatara, que foi responsável pela mudança do nome do jovem discípulo de Bodhitara para Bodhidharma.
Bodhidharma foi um excelente discípulo e logo se sobressaiu entre os colegas. Na meia-idade já era considerado um mestre budista. Quando Prajnatara morreu, Bodhidharma zarpou para a China. Duas razões existem para isso: foi um desejo de seu mestre, Prajnatara, no leito de morte; ou Bodhidharma ouviu falar dos religiosos na China e se entristeceu com o declínio da verdadeira filosofia budista lá. O livro Biografias dos Altos Sacerdotes, de Tao-hsuan, afirma que Bodhidharma chegou à China durante a dinastia Sung (420-479 d.C.) e as dinastias do Norte e do Sul (420-581 d.C.) e mais tarde viajou para o norte para o reino de Wei. Mas a data tradicional dada para a entrada de Bodhidharma, segundo o livro Biografias dos Altos Sacerdotes de Tao-hsuan que foi preciso em colocá-lo no templo Yung-ning em Lo-yang em 520 d.C. O livro ainda afirma posteriormente que um noviço budista chamado Seng-fu juntou-se aos seguidores de Bodhidharma, foi ordenado por Bodhidharma e então viajou para o sul da China, onde morreu com a idade de 61 anos. Um simples cálculo matemático nos diz que se Seng-fu estava de fato com 61 anos em 524 d.C. e possuíra a idade mínima aceitável para ordenação (20 anos), teria estado com 20 anos em 483 d.C., colocando o monge indiano na China mais cedo do que a data tradicional.
Uma variação no tema acima, encontrada em Os Resgistros da Transmissão da Fonte de Luz Espiritual, situa Bodhidharma em Cantão em 527 d.C. Após passar algum tempo lá, ele viajou para o norte, encontrando o Imperador Wu da dinastia Liang (502-557 d.C.) em Ching-ling (agora Nanquim).
Quando Wu viu Bodhidharma (diz a lenda), ele lhe perguntou: "Eu trouxe as escrituras de seu país para o meu. Construí templos de grande beleza e fiz com que todos abaixo de mim aprendessem as grandes doutrinas budistas. Que recompensas eu receberei na próxima vida por isso?"Bodhidharma replicou: "Nenhuma!" (referindo-se à crença budista de que se você fizer alguma coisa esperando recompensa, pode esperar nada).O rei ficou tão furioso que baniu Bodhidharma do palácio. Bodhidharma novamente se dirigiu para o norte. Viajou para a província Honan atravessando o rio Yuang-tse (diz a lenda) num bambu. Estabeleceu-se no monastério Shaolin (também chamado Sil-lum) no monte Shao-shih nas mostanhas Sung.
Depois de chegar ao templo Shaolin, ele meditou em frente a uma parede por nove anos. Em sua meditação, fundou o budismo ch'an. A lenda diz que além de formar o ch'an, Bodhidharma também fundou o Kung Fu. Contudo, vimos que o Kung Fu já existia com muitos nomes diferentes por toda a história da China.
É mais provável que, sendo um mosteiro, Shaolin abrigasse muitos fugitivos da justiça, fugitivos que eram também guerreiros hábeis tornavam-se monges. Contudo, acredita-se que Bodhidharma tenha fundado uma série de exercícios que ajudavam a unir a mente e o corpo - exercícios que os monges guerreiros achavam benéficos a seu treinamento. Dois famosos clássicos, Sinew Change Classic e Washing Marrow são tidos como escritos por Bodhidharma ou seus seguidores baseados em seus ensinamentos. Destes clássicos vieram empregos da luta na forma do punho de pedra e das 18 mãos de lohan. Durante esta época, as artes marciais da China separaram-se em duas formas distintas: boxe interno (nei-jia) e boxe externo (wai-jia).
O estilo Shaolin de Kung Fu começou sua segunda transição durante a dinastia Yuan (1206-1333 d.C.), quando um monge chamado Chueh Yuan (também chamado Hung Yun Szu) aperfeiçoou o sistema para reunir 72 formas ou técnicas. Mais tarde, os 72 movimentos foram estudados por Pai Yu-feng e Li Cheng da província Shansi. Além dos métodos de Chueh Yuan, eles também estudaram as 18 mãos de lohan de Bodhidharma e fundiram os métodos para inventar 170 técnicas. Estes 170 métodos formaram a base do atual estilo Shaolin, um estilo que é muito complexo em seus métodos e diversificação. Pai Yu-feng ensinou que um homem tem cinco príncipios: força, ossos, espírito, tendões e ch'i (energia interior).
Seus 170 métodos continham a essência de cinco animais. Eram eles a serpente (she), o leopardo (pao), a garça azul (hao), o dragão (lung) e o tigre (hu). O tigre ensinou o método de força dos ossos; o dragão desenvolveu grande força do espírito; a garça azul ensinou o treinamento dos tendões; o estilo do leopardo representou extrema força e a serpente instruiu na capacidade de fluir o ch'i.
Bujutsu
Um fato interessante. Na História do Japão encontramos muitos nomes adaptados de outros idiomas. Ou seja, os japoneses tem o costume de mudar o nome de personagens históricos e dar-lhes nomes locais. O caso mais notório nas artes marciais é o de Bodhidharma que no Japão é chamado de Daruma. Nas artes Marciais acontece o mesmo. Muitas escolas adaptaram nomes de lutas chinesas quando estas foram levadas ao Japão e alí adaptadas.
Por exemplo:
Bagua = Hakkesho
Tai chi chuan = Tai Kyoku ken
Chin na = Kinnajutsu
a assim por diante.
Mas um fenômeno interessante vem ocorrendo nos últimos anos quando algumas escolas estão tentando levar os nomes destas artes de volta as origens.
Tai kyoku ken, por exemplo, vem sendo chamado de Taichi Kyoku.
Em nossa escola tentamos manter a integridade de alguns nomes para honrar as origens de nossas artes. No SiamIshi-ryu o termo Siam é uma referencia obvia a origem Tailandesa dessa estrutura que pode ser separada em três blocos que formam as seguintes modalidades: bloco 1 Jujutsu, bloco 2 Aikijujutsu, bloco 3 Kempo e Thay (uma referencia a técnica aprendida por Yamada Nagamasa no reino de Siam que hoje é a Tailandia). Também chamamos a arte que Shiro Tanaka trouxe da China de Chuan Fa pois este era o seu nome quando ensinada no monastério de Shaolin por Bodhidharma. Pessoalmente eu acho uma aberração chamar esta estrutura marcial de Daruma-te pois nunca houve um Daruma na história mas sim um Bodhidharma.
Por exemplo:
Bagua = Hakkesho
Tai chi chuan = Tai Kyoku ken
Chin na = Kinnajutsu
a assim por diante.
Mas um fenômeno interessante vem ocorrendo nos últimos anos quando algumas escolas estão tentando levar os nomes destas artes de volta as origens.
Tai kyoku ken, por exemplo, vem sendo chamado de Taichi Kyoku.
Em nossa escola tentamos manter a integridade de alguns nomes para honrar as origens de nossas artes. No SiamIshi-ryu o termo Siam é uma referencia obvia a origem Tailandesa dessa estrutura que pode ser separada em três blocos que formam as seguintes modalidades: bloco 1 Jujutsu, bloco 2 Aikijujutsu, bloco 3 Kempo e Thay (uma referencia a técnica aprendida por Yamada Nagamasa no reino de Siam que hoje é a Tailandia). Também chamamos a arte que Shiro Tanaka trouxe da China de Chuan Fa pois este era o seu nome quando ensinada no monastério de Shaolin por Bodhidharma. Pessoalmente eu acho uma aberração chamar esta estrutura marcial de Daruma-te pois nunca houve um Daruma na história mas sim um Bodhidharma.
Kenjutsu
Kenjutsu: Me perguntam porque em nossa escola não damos muito valor a NOTO (embainhar a espada).
A Resposta é simples. Tatsujin (Sennin ou Shura) não costumavam carregar katanas e quando as necessitavam as tomavam de seus inimigos em combate. Isso tornava o ato de embainhar desnecessário.
Exatamente por isso não existe uma "adoração" a estrutura da espada como os samurais convencionais tinham. Para os Tatsujin a katana era um instrumento de batalha e nada mais.
Quanto as técnicas de Iaijutsu (sacar e cortar), até que ponto elas são treinadas pelos Tatsujin (Sennin)?
Iaijutsu é uma das disciplinas estudadas, mas este estudo tem 3 vertentes. Estudamos o Iaijutsu de katanas, Ninja-to e outros tipos de laminas; estudamos o Iaijutsu das espadas Sennin (Bokkens) e estudamos a tomada e saque das laminas dos inimigos quando em combate.
Obs: Iaijutsu é um elemento de combate e por isso uma disciplina do Bujutsu, já Noto é um ato de formalidade técnica e por isso não é algo obrigatório.
A Resposta é simples. Tatsujin (Sennin ou Shura) não costumavam carregar katanas e quando as necessitavam as tomavam de seus inimigos em combate. Isso tornava o ato de embainhar desnecessário.
Exatamente por isso não existe uma "adoração" a estrutura da espada como os samurais convencionais tinham. Para os Tatsujin a katana era um instrumento de batalha e nada mais.
Quanto as técnicas de Iaijutsu (sacar e cortar), até que ponto elas são treinadas pelos Tatsujin (Sennin)?
Iaijutsu é uma das disciplinas estudadas, mas este estudo tem 3 vertentes. Estudamos o Iaijutsu de katanas, Ninja-to e outros tipos de laminas; estudamos o Iaijutsu das espadas Sennin (Bokkens) e estudamos a tomada e saque das laminas dos inimigos quando em combate.
Obs: Iaijutsu é um elemento de combate e por isso uma disciplina do Bujutsu, já Noto é um ato de formalidade técnica e por isso não é algo obrigatório.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Kenjutsu
Kenjutsu: Me perguntam porque em nossa escola não damos muito valor a NOTO (embainhar a espada).
A Resposta é simples. Tatsujin (Sennin ou Shura) não costumavam carregar katanas e quando as necessitavam as tomavam de seus inimigos em combate. Isso tornava o ato de embainhar desnecessario.
Exatamente por isso não existe uma "adoração" a estrutura da espada como os samurais convencionais tinham. Para os Tatsujin a katana era um instrumento de batalha e nada mais.
Quanto as técnicas de Iaijutsu (sacar e cortar), até que ponto elas são treinadas pelos Tatsujin (Sennin)?
Iaijutsu é uma das disciplinas estudadas, mas este estudo tem 3 vertentes. Estudamos o Iaijutsu de katanas, Ninja-to e outros tipos de laminas; estudamos o Iaijutsu das espadas Sennin (Bokkens) e estudamos a tomada e saque das laminas dos inimigos quando em combate.
Obs: Iaijutsu é um elemento de combate e por isso uma disciplina do Bujutsu, já Noto é um ato de formalidade técnica e por isso não é algo obrigatório.
A Resposta é simples. Tatsujin (Sennin ou Shura) não costumavam carregar katanas e quando as necessitavam as tomavam de seus inimigos em combate. Isso tornava o ato de embainhar desnecessario.
Exatamente por isso não existe uma "adoração" a estrutura da espada como os samurais convencionais tinham. Para os Tatsujin a katana era um instrumento de batalha e nada mais.
Quanto as técnicas de Iaijutsu (sacar e cortar), até que ponto elas são treinadas pelos Tatsujin (Sennin)?
Iaijutsu é uma das disciplinas estudadas, mas este estudo tem 3 vertentes. Estudamos o Iaijutsu de katanas, Ninja-to e outros tipos de laminas; estudamos o Iaijutsu das espadas Sennin (Bokkens) e estudamos a tomada e saque das laminas dos inimigos quando em combate.
Obs: Iaijutsu é um elemento de combate e por isso uma disciplina do Bujutsu, já Noto é um ato de formalidade técnica e por isso não é algo obrigatório.
Tatsujin´s eram Ninjas ou Samurais?
Tatsujin´s eram Ninjas ou Samurais?
Esta é uma boa pergunta. Ninja é um termo atual, criado em muito pelo cinema norte americano. Um nome mais correto para os Ninjas é Shinobi, mas um Tatsujin ou Shura não era necessariamente um Shinobi, pois Shinobis ou Ninjas eram mercenários que vendiam seus serviços de espionagem ou assassinato e esse não era um caminho habitual para um guerreiro Tatsu apesar de alguns o seguirem. Por outro lado com o passar do tempo algumas famílias de Shuras acabaram se aliando a grandes senhores feudais e adentraram no mundo dos Samurais, principalmente quando este estava em formação.
A grande verdade é que a maior parte dos Tatsujin preferiam viver a margem da sociedade longe dos conflitos políticos. Muitos optavam por vidas monásticas e se tornavam Yamabushis, Soheis e outros tipos de monges e é exatamente por isso que o termo conhecido para melhor exemplificar oque é um Tatsujin é Sennin que denomina grandes guerreiros que viviam isolados da sociedade em meio a um sistema de vida independente e que eram procurados por aqueles que desejavam conhecer os grandes segredos das Artes de Combate e da alma humana.
http://en.wikipedia.org/wiki/ Sennin
Esta é uma boa pergunta. Ninja é um termo atual, criado em muito pelo cinema norte americano. Um nome mais correto para os Ninjas é Shinobi, mas um Tatsujin ou Shura não era necessariamente um Shinobi, pois Shinobis ou Ninjas eram mercenários que vendiam seus serviços de espionagem ou assassinato e esse não era um caminho habitual para um guerreiro Tatsu apesar de alguns o seguirem. Por outro lado com o passar do tempo algumas famílias de Shuras acabaram se aliando a grandes senhores feudais e adentraram no mundo dos Samurais, principalmente quando este estava em formação.
A grande verdade é que a maior parte dos Tatsujin preferiam viver a margem da sociedade longe dos conflitos políticos. Muitos optavam por vidas monásticas e se tornavam Yamabushis, Soheis e outros tipos de monges e é exatamente por isso que o termo conhecido para melhor exemplificar oque é um Tatsujin é Sennin que denomina grandes guerreiros que viviam isolados da sociedade em meio a um sistema de vida independente e que eram procurados por aqueles que desejavam conhecer os grandes segredos das Artes de Combate e da alma humana.
http://en.wikipedia.org/wiki/
Tatsujin - O Shura no michi
Tatsujin - O Shura no michi
Tatsujin ou povo do Dragão é uma das várias denominações, assim como Shuras e Sennin para uma classe de guerreiros que habitou o antigo Japão.
Shuras eram guerreiros por natureza mas não apenas isso, eles eram em geral filósofos, artesões, pintores e mestres em um intrincado sistema de meditação. Mas hoje falaremos sobre suas capacidades guerreiras.
Perguntaram-me se os Shuras eram especialistas no uso de armas e eu respondi que sim, eles sabiam manejar com maestria qualquer arma que encontrassem, mas que não era comum que as carregassem.
Em cima disso recebo algumas perguntas.
Por que eles não carregavam armas e se carregavam quais armas seriam?
Bem, Shuras acreditavam que uma luta deveria ser decidida em confronto direto e que o melhor para isso era o Taijutsu ou seja a tuta corpo a corpo. Quanto as armas, o arsenal de um Shura era normalmente composto por 3 espadas de madeira. Uma delas (a mais curta similar a um tanto) nunca seria usada em combate pois estava reservada para ritos espirituais, as duas restantes eram para combate mas normalmente tais guerreiros preferiam não utilizá-las.
Alguns guerreiros Tatsu preferiam um bokken normal em vez dois curtos e outros usavam apenas um bokken curto. Haviam ainda aqueles que em vez do bokken preferiam o uso de um ou dois tambos (bastões curtos de madeira) ou de um Hambo ou Jo (este foi introduzido ao arsenal apenas no século XVIII).
Haviam outras armas também como o Tatsuha (dente de Dragão) que nada mais é doque um Shuriken em forma de agulha que possui uma ponta perfurante e a outra não. Mas apesar de poder ser arremessado um Tatsujin somente faria isso em última instancia.
Com isso não quero dizer que guerreiros Tatsu não gostassem de Katanas, Yaris, kamas, Naginatas e outras armas, apenas estou falando que eles não as carregavam e se as desejassem durante um combate eles simplesmente se apoderariam das armas do inimigo e as usariam na batalha.
outras armas normalmente usadas pelos Tatsujin:
Sageo - corda
kusari - corrente
Yawara-bo - bastão usado em pontos de dor
O próprio Hara-obi (faixa grossa de pano)
entre outras.
Tatsujin ou povo do Dragão é uma das várias denominações, assim como Shuras e Sennin para uma classe de guerreiros que habitou o antigo Japão.
Shuras eram guerreiros por natureza mas não apenas isso, eles eram em geral filósofos, artesões, pintores e mestres em um intrincado sistema de meditação. Mas hoje falaremos sobre suas capacidades guerreiras.
Perguntaram-me se os Shuras eram especialistas no uso de armas e eu respondi que sim, eles sabiam manejar com maestria qualquer arma que encontrassem, mas que não era comum que as carregassem.
Em cima disso recebo algumas perguntas.
Por que eles não carregavam armas e se carregavam quais armas seriam?
Bem, Shuras acreditavam que uma luta deveria ser decidida em confronto direto e que o melhor para isso era o Taijutsu ou seja a tuta corpo a corpo. Quanto as armas, o arsenal de um Shura era normalmente composto por 3 espadas de madeira. Uma delas (a mais curta similar a um tanto) nunca seria usada em combate pois estava reservada para ritos espirituais, as duas restantes eram para combate mas normalmente tais guerreiros preferiam não utilizá-las.
Alguns guerreiros Tatsu preferiam um bokken normal em vez dois curtos e outros usavam apenas um bokken curto. Haviam ainda aqueles que em vez do bokken preferiam o uso de um ou dois tambos (bastões curtos de madeira) ou de um Hambo ou Jo (este foi introduzido ao arsenal apenas no século XVIII).
Haviam outras armas também como o Tatsuha (dente de Dragão) que nada mais é doque um Shuriken em forma de agulha que possui uma ponta perfurante e a outra não. Mas apesar de poder ser arremessado um Tatsujin somente faria isso em última instancia.
Com isso não quero dizer que guerreiros Tatsu não gostassem de Katanas, Yaris, kamas, Naginatas e outras armas, apenas estou falando que eles não as carregavam e se as desejassem durante um combate eles simplesmente se apoderariam das armas do inimigo e as usariam na batalha.
outras armas normalmente usadas pelos Tatsujin:
Sageo - corda
kusari - corrente
Yawara-bo - bastão usado em pontos de dor
O próprio Hara-obi (faixa grossa de pano)
entre outras.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Aikijujutsu - Arte de Guerra
Aikijujutsu é um dos elementos mais mortais do Bujutsu e oque vejo é esta arte tão fantástica sendo transformada em LIXO e ficção cientifica. Me perdoem mas é demais para meu estomago ver algumas coisa. No mundo real quando alguem segura seu pulso e vc gira a mão esta pessoa não voa aos céus em pulos mirabolantes, no máximo oque vai acontecer é você tomar um soco na cara por ser um imbecil de tentar um golpe desses.
Por isso é com desgosto que vejo o Aikijujutsu tomar este caminho já trilhado por grande parte das escolas de sua ARTE FILHA japonesa (todos sabem de qual arte falo). Gostaria que certos Mestres entendessem que NÃO EXISTE ISSO DE VOCÊ SORRIR E SEU INIMIGO VOAR AOS CÉUS E DE APLICAR TORÇÕES SEM PANCADA PRÉVIA. Sei que muitos vão ficar irritados com oque estou falando mas no fundo eles sabem que é a mais absoluta verdade. AIKIJUJUTSU É LUTA DE GUERRA, É ARTE MARCIAL E NÃO FOLCLORE.
Por isso é com desgosto que vejo o Aikijujutsu tomar este caminho já trilhado por grande parte das escolas de sua ARTE FILHA japonesa (todos sabem de qual arte falo). Gostaria que certos Mestres entendessem que NÃO EXISTE ISSO DE VOCÊ SORRIR E SEU INIMIGO VOAR AOS CÉUS E DE APLICAR TORÇÕES SEM PANCADA PRÉVIA. Sei que muitos vão ficar irritados com oque estou falando mas no fundo eles sabem que é a mais absoluta verdade. AIKIJUJUTSU É LUTA DE GUERRA, É ARTE MARCIAL E NÃO FOLCLORE.
Hachiman O Samurai Adorado
Na mitologia japonesa, Hachiman (八幡神, Hachiman-jin/Yahata no kami?) é o deus do arco e flecha e da guerra, 1 2 , que incorporou elementos do Xintoísmo e do Budismo 3 . Embora muitas vezes chamado o Deus da Guerra, ele é mais corretamente definido como o Deus Protetor dos Guerreiros 3 4 . Ele também é o Protetor Divino do Japão e do Povo Japonês. O seu nome significa Deus das Oito Bandeiras, referindo-se as oito bandeiras celestes que marcaram o nascimento do divino Imperador Ōjin. Seu animal simbólico e mensageiro é a pomba.
Desde os tempos antigos Hachiman era adorado pelos camponeses como o Deus da Agricultura e pelos pescadores que esperavam que ele iria encher as redes com muito peixe. Na Religião Xintoísta, foi identificado nas lendas como oImperador Ojin, filho da Imperatriz Consorte Jingū , a partir do Século III.Como Imperador Ojin, Hachiman era um ancestral dos Minamotos, tornando-se um kami tutelar (氏神, , ujigami?) do clã samurai Minamoto 4 . Minamoto no Yoshiie , quando teve idade para ir ao Santuário Iwashimizu em Kyoto, assumiu o nome de Hachiman Taro Yoshiie e através de seu poderio militar e de sua virtude como líder, era considerado e respeitado como o ideal samurai através dos tempos. Depois que Minamoto no Yoritomo tornou-se shogun e estabeleceu oshogunato Kamakura , a popularidade Hachiman cresceu e tornou-se, por extensão, o protetor da classe guerreira que oshogun trouxera ao poder. Por esta razão, o shintai de um Santuário Hachiman é geralmente um estribo ou uma curva 6 .
Durante todo o período medieval japonês, a adoração de Hachiman espalhou-se por todo o Japão não só entre os samurais , mas também no campesinato. Tanto assim era a sua popularidade que, atualmente, existem 25 mil templos xintoístas no Japão dedicados a Hachiman, o segundo com mais templos depois dos santuários dedicados a Inari Ōkami. O Santuário em Usa (Usa Hachiman-gu) , na Província de Oita é santuário mais importante de todos e juntamente com Iwashimizu Hachiman-gū , Hakozaki-gū e Tsurugaoka Hachiman-gu , são apontados como os principais santuários dedicados a ele.
O Brasão de Hachiman é um tomoe , um círculo com três vórtices girando à direita ou à esquerda. Os Clãs samurais usam muito esse brasão como se fosse sua, ironicamente, incluindo alguns que traçam sua ancestralidade até os inimigo mortais dos Minamoto, como era o caso do Clã Taira da linha do Imperador Kammu (Kammu Heishi).
Após a chegada do budismo ao Japão, Hachiman tornou-se uma divindade sincretista, fundindo elementos da adoraçãokami nativa com o budismo (Shinbutsu Shugo). No panteão budista do Século VIII, ele se tornou GrandeBodisatvaHachiman (八幡大菩薩, Hachiman Daibosatsu?) 5 .
Minamoto no Yoshitsune
Minamoto no Yoshitsune (源 義経?) (1159 - 15 de junho de 1189) foi um general do clã Minamoto do Japão que viveu durante os últimos anos do período Heian e início do período Kamakura. Foi um dos samurais mais notáveis da história japonesa, por ser ter sido um dos elementos fundamentais dos Minamoto para recuperar o prestígio do clã, abalado pelos fracassos militares que havia sofrido anteriormente e peça-chave para derrotar e aniquilar em apenas um ano o até então dominante clã Taira, durante as Guerras Genpei em 1185.
Yoshitsune foi o nono filho de Minamoto no Yoshitomo, líder do clã, e de Tokiwa Gozen, uma concubina. Seu irmão mais velho, Minamoto no Yoritomo (terceiro filho de Yoshitomo), fundou oxogunato Kamakura, que marcou a transição de poder da classe cortesã para a classe guerreira e se converteu em um poder paralelo que rivalizaria com o do próprio imperador, relegado a dirigente cerimonial e religioso pelos próximos 700 anos.
Como era costume na época, o nome de Yoshitsune durante sua infância era Ushiwakamaru (牛若丸).
A história de Yoshitsune é marcada por feitos históricos e legendários, incorporados ao folclore japonês. Sua vida trágica já foi representada em obras clássicas e tradicionais da época como oHeike Monogatari, em peças de kabuki, teatro Nô, filmes, mangás, animes, jogos de videogame,1 além de ter sido figurado em alguns dramas da emissora estatal japonesa, NHK, entre 1966 e 2005.2
Yoshitsune pertencia ao clã Minamoto, mais especificamente ao ramo dos Seiwa Genji, um dos mais poderosos da história japonesa, cujo fundador, Minamoto no Tsunemoto, era neto doimperador Seiwa (850 - 880).
Ele nasceu pouco antes da Rebelião Heiji de 1159, em que os clãs Minamoto e Taira, rivais em sua origem imperial e disputa pelo poder, buscavam influenciar a corte imperial em Quioto. No final de 1159, Taira no Kiyomori, líder do clã Taira e aliado do imperador Nijō, saiu de Quioto com sua família para uma peregrinação. Isto providenciou uma oportunidade perfeita para que seus inimigos, Fujiwara no Nobuyori e o clã Minamoto, iniciassem a rebelião sitiando o palácio Sanjō, sequestrando o antigo imperador Go-Shirakawa e o imperador Nijō e ateando fogo ao palácio.
A rebelião foi sufocada rapidamente pelos Taira e, com esta vitória, o clã assegurou sua influência crescente no cenário político do Japão e criou as bases para a ascensão da classe samurai ao poder.
Ao final da rebelião, Yoshitomo e os dois irmãos mais velhos de Yoshitsune, Minamoto no Yoshihira (com 20 anos) e Minamoto no Tomonaga (16 anos) foram mortos. Por ser ainda um bebê, a vida de Yoshitsune foi poupada e ele foi enviado ao Templo Kurama (鞍馬寺 Kuramadera), estabelecido no Monte Hiei, próximo a Quioto. Lá, ele recebeu o nome de Ushiwakamaru, enquanto seus outros dois irmãos, Yoritomo e Noriyori, foram exilados e sua mãe, Tokiwa Gozen, também teve a vida poupada, com a condição de que se esquecesse de seus filhos e se tornasse concubina de Kiyomori. Eventualmente, por ordem de Kiyomori, Yoshitsune foi colocado sob a proteção de Fujiwara no Hidehira, líder de poderoso clã Fujiwara do norte, em Hiraizumi, naprovíncia de Mutsu, ao norte da ilha de Honshu.
Sabe-se muito pouco acerca da infância e juventude de Yoshitsune. Alguns historiadores da época preencheram as lacunas deste período de sua vida com uma série de aventuras fantásticas. Uma das mais famosas é a lenda de que o jovem Yoshitsune escapou da vigilância de Fujiwara no Hidehira para ir para as montanhas, onde foi treinado no manejo da espada e em táticas de combate por Sōjōbō, o rei mítico dos tengu, espécie de demônio ou divindade menor da mitologia japonesa. (Me foi ensinado que Sojobo era na verdade um guerreiro Tatsu, um Tatsujin, conhecido também em algumas lendas como um Shura praticante do Bujutsu).
Batalha de Dan-no-Ura[editar]
As tropas do clã Taira se reagrupavam na província de Nagato (atual prefeitura de Yamaguchi), no extremo oeste de Honshu; enquanto isso, Yoshitsune cruzava Shikoku até a província de Suō, mais ao leste. Com a notícia das vitórias de Yoshitsune se espalhando, começaram a chegar à região alguns guerreiros, que constituiriam um reforço de tropas e navios.
Em 25 de abril de 1185 as forças de Yoshitsune se enfrentariam com os Taira em uma batalha naval, em frente ao local chamado de Dan-no-Ura. Yoshitsune tenha em seu poder 850 navios. Apesar de os Taira possuírem somente 500, estavam conscientes de que deviam lutar até a morte, pois não tinham escapatória. A batalha começou por volta das oito da manhã; as marés, as táticas navais e o conhecimento da zona de batalha eram inicialmente fatores de vantagem para o clã Taira.
Os Taira se haviam dividido em três esquadrões, enquanto os Minamoto estavam reunidos em um único grupo, com os arqueiros à frente. No começo da batalha houve um ataque de flechas, mas os Taira se aproveitaram da maré para rodear os Minamoto, realizando vários ataques com espadas e adagas. Com o passar do tempo, porém, a maré mudou e os Minamoto se aproveitaram disso para inverter a situação.
Para infelicidade dos Taira, um de seus generais, Taguchi Shigeyoshi, os traiu passando para o lado de Yoshitsune e lhe revelando qual embarcação levava o imperador Antoku. Yoshitsune concentrou seu ataque no navio apontado; muitos guerreiros do clã Taira se suicidaram antes de serem derrotados pelos Minamoto. Dentre eles, também se encontrava a viúva de Taira no Kiyomori, que agarrou seu neto, o imperador Antoku, de apenas seis anos, e lançou-se com ele no oceano.
Com esta batalha, o clã Taira foi quase inteiramente destruído. O clã Minamoto já havia assegurado a vitória nas Guerras Genpei e, em consequência, assumido o controle absoluto do Japão. Os poucos sobreviventes dos Taira, como Taira no Munemori, foram presos e enviados a Quioto, onde foram executados no final de 1185.
Últimos anos[editar]
Após as Guerras Genpei, Yoshitsune se aliou ao imperador exilado Go-Shirakawa para rebelar-se contra seu irmão Yoritomo. Abandonando a proteção de Fujiwara no Hidehira pela segunda vez, foi traído e assassinado em 1189 por Fujiwara no Yasuhira, filho de Hidehira.
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