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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Jujutsu – entendendo a arte 1




Um dos objetivos do Jujutsu é destroçar o centro de equilíbrio do oponente.
Muitos mestres do passado ensinavam seus alunos a agarrarem a cintura dos oponentes e tira-las do eixo, anulando sua força que se direcionará para as extremidades. Ou seja, sua força central é remetida para os braços e pernas. Mas isso não é totalmente eficiente pois um praticante mais avançado consegue deslocar seu centro de gravidade com relativa facilidade.
O que temos que entender é que no Jujutsu é a essência de aplicação do atemi esta intimamente ligada aos movimentos de desequilíbrio. Usamos atemis ou a ameaça deles para atacar pontos de desequilíbrio do corpo (como o ponto subnasal) e assim lançar o inigo ao solo ou o derrotar mesmo em pé.

Muitas posturas no passado, tanto em pé como no solo, foram desenvolvidas para este fim. Tais formas correspondem aos caminhos necessários para as execuções primárias das técnicas de katame no Gikkou – formas de imobilizar o adversário.

Para chegarmos ao katame no gikkou devemos sempre buscar oque denominamos de atemi no Gikkou – técnica de ataque a pontos específicos baseadas em conhecimento de kyusho (anatomia vital).
 Um confronto usando Jujutsu pode ser encarado de duas formas: luta contra um único adversário e contra múltiplos oponentes. Obviamente quando pensamos em múltiplos oponentes devemos descartar a possibilidade de levar um deles ao solo, exceto se for o último vivo ou consciente.
 Jujutsu é uma teia e nada nos impede de pegar mais de uma mosca por vez a usando.

Tanbojutsu

Tanbojutsu




Tanbojutsu, arte de combate com bastões curtos é considerada por muitos como apenas uma arte isolada do Bujutsu, mas por esse é um enorme engano pois suas formas e técnicas são utilizadas em muitas outras vertentes das artes de combate.
 Se olharmos pelas vias históricas que retratam a utilização de pequenas armas em artes de combate como Kumiuchi, Jujutsu, Koppo e outras, podemos dizer que ainda que existam diferenças entre uma forma e outra as técnicas de Tanbo são essencialmente comuns em todas estas artes. Ou seja usamos o Tanbo para bater, imobilizar, estrangular, auxiliar em quedas, causar dor e gerar torções articulares.
O Tanbojutsu segue o mesmo padrão de uso de qualquer outra arma ou mesmo do Taijutsu; ou seja esta baseado em angulos de ataque e defesa que são idênticos em todas estas artes. Lembrem-se que uma arma nada mais é do que uma extensão do corpo do guerreiro.
Mas vejamos como usamos o Tanbo inserido em outras formas de combate:

Kumiuchi – As técnicas empregadas com estas armas caracterizam-se por entradas firmes, com objetivo de gerar primariamente um impacto, que buscam no inimigo uma vantagem durante o seu ataque para que possamos lançá-lo ao solo, quebrar suas articulações ou o estrangular. O Tanbo utilizado tende a ser mais pesado e denso para gerar pancadas mais fortes.

Jujutsu – Assim como no KumiUchi usa-se o Tanbo para auxiar nos elementos naturais da luta. Mas no Jujutsu usamos também o Tanbo em luta de solo com o intuito de elevar a capacidade de destruição do lutador. Devido a isso o Tanbo no Jujutsu é menor doque o usado no KumiUchi mas mantem sua densidade e peso.

Koppo – Utilizado especificamente para provocar danos e fraturas. Nesta arte o tanbo é também denso e de peso adequado e seus golpes são associados a potencial de agatsu seitei oque eleva ainda mais o impacto. No Koppojutsu o Tambo é uma arma letal em todos os aspectos. Seu tamanho é igual ao do KumiUchi.
Kempo - No Kempo o Tanbo é mais leve e ligeiramente mais longo oque facilita na colocação de pancadas e nas velocidade destas. A ênfase esta em ataques múltiplos e destrutivos que levam o adversário a um verdadeiro terror antes de sua inexorável destruição.
Aikijujutsu - Usamos o mesmo tambo do jujutsu mas a ênfase esta na circularidade oque eleva bastante o impacto (imaginem um bastão na cara ao final de um giro de tenkan).

Em geral, quando um Samurai participava de encontros em que suas espadas eram removidas por motivos de honra ou de segurança, este sempre carregava o Tanbo ou arma similar.
Ninjas também usavam bastante o tanbo devido a facilidade de portá-lo.
E por sua vez os guerreiros Shura ou Sennin consideravam-no uma de suas armas preferidas pois podia ser criado a partir de qualquer pedaço de madeira que encontrassem.

Espero ter ajudado a todos com esse pequeno texto explicativo.

As invasões mongóis

As invasões mongóis
As conseqüências das investidas de Kublai Khan
O xogunato de Kamakura durou menos de um século e meio, de 1192 a 1333. Nesse período, o Japão sofreu duas tentativas de invasões mongóis. Ambos os ataques (em 1274 e 1281) foram repelidos com a ajuda de tufões, que causaram sérios estragos nas embarcações inimigas. Nasceu aí a crença de que o Japão contava com a proteção do kamikaze, ou “vento divino”. Esse sentimento perduraria até a Segunda Guerra Mundial – quando os militares nipônicos criaram o esquadrão suicida batizado de Kamikaze, numa última tentativa de evitar a derrota para os Aliados. Os ataques dos mongóis obrigaram os samurais a mudar seu estilo de combate. Eles passaram a lutar mais a pé e intensificaram o uso de espadas, lanças e naguinata. Além disso, aprenderam a combater de forma mais organizada e coletiva, em vez de travar lutas quase individuais.
As fracassadas invasões mongóis, comandadas por Kublai Khan, marcaram o xogunato de Kamakura. Apesar da crença na ajuda divina, os líderes convenceram-se de que era preciso se preparar contra outros ataques. A construção de fortificações não saiu barata e obrigou o governo a aumentar impostos. Além disso, muitos dos senhores regionais, que haviam lutado contra os mongóis, esperavam ser recompensados. Porém, não havia mais terras para distribuir. Isso, mais a insatisfação com os impostos, iria acelerar o fim do xogunato de Kamakura.

A Era dos Samurais

A Era dos Samurais
Eles existem desde o século VIII, mas foi entre o Período Kamakura, iniciado em 1192, até a Restauração Meiji, em 1867, que os samurais tiveram sua época áurea no Japão. A Restauração Meiji é o marco do início do fim da estrutura feudal japonesa, o início da industrialização do país e o fim dos samurais enquanto servidores do imperador. Mas como os samurais chegaram a ter este status? É isso que vamos tentar explicar agora.
Samurais: servidores de valor.
Devido seu isolamento do resto do mundo – em especial o fim do contato direto com a China, principalmente após a invasão de mongol de Khan àquele país – a sociedade japonesa teve um desenvolvimento bem peculiar, com características que nós dificilmente encontramos em outros povos.
Querem um exemplo recente? O grande terremoto que causou um tsunami em março de 2011. Mesmo com lugares completamente destruídos e outros carecendo de abastecimento básico de água e alimentos, TODOS os jornalistas fizeram questão de destacar a forma ordeira, disciplinada e educada com que os japoneses lidaram com este grave problema, sem causarem tumultos, brigas e confusões. É inegavelmente um aspecto cultural que não é muito comum em outras sociedades do mundo.
Honra, perfeição, justiça e lealdade. Parte desta disciplina e deste respeito comuns na cultura japonesa são heranças dos samurais. Para quem não sabe – e eu também não sabia antes de pesquisar – , em japonês o termo samurai quer dizer “aquele que serve”. Os garotos eram iniciados no Bushido, o “caminho do guerreiro”, e assim aprendiam o Bujutsu, a arte marcial. Aqui cabe uma informação: todo samurai era um bushi, “guerreiro”, mas nem todo bushi era um samurai. Entenderam?
Aqueles que tinham melhores habilidades de luta e de manuseio da katana e da wakizashi – as duas espadas samurais – acabavam contratados por um senhor, normalmente dono ou responsável direto das terras próximas, nomeado pelo imperador. Viravam cobradores de impostos e auxiliavam na administração das terras.

A “wakizashi” é a espada menor, e a “katana”, a maior. Ainda existe a “tanto”, que é uma espécie de adaga, também usada pelos samurais.
Após a guerra entre dois grandes grupos, os Guenjis e os Heishis, já no século XII, é que os samurais passam a ocupar funções militares no Japão. Os Guenjis venceram a guerra, valendo-se do fato de que a aristocracia Heishi afastou-se das práticas militares e buscado garantir o controle de suas terras de forma diplomática e burocrática.
Minamoto-no Yoritomo, “chefe” dos Guenjis, temia que seus subordinados caíssem nos mesmos erros dos Heishis, e preferiu transferir sua sede governamental de Kyoto para a região de Kamakura. Na ocasião o imperador Takahira ainda era muito novo – estima-se que em 1192 ele tinha apenas 12 anos – nomeou Yoritomo como “Shogun”, ou general dos generais, ou “generalíssimo”. Algumas fontes dizem que o próprio Yoritomo proclamou-se generalíssimo.
Independente de quem nomeou quem, a instituição imperial japonesa perdeu um pouco da força, mas acabou ganhando um séquito de leais defensores.
A consolidação do Shogunato:
Yoritomo organizou a estrutura japonesa de forma que havia uma certa dependência de ambas as partes que, de certa forma, mandavam no povo. A casa imperial passou a demonstrar força absoluta com os samurais ao seu lado, e os samurais, por sua vez, controlavam a estrutura feudal com a bênção divina do imperador.
Mas um evento em especial vai ajudar muito na união do povo japonês e na consolidação da força dos samurais: as tentativas de invasões mongóis ao Japão.
Kublai Khan, neto de Gengis Khan, após invadir e conquistar a Coréia tentou também invadir o Japão por duas vezes: em 1274 e 1281.
A primeira invasão, desejada pelo Khan desde 1268, só foi possível em 74 pois os mongóis não tinham uma frota marítima que pudesse transportar muitos soldados para a invasão. Centenas de barcos foram construídos para este fim – estima-se um número entre 700 e 800 embarcações – e cerca de 44 mil soldados, entre mongóis, chineses, tártaros e coreanos zarparam do sul da Coréia em direção ao Japão. Após os mongóis vencerem os japoneses em Tsushima, eles aportaram na baía de Hakata. Ali também venceram os exércitos japoneses, liderados pelos samurais, que tiveram que bater em retirada para fortificações que ficavam mais no interior da região, na tentativa de reorganizar a defesa.
E aí aconteceu uma coisa bem interessante…
Os mongóis venceram a batalha em Hakata e à noite voltaram para seus barcos. Ali, na segurança do porto e na alegria da vitória eles provavelmente festejaram e foram dormir. De madrugada um “vento divino” – um verdadeiro tufão – levou os barcos para bem longe do litoral, afundou muitos outros e acabou por dispersar TODA a frota mongol.
Este é o real significado da expressão kami kaze, ou kamikaze: “vento divino”, ou “vento dos deuses”.
Khan não desanimou. Após subjugar a dinastia Song em 1279 e enviar emissários algumas vezes para o Japão exigindo a submissão do imperador – fato este que nunca foi aceito nem pelo imperador sequer pelos samurais – uma nova grande invasão foi planejada e executada em 1281.
Desta vez, estima-se que 4400 barcos levaram cerca de 140 mil guerreiros para invadir o Japão. Duas frentes foram montadas: uma saiu da Coréia e outra do rio Yangtze, na China. Mais uma vez os samurais defenderam bravamente a região de Hakata, só que desta vez com fortificações e barcos bem mais robustos do que os que existiam em 74.
Os soldados de Khan que saíram da China sofreram um pequeno atraso, é verdade, mas um novo tufão destruiu muitos barcos mongóis, desfalcando consideravelmente a frota de Khan.
Esta providência dos ventos – e óbvio, a "coincidência" de acontecerem justamente durante uma grande invasão e ajudarem na destruição da frota inimiga – levou os japoneses a entender que seu país era protegido pelas forças divinas. Como já foi citado, os samurais dominaram o Japão por séculos, até a Restauração Meiji. Influenciaram todo um povo e uma cultura, e seus rastros estão presentes no Japão até hoje.

A Era dos Samurais

A Era dos Samurais
Eles existem desde o século VIII, mas foi entre o Período Kamakura, iniciado em 1192, até a Restauração Meiji, em 1867, que os samurais tiveram sua época áurea no Japão. A Restauração Meiji é o marco do início do fim da estrutura feudal japonesa, o início da industrialização do país e o fim dos samurais enquanto servidores do imperador. Mas como os samurais chegaram a ter este status? É isso que vamos tentar explicar agora.
Samurais: servidores de valor.
 Devido seu isolamento do resto do mundo – em especial o fim do contato direto com a China, principalmente após a invasão de mongol de Khan àquele país – a sociedade japonesa teve um desenvolvimento bem peculiar, com características que nós dificilmente encontramos em outros povos.
Querem um exemplo recente? O grande terremoto que causou um tsunami em março de 2011. Mesmo com lugares completamente destruídos e outros carecendo de abastecimento básico de água e alimentos, TODOS os jornalistas fizeram questão de destacar a forma ordeira, disciplinada e educada com que os japoneses lidaram com este grave problema, sem causarem tumultos, brigas e confusões. É inegavelmente um aspecto cultural que não é muito comum em outras sociedades do mundo.
Honra, perfeição, justiça e lealdade. Parte desta disciplina e deste respeito comuns na cultura japonesa são heranças dos samurais. Para quem não sabe – e eu também não sabia antes de pesquisar – , em japonês o termo samurai quer dizer “aquele que serve”. Os garotos eram iniciados no Bushido, o “caminho do guerreiro”, e assim aprendiam o Bujutsu, a arte marcial. Aqui cabe uma informação: todo samurai era um bushi, “guerreiro”, mas nem todo bushi era um samurai. Entenderam?
Aqueles que tinham melhores habilidades de luta e de manuseio da katana e da wakizashi – as duas espadas samurais – acabavam contratados por um senhor, normalmente dono ou responsável direto das terras próximas, nomeado pelo imperador. Viravam cobradores de impostos e auxiliavam na administração das terras.

A “wakizashi” é a espada menor, e a “katana”, a maior. Ainda existe a “tanto”, que é uma espécie de adaga, também usada pelos samurais.
Após a guerra entre dois grandes grupos, os Guenjis e os Heishis, já no século XII, é que os samurais passam a ocupar funções militares no Japão. Os Guenjis venceram a guerra, valendo-se do fato de que a aristocracia Heishi afastou-se das práticas militares e buscado garantir o controle de suas terras de forma diplomática e burocrática.
 Minamoto-no Yoritomo, “chefe” dos Guenjis, temia que seus subordinados caíssem nos mesmos erros dos Heishis, e preferiu transferir sua sede governamental de Kyoto para a região de Kamakura. Na ocasião o imperador Takahira ainda era muito novo – estima-se que em 1192 ele tinha apenas 12 anos – nomeou Yoritomo como “Shogun”, ou general dos generais, ou “generalíssimo”. Algumas fontes dizem que o próprio Yoritomo proclamou-se generalíssimo.
Independente de quem nomeou quem, a instituição imperial japonesa perdeu um pouco da força, mas acabou ganhando um séquito de leais defensores.
A consolidação do Shogunato:
Yoritomo organizou a estrutura japonesa de forma que havia uma certa dependência de ambas as partes que, de certa forma, mandavam no povo. A casa imperial passou a demonstrar força absoluta com os samurais ao seu lado, e os samurais, por sua vez, controlavam a estrutura feudal com a bênção divina do imperador.
Mas um evento em especial vai ajudar muito na união do povo japonês e na consolidação da força dos samurais: as tentativas de invasões mongóis ao Japão.
 Kublai Khan, neto de Gengis Khan, após invadir e conquistar a Coréia tentou também invadir o Japão por duas vezes: em 1274 e 1281.
A primeira invasão, desejada pelo Khan desde 1268, só foi possível em 74 pois os mongóis não tinham uma frota marítima que pudesse transportar muitos soldados para a invasão. Centenas de barcos foram construídos para este fim – estima-se um número entre 700 e 800 embarcações – e cerca de 44 mil soldados, entre mongóis, chineses, tártaros e coreanos zarparam do sul da Coréia em direção ao Japão. Após os mongóis vencerem os japoneses em Tsushima, eles aportaram na baía de Hakata. Ali também venceram os exércitos japoneses, liderados pelos samurais, que tiveram que bater em retirada para fortificações que ficavam mais no interior da região, na tentativa de reorganizar a defesa.
E aí aconteceu uma coisa bem interessante…
Os mongóis venceram a batalha em Hakata e à noite voltaram para seus barcos. Ali, na segurança do porto e na alegria da vitória eles provavelmente festejaram e foram dormir. De madrugada um “vento divino” – um verdadeiro tufão – levou os barcos para bem longe do litoral, afundou muitos outros e acabou por dispersar TODA a frota mongol.
Este é o real significado da expressão kami kaze, ou kamikaze: “vento divino”, ou “vento dos deuses”.
 Khan não desanimou. Após subjugar a dinastia Song em 1279 e enviar emissários algumas vezes para o Japão exigindo a submissão do imperador – fato este que nunca foi aceito nem pelo imperador sequer pelos samurais – uma nova grande invasão foi planejada e executada em 1281.
Desta vez, estima-se que 4400 barcos levaram cerca de 140 mil guerreiros para invadir o Japão. Duas frentes foram montadas: uma saiu da Coréia e outra do rio Yangtze, na China. Mais uma vez os samurais defenderam bravamente a região de Hakata, só que desta vez com fortificações e barcos bem mais robustos do que os que existiam em 74.
Os soldados de Khan que saíram da China sofreram um pequeno atraso, é verdade, mas um novo tufão destruiu muitos barcos mongóis, desfalcando consideravelmente a frota de Khan.
Esta providência dos ventos – e óbvio, a "coincidência" de acontecerem justamente durante uma grande invasão e ajudarem na destruição da frota inimiga – levou os japoneses a entender que seu país era protegido pelas forças divinas. Como já foi citado, os samurais dominaram o Japão por séculos, até a Restauração Meiji. Influenciaram todo um povo e uma cultura, e seus rastros estão presentes no Japão até hoje.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

O Caminho da guerra

Bujutsu não é um esporte.
Bujutsu não é uma luta.
Bujutsu não é apenas uma arte marcial.
BUJUTSU É UM MODO DE VIDA E DE MORTE!

Pois alguns gostam de abandonar essa vida como nuvenzinhas mas outros pretendem transcender como GUERREIROS!

Quem entendeu a correlação de passar como nuvem ou guerreiro também conseguiu entender o espirito da guerra, presente dentro do Bujutsu.

Shura no Michi - o verdadeiro caminho do guerreiro!

domingo, 11 de agosto de 2013

De muitos mistérios vive a cultura Japonesa:

De muitos mistérios vive a cultura Japonesa:
Havia um ramo de guerreiros no antigo Japão que vivia alheio a sociedade Japonesa tradicional. Sua origem é um enigma e alguns falam que esta encravada em meio a China ou a Índia de onde migraram guerreiros que acabaram em solo Japonês ainda em um período onde quase nada se sabe da história daquele País.
Tais guerreiros receberam muitos nomes no decorrer dos séculos que se seguiram a sua instalação e organização no Japão mas um dis que eu mais gosto é o de Sennin. Abaixo segue oque é um Sennin na Mitologia Japonesa.

O sennin (仙人) é um eremita que vive no alto das montanhas, em ilhas ou mesmo sobre as nuvens, distante do mundo humano. Práticas ascéticas fizeram-no adquirir poderes mágicos, tais como as capacidades de voar ou de nutrir-se apenas de névoa, além do maior de todos os dons: a imortalidade. Personagem da mitologia taoísta, o sennin foi importado da China, tornando-se popular no Japão. Em chinês, a palavra é xianren.

Além de Sennin tais homens eram chamados por muitos outros nomes entre eles Shura (referencia a inacreditável capacidade marcial que possuiam) mas eles gostavam de se intitular Tatsu-jin, mais uma referencia a China afinal Tatsu é uma referencia Japonesa ao tipico Dragão Chines.

Futuramente falarei mais sobre esta fantástica classe de guerreiros e sobre sua cultura e a expansão de suas formas de combate através dos séculos e milênios. Formas estas que hoje conhecemos apenas como Bujutsu a Arte Da Guerra.
Explicando o Bujutsu e o Ninjutsu:
No passado quando se referiam ao Ninjutsu estavam falando de técnicas de infiltração, camuflagem, uso do elemento surpresa e outros vários elementos ligados a isso. Hoje isso mudou pois o Ninjutsu foi difundido internacionalmente como um sistema marcial próprio e quando referem-se a ele estão falando de elementos como Dakentaijutsu, jutaijutsu, koppojutsu (parte dele) e outros.
Mas mesmo com essas mudanças formais o Ninjutsu continua sendo parte de uma estrutura maior que é o Bujutsu, mesmo que comercialmente os nomes sejam comumente confundidos ou usados como sinônimos.
Bujutsu são as artes da guerra praticada pelos guerreiros do antigo Japão, sejam Samurais, Shinobis, Yamabushis ou outra categoria qualquer. O Bujutsu dependendo da escola pode englobar dezenas de variedades marciais que didaticamente separam-se em Blocos.
Vamos a estes Blocos:
Os dois grandes Blocos são:
Taijutsu = combate corpo a corpo.
Kobujutsu = Combate armado.
Cada um destes dois blocos separam-se em estruturas menores que podem váriar de Ryu para ryu ou de Clã para Clã. Estas estruturas menores podem ser consideradas Artes Marciais.
Em nossa escola estas Artes de Guerra são:
* Aikijujutsu
* Jujutsu
* Jutaijutsu
* KumiUchi
* Dakentaijutsu
* Tode
* Kempo
* Chugoku Kempo
* Kakuto no jutsu
Cada uma destas Artes de Guerra possui suas subdivisões e Classes estruturais de movimentos.
Por exemplo, o Chugoku Kempo que faz referencia as estruturas Chinesas adaptadas e treinadas pelos Samurais, Ninjas... pode ser subdividida em outros elementos que as vezes são tão vastos que podem ser considerados como artes marciais independentes.
Divisão do Chugoku Kempo:
* Hakkesho (Forma de Ba gua)
* Hikka-ken (Forma de Ba gua)
* TaiKyoku (Forma de Tai chi)
* Tai Shinkyoku (Forma de Tai chi)
* Kiko (Chi kung)
* Shorinji-te
* Go Kempo (forma derivada de movimentos de animais)
* Shin Kempo ou Daruma-te ou Shaolin Chuan Fa como alguns preferem chamar em respeito a sua origem que acredita-se ter vindo diretamente das mãos de Daruma
Além destas estruturas internas a cada arte podemos ter no Bujutsu o que chamamos de Macroestruturas ou seja elementos que existem em várias Disciplinas e que não deveriam ter existência própria separado delas.
Alguns destes elementos:
* Kyusho (estudo da anatomia vital que pode ser usado em qualquer uma das disciplinas do Bujutsu)
* Heihou (Vasto estudo de estratégias que é estudado a partir da graduação de Chuden)
* Seiteigata (movimentos de combate complexos e pré-determinados oriundos de grandes duelos ou batalhas do passado)
Temos também as microestruturas que são elementos que existem em várias artes do Bujutsu as construindo internamente.
Alguns destes elementos:
Atemi no gikkou: ataques de percussão dos mais variados tipos.
Nague no gikkou: Técnicas de projeção.
Uke no Gikkou: Técnicas de Bloqueio.
Tai sabaki no Gikkou: Técnicas de esquivas.
Bem, com isso espero ter ajudado um pouco na compreensão do vasto universo do Bujutsu.

Filosofia KANZEN:

Filosofia KANZEN:
"Pequenos nos consideramos na vastidão cósmica, até sabermos que a tudo estamos ligados por nossas mentes."

O Guerreiro e o soldado

Há uma diferença entre um guerreiro e um soldado. Um soldado é treinado para seguir as ordens, para respeitar a autoridade, e para subjugar o seu processo de pensamento individual e à hierarquia de comando. Um guerreiro, ao contrário, é mais autônoma e independente. Um guerreiro se engaja na batalha fora de escolha pessoal e não por causa da obediência a ordens. Um guerreiro é capaz de fazer julgamentos morais e agir em conformidade. Um guerreiro é flexível e adaptável, capaz de agir de forma independente, bem como ser um jogador da equipe. Um guerreiro assume a responsabilidade por suas escolhas e ações. Um guerreiro é uma pessoa de compaixão que entende a dor e as conseqüências da ação. Um guerreiro sabe os horrores da guerra e não a procuram. Um guerreiro sabe que a glória é somente para tolos que se refestelam em suas próprias ilusões. Um guerreiro, porém, quando engajados em uma causa justa, brigas com tal habilidade, paixão, intensidade e brilho que a vitória está assegurada.

A vitória e a derrota são uma questão de espírito mais do que de corpo. Nunca é derrotado desde que seu Espírito não é derrotado ou quebrados. Quando um guerreiro cai em batalha sem se render ou desistir, o seu Espírito se torna mais forte. Quando um guerreiro sobrevive a batalha sem se render ou desistir, o seu Espírito se torna mais forte. Claro, a maioria dos guerreiros preferem sobreviver mais de morrer.

Tenshikan - Arts of WAR - Formando Guerreiros.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Viver como um SHURA

No antigo Japão os Samurais lutavam pela honra de seus senhores e por suas glórias pessoais.
Os Ninjas lutavam pelo dinheiro que recebiam.
Os Soheis lutavam por suas religiões.
E os Shuras lutavam  porque esse era seu modo de vida.
Um Shura não luta por honra, não luta por dinheiro, não luta por poder e não luta por Deus ou deuses. Um Shura luta simplesmente pelo PRAZER da batalha e APENAS quando encontra um adversário a altura de suas capacidades ou quando o destino o exige.
SHURA NO MICHI - O verdadeiro caminho do guerreiro não encontra-se em esmagar os fracos mas sim em submeter aqueles que se acham fortes e mostrar-lhes suas fraquezas.