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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

As invasões mongóis

As invasões mongóis
As conseqüências das investidas de Kublai Khan
O xogunato de Kamakura durou menos de um século e meio, de 1192 a 1333. Nesse período, o Japão sofreu duas tentativas de invasões mongóis. Ambos os ataques (em 1274 e 1281) foram repelidos com a ajuda de tufões, que causaram sérios estragos nas embarcações inimigas. Nasceu aí a crença de que o Japão contava com a proteção do kamikaze, ou “vento divino”. Esse sentimento perduraria até a Segunda Guerra Mundial – quando os militares nipônicos criaram o esquadrão suicida batizado de Kamikaze, numa última tentativa de evitar a derrota para os Aliados. Os ataques dos mongóis obrigaram os samurais a mudar seu estilo de combate. Eles passaram a lutar mais a pé e intensificaram o uso de espadas, lanças e naguinata. Além disso, aprenderam a combater de forma mais organizada e coletiva, em vez de travar lutas quase individuais.
As fracassadas invasões mongóis, comandadas por Kublai Khan, marcaram o xogunato de Kamakura. Apesar da crença na ajuda divina, os líderes convenceram-se de que era preciso se preparar contra outros ataques. A construção de fortificações não saiu barata e obrigou o governo a aumentar impostos. Além disso, muitos dos senhores regionais, que haviam lutado contra os mongóis, esperavam ser recompensados. Porém, não havia mais terras para distribuir. Isso, mais a insatisfação com os impostos, iria acelerar o fim do xogunato de Kamakura.

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