Tatsujin e o Shura no Michi
Shura no michi é o caminho da guerra levado ao extremo. Shura é um termo para designar um guerreiro extremamente preparado capaz de violência extrema no campo de batalha.
Shura no michi é a mais elevada essência do Bujutsu, das Artes da Guerra e era o nome dado a um seleto grupo de guerreiros do antigo Japão. Havia uma lenda que dizia que Guerreiros tinham pesadelos com Demônios e demônios por sua vez tinham pesadelos como os Shuras.
Nossa escola tem origens remotas que transcendem as raízes samurais ou shinobis (ninjas) do Japão, por isso seus membros em seus corações não se consideravam nenhum deles mesmo que por vezes atuassem como tais. Eles eram tidos como Shuras, indivíduos que se preparavam para a guerra e abarcavam em si o maior volume marcial possível, dominando todos os campos do combate.
Para tanto os membros de tais grupamentos familiares eram treinados desde cedo nas artes da guerra e chegando a certa idade recebiam a incumbência de iniciarem sua jornada o Shura no michi. Jornada esta que os levavam muitas vezes além do Japão rumo ao continente asiático e outros pontos do desconhecido onde buscavam por batalhas não buscando vangloriar-se mas sim elevar seus conhecimentos marciais para que quando retornassem para casa pudessem contribuir para a elevação de seu grupo de seu povo. Foi assim que se desenvolveu nosso sistema de BUJUTSU, uma verdadeira ARTE DE GUERRA que não possui dogmas ou fronteiras e não encontra paralelo em nada ou ninguém.
Dentre estes guerreiros que eram conhecidos pelo povo por Shuras e que denominavam a si mesmos como Tatsujin (povo do Dragão), alguns se destacaram e marcaram a arte tão profundamente que os estudamos até os dias de hoje. São eles:
MAKATO: Lendas contam que Makato foi o primeiro Tatsujin. Foi dele que tudo se originou. Makato teria sido um guerreiro que viveu a mais de 2.500 anos no antigo Reino de Yamato, onde hoje é o Japão e por isso muito é vago sobre sua vida. Nesta época o hoje Japão estava dividido em vários "reinos" menores onde alguns destes reinos mantinham relações com o grande continente asiático.
É relatado em nossa escola que Makato viveu grande parte de sua vida em meio a região onde hoje é a China e lá teria aprendido muitos sistemas de guerra que acabara levando ao Japão, na época Yamato quando do seu Retorno. Estas técnicas primam pela circularidade e eficiência na colocação de pancadas, torções quedas e outros elementos e hoje são treinadas a partir do Nível Joden de nossa escola. Mas a maior contribuição de Makato não fora suas técnicas de guerra mas sim o conhecimento sobre a mente e espírito que ele adquirira que lhe permitira abrir as portas do Shin Rei Kai tanto para ele quanto para outros que o sucederam.
Com localização em Goiânia, Goiás, temos como objetivo a difusão de um REAL SISTEMA DE DEFESA PESSOAL visando sempre um aperfeiçoamento do caráter, honra e disciplina do ser humano, em conjunto com o aperfeiçoamento técnico nas vastas Ciências Marciais treinadas em nossa escola. Algumas destas Artes Marciais: Ninjutsu, Krav maga, Krav panin el panin, Kempo, Jujutsu, Aikijujutsu, Koppojutsu, Kyusho, Kenjutsu e Tantojutsu.
Formando Mestres e elevando a qualidade das Artes Marciais.
Treine com os melhores!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Mana (Ki), o conceito de energia dentro do Krav Maga
Infelizmente já li, várias vezes, artigos que tentam
propagar a ideia de que o Krav maga uma luta moderna que se mantém distante de
conceitos de energia como os da manipulação do Ki, como vemos no Aikijujutsu ou
do Chi que é estudado nos sistemas de Kung Fu. Creio que seja exatamente por
isso que não costumamos ver dentro do Krav maga movimentos de grande poder,
como bloqueios destruidores, pancadas que lançam o inimigo a metros de distancia,
ou que literalmente "explodem" a pessoa por dentro como vemos dentro
do Kempo ou do Kung Fu.
Mas esta não é uma falha do Krav maga, mas sim desta leva
de "Mestres" que por ignorância buscam afastar sua luta de conceitos
altamente arraigados dentro da cultura Hebraica. Mestre Akiva gosta de brincar
com isso denominando este processo de Ateísmo Marcial moderno.
É uma pena ver um "Mestre" desconhecer
conceitos de energia e suas aplicações nas artes marciais. Isso somente o torna
incompleto e o faz incapaz de passar a verdadeira essência do combate aos seus
alunos.
O conceito de energia esta altamente arraigado dentro da
cultura hebraica e por isso obviamente existe em cada aplicação marcial do Krav
Maga. Existem muitos nomes para explicitar tal conceito mas em termos gerais
podemos correlacionar o conceito oriental de Ki ao da manipulação do Mana.
Mana neste caso seria a energia que flui dentro do
guerreiro e que somente pode ser acumulado e manipulado por técnicas
especificas. São estas manipulações e o uso do Maná que permitiria ao guerreiro
receber enormes choques mecânicos, desferir ataques extremos com movimentos mínimos,
alterar seu centro de gravidade corporal para não ser movido em combate
(conceito de Fudotai do Ninjutsu ou da Arte Samurai) e executar uma enorme
série de feitos marciais. Feitos que qualquer MESTRE REAL deveria ser capaz de
executar e de ensinar aos seus alunos.
Abro aqui a possibilidade de esclarecer mais
profundamente sobre o Conceito de energia nas Artes de Combate. Caso os
leitores tenham alguma duvida podem me enviar email para:
hitokiri.shin@gmail.com que terei grande prazer em responder.
Atenciosamente,
Mestre Gouveia.
domingo, 4 de novembro de 2012
Graduação Krav Maga
Graduação Krav Maga
-A real arte de Combate Israelense-
(Sistema Akiva Guibor)
Branca - Iniciante
Verde 1 - Aluno
Verde 2
Verde 3
Verde 4 - Aluno Graduado
Verde 5
Marrom 1 - Instrutor
Marrom 2
Marrom 3
Marrom 4
Marrom 5 - Instrutor Graduado
Preta 1 - Professor
Preta 2
Preta 3
Preta 4 - Mestre
Preta 5
Vermelha 1
Vermelha 2
Vermelha 3
Vermelha 4
Vermelha 5 - Grão Mestre (Dominou todas as técnicas da
escola)
(*)- Não existe um tempo
exato para se realizar os exames de graduação. Quando as técnicas são dominadas o
exame é realizado e o aluno passa de nível se aprovado.
Tempo médio (para
pessoas leigas) na Branca: 3 meses.
Tempo médio (para
pessoas leigas) na Verde: 3 anos.
Tempo médio (para
pessoas leigas) na Marrom: 3 anos.
Tempo médio (para
pessoas leigas) na Preta: 6 anos.
Grão Mestre Rogério Gouveia.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
KRAV MAGA E A ARTE DA GUERRA
KRAV MAGA EM GOIÂNIA
Conversa com Mestre Rogério Gouveia sobre esta arte fantástica que esta sendo implantada por ele em nossa cidade.
Parte 1
1- Quais as características marcantes do Krav maga como arte marcial?
= O Krav maga é um sistema marcial que permite movimentos de defesa e ataques tanto em espaço aberto como em ambientes fechados, seja contra um único agressor ou múltiplos inimigos, arm
Conversa com Mestre Rogério Gouveia sobre esta arte fantástica que esta sendo implantada por ele em nossa cidade.
Parte 1
1- Quais as características marcantes do Krav maga como arte marcial?
= O Krav maga é um sistema marcial que permite movimentos de defesa e ataques tanto em espaço aberto como em ambientes fechados, seja contra um único agressor ou múltiplos inimigos, arm
ados ou não. A característica mais marcante da arte é a capacidade do praticante em se adaptar rapidamente a situações de risco. Mas para se adquirir esta capacidade é necessário que o praticante tenha uma vasta bagagem de movimentos. Ele deve dominar seu corpo, conseguindo desferir golpes letais com qualquer parte. Deve também conhecer a anatomia vital do ser humano para saber onde desferir estes golpes. Isso sem contar o domínio das técnicas de torções e imobilizações que é imprescindível para qualquer um de nossos alunos.
2- O que diferencia os golpes traumáticos das demais lutas daqueles aplicados em sua escola de Krav maga?
= Conhecimento. Esta é a diferença. O que vemos em várias lutas e até mesmo em muitas escolas de Krav maga são pessoas desferindo socos, chutes, cotovelas e outros ataques que são vazios, sem capacidade real de destruição. Um verdadeiro ataque deve ser devastador e para que isso ocorra deve-se ter treinamento adequado. Este é um conhecimento que dominamos e que ministramos em nossas aulas.
3- Como deve ser um soco para se conseguir os resultados que vemos em seus vídeos?
= "risos". Isso é realmente algo que explicamos apenas para nossos alunos. Não é algo que deva ser mostrado para qualquer um.
4- E sobre chutes, o que pode falar?
= Quando vemos a maior parte dos lutadores chutar é desconcertante. Pois o que eles mostram é realmente algo sem fundamento. Ou vemos muito malabarismo ou uma total falta de técnica. Já vi um dito grão mestre de Krav maga explicando que não se deve desferir chutes com a canela pois o lutador pode se machucar. "risos" Machuca é o bom senso ouvir uma barbaridade desta. Chutes com a ponta do pé como este mesmo "ser" pede que sejam executados são muito bons para alvos específicos como costelas flutuantes e outros, mas para se ter um efeito devastador em chutes na coxa é necessário se chutar com a canela. Como já demonstrei é possível rasgar a musculatura do quadríceps femoral ou mesmo esmigalhar um fêmur com um chute aplicado de forma correta.
5- Outra pergunta. Já observamos o senhor desferir cotoveladas extremamente fortes em posições de luta extremamente próximas. Qual o segredo para isso?
= Saber controlar a força do corpo de maneira integral. Saber usar mínimos movimentos para gerar impactos elevados é uma arte reservada a poucos e que pode tornar quase impossível levar ao solo alguém que detenha este conhecimento.
6- E sobre luta de solo. Já observei o senhor executar atos que antes julgaria serem impossíveis.
=Como já demonstrei podemos por exemplo destruir costelas apenas utilizando pressão apropriada do cotovelo. Isso é utilizado em luta de solo para destroçar completamente o adversário sem lhe dar chance alguma de reação. O corpo humano é extremamente frágil, o que ocorre é que as pessoas ignoram este fato. Luta de solo não é brincadeira de agarra-agarra "risos". Quando se cai no chão é para destruir o adversário de maneira brutal e completa e não para ficar se enroscando nele como vemos muito por ai. É necessário conhecimento de fluxo de pancadas, torções, fluxo de torções, anatomia vital, estrangulamentos e gravatas, técnicas de quebramento de pescoço e muito mais. Fora que qualquer objeto que esteja ao seu alcance é uma arma em potencial.
2- O que diferencia os golpes traumáticos das demais lutas daqueles aplicados em sua escola de Krav maga?
= Conhecimento. Esta é a diferença. O que vemos em várias lutas e até mesmo em muitas escolas de Krav maga são pessoas desferindo socos, chutes, cotovelas e outros ataques que são vazios, sem capacidade real de destruição. Um verdadeiro ataque deve ser devastador e para que isso ocorra deve-se ter treinamento adequado. Este é um conhecimento que dominamos e que ministramos em nossas aulas.
3- Como deve ser um soco para se conseguir os resultados que vemos em seus vídeos?
= "risos". Isso é realmente algo que explicamos apenas para nossos alunos. Não é algo que deva ser mostrado para qualquer um.
4- E sobre chutes, o que pode falar?
= Quando vemos a maior parte dos lutadores chutar é desconcertante. Pois o que eles mostram é realmente algo sem fundamento. Ou vemos muito malabarismo ou uma total falta de técnica. Já vi um dito grão mestre de Krav maga explicando que não se deve desferir chutes com a canela pois o lutador pode se machucar. "risos" Machuca é o bom senso ouvir uma barbaridade desta. Chutes com a ponta do pé como este mesmo "ser" pede que sejam executados são muito bons para alvos específicos como costelas flutuantes e outros, mas para se ter um efeito devastador em chutes na coxa é necessário se chutar com a canela. Como já demonstrei é possível rasgar a musculatura do quadríceps femoral ou mesmo esmigalhar um fêmur com um chute aplicado de forma correta.
5- Outra pergunta. Já observamos o senhor desferir cotoveladas extremamente fortes em posições de luta extremamente próximas. Qual o segredo para isso?
= Saber controlar a força do corpo de maneira integral. Saber usar mínimos movimentos para gerar impactos elevados é uma arte reservada a poucos e que pode tornar quase impossível levar ao solo alguém que detenha este conhecimento.
6- E sobre luta de solo. Já observei o senhor executar atos que antes julgaria serem impossíveis.
=Como já demonstrei podemos por exemplo destruir costelas apenas utilizando pressão apropriada do cotovelo. Isso é utilizado em luta de solo para destroçar completamente o adversário sem lhe dar chance alguma de reação. O corpo humano é extremamente frágil, o que ocorre é que as pessoas ignoram este fato. Luta de solo não é brincadeira de agarra-agarra "risos". Quando se cai no chão é para destruir o adversário de maneira brutal e completa e não para ficar se enroscando nele como vemos muito por ai. É necessário conhecimento de fluxo de pancadas, torções, fluxo de torções, anatomia vital, estrangulamentos e gravatas, técnicas de quebramento de pescoço e muito mais. Fora que qualquer objeto que esteja ao seu alcance é uma arma em potencial.
JIU-JITSU, JU-JITSU OU JUJUTSU?
JIU-JITSU, JU-JITSU OU JUJUTSU?
O jiu-jitsu, jujutsu ou ju-jitsu(as 3 variantes são escritas com os mesmos Kanji)é uma arte marcial japonesa que utiliza golpes de articulação, como torções de braço, tornozelo e estrangulamentos, para imobi
O jiu-jitsu, jujutsu ou ju-jitsu(as 3 variantes são escritas com os mesmos Kanji)é uma arte marcial japonesa que utiliza golpes de articulação, como torções de braço, tornozelo e estrangulamentos, para imobi
lizar o oponente. Inclui também quedas, golpes traumáticos e defesas, como saídas de chaves, esquivas, contra-golpes.
Basicamente usa-se o peso e a força do adversário contra ele mesmo. Essa característica da luta possibilita que um lutador, mesmo sendo menor que o oponente, consiga vencer. Outra característica marcante o diferencia de outras artes: suas avançadas técnicas de luta de chão, com a qual é possível finalizar um adversário por meio de uma projeção e usando-se torções com ambos deitados.
A história mais divulgada de praticamente todas as artes marciais orientais se insere na mesma tradição lendária da origem do Zen, ao qual se pretende que estas Artes Marciais estejam ligadas em sua origem: o Zen teve origem na Índia, através da difusão feita por missionários budistas saídos desta região e, nesta linha, se chega à figura lendária de Bodhidharma, indiano que teria sido o 28.º patriarca do Zen, fundador do Monastério Shaolim na China, de onde se teriam originado os estilos de “Kung Fu” (Wu Shu) na China, que teriam sido exportados para o resto do Oriente, nesta clara tentativa de ligar todas as Artes Marciais orientais a esta lendária origem comum com a origem do Zen.
Mas se mesmo esta origem do Zen, na literatura especializada no assunto, é vista pelos estudiosos sérios, como Allan Watts, como tentativa piedosa de traçar uma ligação contínua da tradição com a origem remota na figura do Buda, com muito mais razão o estudioso sério de Artes Marciais deve ser alertado para o perigo de aceitar a Índia ou mesmo a China como “origem” de todos os estilos de luta oriental.
Segundo um especialista do quilate de Donn Draeger, Ph D em Haplologia e especialista em Artes Marciais orientais, “o jujutsu em si é produto japonês”. Para ele, atribuir ao Jujutsu origem mesmo chinesa (sobre a “origem indiana” ele nem cogita) “é o mesmo que atribuir ao inventor da roda o desenvolvimento dos carros modernos”(Donn F. Draeger. Classical Budo. p. 113). Mesmo numa obra escrita por autores da família Gracie, como o livro de Jujutsu do Royce e do Renzo Gracie, vemos uma discussão mais realista sobre esta questão das origens do Jujutsu.
Antigamente havia vários estilos de Jujutsu, e cada clã tinha seu estilo próprio. Por isso o jiu-jitsu era conhecido por vários nomes, tais como: kumiuchi, aiki-ju-jitsu, koppo, gusoku, oshi-no-mawari, yawara, hade, jutai-jutsu, shubaku e outros.
No fim da era Tokugawa, existiam cerca de 700 estilos de Jujutsu, cada qual com características próprias. Alguns davam mais ênfase às projeções ao solo, torções e estrangulamentos, ao passo que outros enfatizavam golpes traumáticos como socos e chutes. A partir de então, cada estilo deu origem ao desenvolvimento de artes marciais conhecidas atualmente de acordo com suas características de luta, entre elas o judô, o caratê e o aikidô.
O Jujutsu era tratado como jóia das mais preciosas do Oriente. Era tão importante na sociedade japonesa que chegou a ser _ por decreto imperial _ proibido de ser ensinado fora do Japão ou aos não japoneses, proibição que atravessou os séculos até a primeira metade do século XX. Era considerado crime de lesa-pátria ensiná-lo aos não japoneses. Quem o fizesse era considerado traidor do Japão, condenado à morte, sua família perdia todos os bens que tivesse e sua moradia era incendiada. Com a introdução da cultura ocidental no Japão, promovida pelo Imperador Meiji (1867-1912), as Artes Marciais caíram em relativo desuso em função do advento das armas de fogo, que ofereciam a possibilidade de eliminação rápida do adversário sem o esforço da luta corporal. As artes de luta só voltaram a ser revalorizadas mais tarde, quando o Ocidente também já apreciava esse tipo de luta.
Basicamente usa-se o peso e a força do adversário contra ele mesmo. Essa característica da luta possibilita que um lutador, mesmo sendo menor que o oponente, consiga vencer. Outra característica marcante o diferencia de outras artes: suas avançadas técnicas de luta de chão, com a qual é possível finalizar um adversário por meio de uma projeção e usando-se torções com ambos deitados.
A história mais divulgada de praticamente todas as artes marciais orientais se insere na mesma tradição lendária da origem do Zen, ao qual se pretende que estas Artes Marciais estejam ligadas em sua origem: o Zen teve origem na Índia, através da difusão feita por missionários budistas saídos desta região e, nesta linha, se chega à figura lendária de Bodhidharma, indiano que teria sido o 28.º patriarca do Zen, fundador do Monastério Shaolim na China, de onde se teriam originado os estilos de “Kung Fu” (Wu Shu) na China, que teriam sido exportados para o resto do Oriente, nesta clara tentativa de ligar todas as Artes Marciais orientais a esta lendária origem comum com a origem do Zen.
Mas se mesmo esta origem do Zen, na literatura especializada no assunto, é vista pelos estudiosos sérios, como Allan Watts, como tentativa piedosa de traçar uma ligação contínua da tradição com a origem remota na figura do Buda, com muito mais razão o estudioso sério de Artes Marciais deve ser alertado para o perigo de aceitar a Índia ou mesmo a China como “origem” de todos os estilos de luta oriental.
Segundo um especialista do quilate de Donn Draeger, Ph D em Haplologia e especialista em Artes Marciais orientais, “o jujutsu em si é produto japonês”. Para ele, atribuir ao Jujutsu origem mesmo chinesa (sobre a “origem indiana” ele nem cogita) “é o mesmo que atribuir ao inventor da roda o desenvolvimento dos carros modernos”(Donn F. Draeger. Classical Budo. p. 113). Mesmo numa obra escrita por autores da família Gracie, como o livro de Jujutsu do Royce e do Renzo Gracie, vemos uma discussão mais realista sobre esta questão das origens do Jujutsu.
Antigamente havia vários estilos de Jujutsu, e cada clã tinha seu estilo próprio. Por isso o jiu-jitsu era conhecido por vários nomes, tais como: kumiuchi, aiki-ju-jitsu, koppo, gusoku, oshi-no-mawari, yawara, hade, jutai-jutsu, shubaku e outros.
No fim da era Tokugawa, existiam cerca de 700 estilos de Jujutsu, cada qual com características próprias. Alguns davam mais ênfase às projeções ao solo, torções e estrangulamentos, ao passo que outros enfatizavam golpes traumáticos como socos e chutes. A partir de então, cada estilo deu origem ao desenvolvimento de artes marciais conhecidas atualmente de acordo com suas características de luta, entre elas o judô, o caratê e o aikidô.
O Jujutsu era tratado como jóia das mais preciosas do Oriente. Era tão importante na sociedade japonesa que chegou a ser _ por decreto imperial _ proibido de ser ensinado fora do Japão ou aos não japoneses, proibição que atravessou os séculos até a primeira metade do século XX. Era considerado crime de lesa-pátria ensiná-lo aos não japoneses. Quem o fizesse era considerado traidor do Japão, condenado à morte, sua família perdia todos os bens que tivesse e sua moradia era incendiada. Com a introdução da cultura ocidental no Japão, promovida pelo Imperador Meiji (1867-1912), as Artes Marciais caíram em relativo desuso em função do advento das armas de fogo, que ofereciam a possibilidade de eliminação rápida do adversário sem o esforço da luta corporal. As artes de luta só voltaram a ser revalorizadas mais tarde, quando o Ocidente também já apreciava esse tipo de luta.
fonte: internet
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
KRAV MAGA GOIÂNIA
TREINE COM O MESTRE
krav Maga Goiânia
Mestre Rogério
Gouveia apresenta:
VALORIZE A SI MESMO E
TREINE COM OS MELHORES!
KRAV MAGA GOIÂNIA
TREINE COM O MESTRE
Krav Maga Goiânia
Mestre Rogério Gouveia
VALORIZE A SI MESMO E TREINE COM OS MELHORES
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
KRAV MAGA EM GOIÂNIA
KRAV MAGA EM GOIÂNIA
Conversa com Mestre Rogério
Gouveia sobre esta arte fantástica que esta sendo implantada por ele em nossa cidade.
Parte 1
1- Quais as características
marcantes do Krav maga como arte marcial?
= O Krav maga é um sistema
marcial que permite movimentos de defesa e ataques tanto em espaço aberto como
em ambientes fechados, seja contra um único agressor ou múltiplos inimigos,
armados ou não. A característica mais marcante da arte é a capacidade do
praticante em se adaptar rapidamente a situações de risco. Mas para se adquirir
esta capacidade é necessário que o praticante tenha uma vasta bagagem de
movimentos. Ele deve dominar seu corpo, conseguindo desferir golpes letais com
qualquer parte. Deve também conhecer a anatomia vital do ser humano para saber
onde desferir estes golpes. Isso sem contar o domínio das técnicas de torções e
imobilizações que é imprescindível para qualquer um de nossos alunos.
2- O que diferencia os
golpes traumáticos das demais lutas daqueles aplicados em sua escola de Krav
maga?
= Conhecimento. Esta é a
diferença. O que vemos em várias lutas e até mesmo em muitas escolas de Krav
maga são pessoas desferindo socos, chutes, cotovelas e outros ataques que são
vazios, sem capacidade real de destruição. Um verdadeiro ataque deve ser
devastador e para que isso ocorra deve-se ter treinamento adequado. Este é um
conhecimento que dominamos e que ministramos em nossas aulas.
3- Como deve ser um soco
para se conseguir os resultados que vemos em seus vídeos?
= "risos". Isso é
realmente algo que explicamos apenas para nossos alunos. Não é algo que deva
ser mostrado para qualquer um.
4- E sobre chutes, o que
pode falar?
= Quando vemos a maior parte
dos lutadores chutar é desconcertante. Pois o que eles mostram é realmente algo
sem fundamento. Ou vemos muito malabarismo ou uma total falta de técnica. Já vi
um dito grão mestre de Krav maga explicando que não se deve desferir chutes com
a canela pois o lutador pode se machucar. "risos" Machuca é o bom
senso ouvir uma barbaridade desta. Chutes com a ponta do pé como este mesmo
"ser" pede que sejam executados são muito bons para alvos específicos
como costelas flutuantes e outros, mas para se ter um efeito devastador em
chutes na coxa é necessário se chutar com a canela. Como já demonstrei é possível
rasgar a musculatura do quadríceps femoral ou mesmo esmigalhar um fêmur com um
chute aplicado de forma correta.
5- Outra pergunta. Já
observamos o senhor desferir cotoveladas extremamente fortes em posições de
luta extremamente próximas. Qual o segredo para isso?
= Saber controlar a força do
corpo de maneira integral. Saber usar mínimos movimentos para gerar impactos
elevados é uma arte reservada a poucos e que pode tornar quase impossível levar
ao solo alguém que detenha este conhecimento.
6- E sobre luta de solo. Já
observei o senhor executar atos que antes julgaria serem impossíveis.
=Como já demonstrei podemos por
exemplo destruir costelas apenas utilizando pressão apropriada do cotovelo. Isso
é utilizado em luta de solo para destroçar completamente o adversário sem lhe
dar chance alguma de reação. O corpo humano é extremamente frágil, o que ocorre
é que as pessoas ignoram este fato. Luta de solo não é brincadeira de agarra-agarra
"risos". Quando se cai no chão é para destruir o adversário de
maneira brutal e completa e não para ficar se enroscando nele como vemos muito
por ai. É necessário conhecimento de fluxo de pancadas, torções, fluxo de
torções, anatomia vital, estrangulamentos e gravatas, técnicas de quebramento
de pescoço e muito mais. Fora que qualquer objeto que esteja ao seu alcance é
uma arma em potencial.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Conversando com Mestre Akiva 2
Quiz
Perguntas e
respostas
Mestre Rogério
Gouveia conversa com
Grão Mestre Akiva
(2)
Via internet
1- Mestre, gostaríamos de ouvir um pouco mais
sobre sua trajetória, principalmente depois da segunda grande guerra.
= Como já lhe falei perdi meus pai nos campos
de concentração durante a guerra. Era ainda muito jovem, tinha doze anos, e por
isso fui viver com meu tio. Creio que para que entendam melhor devo explicar um
pouco mais sobre minha família.
Meu
pai e seu irmão eram Judeus Russos que fugiram de seu país, meu pai acabou indo
para a França e se casou ali. Meu pai era um homem pacato, extremamente normal,
mas seu irmão, meu tio era tudo menos normal. Ele era um guerreiro, um
revolucionário por natureza. Foi guarda pessoal de Leon Trótski e acabou tendo
que fugir da Russia quando Trótski foi exilado, ou melhor expulso por Stalin.
Com
a morte de Trótski no México em 1940 meu tio voltou a Europa e uniu-se aos
grupos armados que lutavam contra o nazismo.
Viver
ao lado de tal homem foi algo inigualável. Aprendi muito com ele, desde técnicas
de combate corpo a corpo e guerrilha a filosofia. Foi devido a ele que acabei
em Israel.
2- Em que sistemas de combate seu Tio era
proficiente?
= Não
creio que os Russos davam nomes para seus sistemas de luta. Creio que até hoje
não possuem este costume. Mas ele muito bom, em combate desarmado, com facas,
bastões e além disso qualquer coisa tornava-se uma arma em suas mãos.
3- Qual era a natureza de tais técnicas?
= A predominância estava em ataques explosivos
dados com todas as partes do corpo associadas a técnicas de esquiva e recepção
de ataques absolutamente perfeitas. Estas esquivas possibilitavam também a execução
de torções de uma forma muito próxima a que vemos em sistemas como o
Aikijujutsu. Este conhecimento auxiliou em muito em meus estudos posteriores
com Mestre Akaoni.
4- É verdade que seu Tio foi um dos responsáveis
por organizar o sistema de combate do Mossad?
= Não. Ele organizou o sistema de combate de
outros grupos um pouco mais reservados do que o Mossad. Mas infelizmente não
posso falar nada sobre isso.
5- Entendo. E sobre o contato entre o senhor e
Dai Hanshi Tanaka, o que poderia nos falar?
= Prometo falar sobre isso melhor no futuro
mas no momento estou de saída e espero que entenda. Foi um prazer conversar e
esta sendo um prazer tê-lo como meu aluno. Até uma outra oportunidade.
( Meus agradecimentos ao Grande Mestre Akiva por me receber como seu aluno particular e me dar a oportunidade de levar em frente um fantástico legado de conhecimento marcial tão necessário neste dias tão conturbados em que vivemos.)
Judeus na Russia
A história do povo judeu na Rússia é antiga e muito importante, tanto para o país como para os judeus.
Sabe-se da presença de judeus em regiões russas em períodos romanos ou até mesmo nos tempos helênicos. Calcula-se que nos séculos IV e V, existiam entre 10 e 30 mil judeus nas regiões da Criméia e Armênia.
Por volta do século VIII, a influência do judaísmo nos territórios que hoje chamamos de Rússia era enorme. Um povo semi-nômade, conquistou uma faixa de terra (e nela se estabeleceu) entre o Mar Negro e o Mar Cáspio. Eram os Khazares, cuja nobreza, incluindo a família real se convertera oficialmente ao judaísmo, mas sem forçar a população a fazer o mesmo. Criou-se o chamado “reino dos judeus” que durou até o século X. Mesmo depois da queda dos Khazares, a comunidade judaica continuou forte na região, principalmente no principado de Kiev.
No século XIV, o principado de Moscou adotou a ideologia de império e começou uma ação para unir as “Rússias” em um reino único. Esta unificação foi liderada por Ivan IV, O Terrível, que, embora fosse um sanguinário, conseguira unir os principados.
Como primeiro Czar do império Russo, Ivan IV baniu oficialmente todos os judeus dos seus territórios, do contrário, a ordem era que matassem qualquer judeu não convertido encontrado. Esta expulsão levou os judeus a se instalarem nos países periféricos como Ucrânia, Lituânia e Polônia, onde tiveram de refazer suas vidas.
A partir do final da Idade Média e da unificação do Império Russo, a vida dos judeus começou a sofrer muito com a influência de seus governantes. Na segunda metade do século XVIII, sobe ao trono a Czarina Catarina II. Influenciada pelo despotismo esclarecido, ela governou tentando conciliar os privilégios da nobreza e o poder real com as idéias iluministas. As únicas fatias da população que não compartilharam dos ideais liberais da czarina foram os judeus e os camponeses. Os camponeses se revoltaram diversas vezes, mas os judeus acabaram confinados em um território por um acordo que viria a se tornar um dos mais importantes capítulos na vida do povo judeu na Rússia: o “Território do Acordo”.
Em 1794 foi decretado que todos os judeus do Império Russo só teriam permissão de viver em um território demarcado e, fora destes territórios, corriam perigo de vida. Esta Zona de Residência, ou Cherta Osedlosti em Russo, tinha 1 milhão de Km² e incluía os antigos territórios da Polônia, Ucrânia, Bielorrússia e Lituânia. Os judeus estavam confinados a seus shtetls, mas viviam nos mesmos territórios que os poloneses, lituanos, ucranianos, etc.
A política dos czares russos para os judeus tinha como objetivo assimilar todos sem deixar de “usá-los” para favorecer a economia. Ao decorrer de diversos governos, na maioria anti-semitas, a enorme comunidade judaica russa foi marcada por uma pobreza econômica sem precedentes.
A política de assimilação forçada adotada pelos líderes russos tem como maior exemplo o decreto chamado de “Estatuto dos judeus”, promulgado pelo czar Alexandre I. Este decreto dizia-se um melhoramento na vida dos aproximadamente 1 milhão de judeus russos que existiam pro volta de 1804, mas a real intenção era de “russificar” o povo. O estatuto tinha como metas liberar o ensino das organizações russas para os judeus e, ao mesmo tempo, proibí-los de cultivar terras próprias, obrigando-os a migrarem para o Sul russo e trabalharem nas terras do governo. Entretanto, a comunidade não aceitou nenhum programa de assimilação do czar.
Sucessor de Alexandre I, Nicolau I reinou de 1825 a 1855 com punho de ferro e nacionalismo extremado. Foi no reinado deste czar que se fez um decreto lembrado até hoje, os “decretos de cantão”. Esta reinterpretação da lei do alistamento militar foi a ação mais agressiva com objetivo de assimilar os judeus na Rússia. Consistia na obrigação dos garotos judeus que atingissem 12 anos de irem às escolas cantonais. Estas escolas tinham péssima condição de vida e os meninos passavam por violências fortes e até fome. Estas instituições nada mais eram do que bases de assimilação forçada onde se realizavam até conversões compulsórias.
Em 1855, sobe ao trono o czar Alexandre II. Conhecido como “Czar Libertário”, ele foi o primeiro czar a implantar com força uma reforma em todo o reino para que este deixasse sua atividade agrícola e sua aristocracia atrasada para ingressar no mundo capitalista.
Esta mudança promovida por Alexandre II criava esperanças para o povo judeu que era formado por quase 3 milhões de pessoas e, realmente, boa parte do reinado do czar representou uma melhora relativa na vida dos judeus russos.
Aproveitando-se da atividade econômica já exercida por várias famílias judias, Alexandre II começou a beneficiar os judeus pródigos em atividades capitalistas e artísticas para que estes viessem a contribuir para o crescimento econômico da Rússia.
As duas décadas subseqüentes apresentaram uma explosão na economia russa e em conjunto a isto, muitos judeus se beneficiaram. A atividade banqueira, a construção ferroviária e a mineração destacaram famílias judias que até chegaram a obter títulos de nobreza.
Em 1881, Alexandre II foi assassinado em um atentado contra a coroa e, entre os seus assassinos, estava uma jovem judia. A mídia cresce contra os judeus e criam-se histórias de conspirações judaicas para controlar o país. Quando o sucessor da coroa, Alexandre III, toma o poder, instantaneamente começam a haver pogroms em toda Rússia, incluindo vilarejos dentro da Cherta (A região de Assentamento).
Neste mesmo ano, o czar criou as Leis de Maio. Estas apontavam que os pogroms contra os judeus eram resultado de um ódio popular e, portanto, o governo deveria restringir a atividade desta minoria. Atividades econômicas e escolaridade foram limitadas, o território permitido de moradia foi diminuído. Como resultado, 40% dos 4 milhões de judeus russos estavam pobres e a emigração aumentou drasticamente.
Em 1895, a vida dos judeus na Rússia se tornou uma rotina de perseguições com a subida ao trono do czar Nicolau II. Conhecido como o czar dos pogroms, Nicolau II usou o povo judeu como bode expiatório para o ensaio revolucionário de 1905 (série de manifestações, iniciadas após a derrota na Guerra Russo-Japonesa, pelo controle da Coréia e da Manchúria, contra o regime absolutista, que, posteriormente, foram consideradas precedentes da revolução comunista de 1917). Ataques a vilarejos foram patrocinados, panfletos anti-semitas, incluindo os Protocolos dos Sábios de Sião (documento forjado com o objetivo de canalizar a raiva contra o sistema para os judeus e apresentar a nobreza como protetora contra os judeus), foram distribuídos amplamente para a população, que rapidamente aderiu à causa, realizando os ataques às moradias judaicas.
Em 1917 as revoluções russas (de Fevereiro e Outubro, pelo calendário juliano) acabaram com o reinado czarista de mais de 300 anos. A revolução aparecia como um refúgio contra a opressão dos absolutistas, sendo assim, diversos judeus aderiram a causa revolucionária liderando grupos esquerdistas.
Alguns meses depois da revolução menshevique (de Fevereiro, moderada), o Exército Vermelho (bolshevique, radical) se voltou contra o governo de Alexander Kerensky (um menshevique) na revolução de Outubro. Esta teve amplo apoio dos judeus que se opunham ao Exército Branco, que era basicamente, uma confederação desorganizada de exércitos que se opunham ao bolshevismo e que eram acusados de representar os interesses estrangeiros (de fato, os exércitos brancos foram financiados por outros países). O Exército Branco resistiu até 1923, mas nunca conseguiu coordenar suas várias frentes de batalha; o único denominador comum entre seus soldados e oficiais era a oposição ao exército vermelho, motivo pelo qual muitos cossacos se juntaram.
Com a revolução de outubro (e a paz de Brest-Litovsk, um ano depois, com a Alemanha), as fronteiras russas foram diminuídas e, assim, o número de judeus que permaneceram no país diminuiu drasticamente: só restavam 2 milhões e 500 mil. Estes eram grandes contribuintes para o comando soviético entrando para o exército vermelho (fundado pelo judeu Trotski) ou mesmo liderando algum grupo apoiador do governo. Mas o ideal comunista não aceitava religiões e logo ritos e tradições foram proibidos. Escolas foram fechadas e mesmo a impressão de livros sagrados foi impedida. Esta campanha contra a cultura judaica religiosa foi liderada principalmente por Joseph Stalin.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o exército soviético tinha 4,4% de seus soldados judeus o que os levou a uma importante peça para a força da armada russa.
A repressão contra a cultura judaica na Rússia continuou mesmo depois da morte de Stalin e só foi cessada no governo do presidente Gorbatchev e sua política Glasnost (em russo: transparência). Gorbatchev, que assumiu o poder em 1985, iniciou um processo de abertura do regime comunista, desarmamento parcial, democratização e liberdade.
Hoje em dia, a comunidade judaica russa é a 4ª maior do mundo, perdendo de Israel, EUA e França. Existem inúmeras entidades judaicas, incluindo 4 universidades. Os judeus russos são importantíssimos para a história do povo, pois demonstram que mesmo com miséria e opressão, o judaísmo pode continuar vivo.
fonte:http://www.chazit.com/cybersio/olam/russia.html
Sabe-se da presença de judeus em regiões russas em períodos romanos ou até mesmo nos tempos helênicos. Calcula-se que nos séculos IV e V, existiam entre 10 e 30 mil judeus nas regiões da Criméia e Armênia.
Por volta do século VIII, a influência do judaísmo nos territórios que hoje chamamos de Rússia era enorme. Um povo semi-nômade, conquistou uma faixa de terra (e nela se estabeleceu) entre o Mar Negro e o Mar Cáspio. Eram os Khazares, cuja nobreza, incluindo a família real se convertera oficialmente ao judaísmo, mas sem forçar a população a fazer o mesmo. Criou-se o chamado “reino dos judeus” que durou até o século X. Mesmo depois da queda dos Khazares, a comunidade judaica continuou forte na região, principalmente no principado de Kiev.
No século XIV, o principado de Moscou adotou a ideologia de império e começou uma ação para unir as “Rússias” em um reino único. Esta unificação foi liderada por Ivan IV, O Terrível, que, embora fosse um sanguinário, conseguira unir os principados.
Como primeiro Czar do império Russo, Ivan IV baniu oficialmente todos os judeus dos seus territórios, do contrário, a ordem era que matassem qualquer judeu não convertido encontrado. Esta expulsão levou os judeus a se instalarem nos países periféricos como Ucrânia, Lituânia e Polônia, onde tiveram de refazer suas vidas.
A partir do final da Idade Média e da unificação do Império Russo, a vida dos judeus começou a sofrer muito com a influência de seus governantes. Na segunda metade do século XVIII, sobe ao trono a Czarina Catarina II. Influenciada pelo despotismo esclarecido, ela governou tentando conciliar os privilégios da nobreza e o poder real com as idéias iluministas. As únicas fatias da população que não compartilharam dos ideais liberais da czarina foram os judeus e os camponeses. Os camponeses se revoltaram diversas vezes, mas os judeus acabaram confinados em um território por um acordo que viria a se tornar um dos mais importantes capítulos na vida do povo judeu na Rússia: o “Território do Acordo”.
Em 1794 foi decretado que todos os judeus do Império Russo só teriam permissão de viver em um território demarcado e, fora destes territórios, corriam perigo de vida. Esta Zona de Residência, ou Cherta Osedlosti em Russo, tinha 1 milhão de Km² e incluía os antigos territórios da Polônia, Ucrânia, Bielorrússia e Lituânia. Os judeus estavam confinados a seus shtetls, mas viviam nos mesmos territórios que os poloneses, lituanos, ucranianos, etc.
A política dos czares russos para os judeus tinha como objetivo assimilar todos sem deixar de “usá-los” para favorecer a economia. Ao decorrer de diversos governos, na maioria anti-semitas, a enorme comunidade judaica russa foi marcada por uma pobreza econômica sem precedentes.
A política de assimilação forçada adotada pelos líderes russos tem como maior exemplo o decreto chamado de “Estatuto dos judeus”, promulgado pelo czar Alexandre I. Este decreto dizia-se um melhoramento na vida dos aproximadamente 1 milhão de judeus russos que existiam pro volta de 1804, mas a real intenção era de “russificar” o povo. O estatuto tinha como metas liberar o ensino das organizações russas para os judeus e, ao mesmo tempo, proibí-los de cultivar terras próprias, obrigando-os a migrarem para o Sul russo e trabalharem nas terras do governo. Entretanto, a comunidade não aceitou nenhum programa de assimilação do czar.
Sucessor de Alexandre I, Nicolau I reinou de 1825 a 1855 com punho de ferro e nacionalismo extremado. Foi no reinado deste czar que se fez um decreto lembrado até hoje, os “decretos de cantão”. Esta reinterpretação da lei do alistamento militar foi a ação mais agressiva com objetivo de assimilar os judeus na Rússia. Consistia na obrigação dos garotos judeus que atingissem 12 anos de irem às escolas cantonais. Estas escolas tinham péssima condição de vida e os meninos passavam por violências fortes e até fome. Estas instituições nada mais eram do que bases de assimilação forçada onde se realizavam até conversões compulsórias.
Em 1855, sobe ao trono o czar Alexandre II. Conhecido como “Czar Libertário”, ele foi o primeiro czar a implantar com força uma reforma em todo o reino para que este deixasse sua atividade agrícola e sua aristocracia atrasada para ingressar no mundo capitalista.
Esta mudança promovida por Alexandre II criava esperanças para o povo judeu que era formado por quase 3 milhões de pessoas e, realmente, boa parte do reinado do czar representou uma melhora relativa na vida dos judeus russos.
Aproveitando-se da atividade econômica já exercida por várias famílias judias, Alexandre II começou a beneficiar os judeus pródigos em atividades capitalistas e artísticas para que estes viessem a contribuir para o crescimento econômico da Rússia.
As duas décadas subseqüentes apresentaram uma explosão na economia russa e em conjunto a isto, muitos judeus se beneficiaram. A atividade banqueira, a construção ferroviária e a mineração destacaram famílias judias que até chegaram a obter títulos de nobreza.
Em 1881, Alexandre II foi assassinado em um atentado contra a coroa e, entre os seus assassinos, estava uma jovem judia. A mídia cresce contra os judeus e criam-se histórias de conspirações judaicas para controlar o país. Quando o sucessor da coroa, Alexandre III, toma o poder, instantaneamente começam a haver pogroms em toda Rússia, incluindo vilarejos dentro da Cherta (A região de Assentamento).
Neste mesmo ano, o czar criou as Leis de Maio. Estas apontavam que os pogroms contra os judeus eram resultado de um ódio popular e, portanto, o governo deveria restringir a atividade desta minoria. Atividades econômicas e escolaridade foram limitadas, o território permitido de moradia foi diminuído. Como resultado, 40% dos 4 milhões de judeus russos estavam pobres e a emigração aumentou drasticamente.
Em 1895, a vida dos judeus na Rússia se tornou uma rotina de perseguições com a subida ao trono do czar Nicolau II. Conhecido como o czar dos pogroms, Nicolau II usou o povo judeu como bode expiatório para o ensaio revolucionário de 1905 (série de manifestações, iniciadas após a derrota na Guerra Russo-Japonesa, pelo controle da Coréia e da Manchúria, contra o regime absolutista, que, posteriormente, foram consideradas precedentes da revolução comunista de 1917). Ataques a vilarejos foram patrocinados, panfletos anti-semitas, incluindo os Protocolos dos Sábios de Sião (documento forjado com o objetivo de canalizar a raiva contra o sistema para os judeus e apresentar a nobreza como protetora contra os judeus), foram distribuídos amplamente para a população, que rapidamente aderiu à causa, realizando os ataques às moradias judaicas.
Em 1917 as revoluções russas (de Fevereiro e Outubro, pelo calendário juliano) acabaram com o reinado czarista de mais de 300 anos. A revolução aparecia como um refúgio contra a opressão dos absolutistas, sendo assim, diversos judeus aderiram a causa revolucionária liderando grupos esquerdistas.
Alguns meses depois da revolução menshevique (de Fevereiro, moderada), o Exército Vermelho (bolshevique, radical) se voltou contra o governo de Alexander Kerensky (um menshevique) na revolução de Outubro. Esta teve amplo apoio dos judeus que se opunham ao Exército Branco, que era basicamente, uma confederação desorganizada de exércitos que se opunham ao bolshevismo e que eram acusados de representar os interesses estrangeiros (de fato, os exércitos brancos foram financiados por outros países). O Exército Branco resistiu até 1923, mas nunca conseguiu coordenar suas várias frentes de batalha; o único denominador comum entre seus soldados e oficiais era a oposição ao exército vermelho, motivo pelo qual muitos cossacos se juntaram.
Com a revolução de outubro (e a paz de Brest-Litovsk, um ano depois, com a Alemanha), as fronteiras russas foram diminuídas e, assim, o número de judeus que permaneceram no país diminuiu drasticamente: só restavam 2 milhões e 500 mil. Estes eram grandes contribuintes para o comando soviético entrando para o exército vermelho (fundado pelo judeu Trotski) ou mesmo liderando algum grupo apoiador do governo. Mas o ideal comunista não aceitava religiões e logo ritos e tradições foram proibidos. Escolas foram fechadas e mesmo a impressão de livros sagrados foi impedida. Esta campanha contra a cultura judaica religiosa foi liderada principalmente por Joseph Stalin.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o exército soviético tinha 4,4% de seus soldados judeus o que os levou a uma importante peça para a força da armada russa.
A repressão contra a cultura judaica na Rússia continuou mesmo depois da morte de Stalin e só foi cessada no governo do presidente Gorbatchev e sua política Glasnost (em russo: transparência). Gorbatchev, que assumiu o poder em 1985, iniciou um processo de abertura do regime comunista, desarmamento parcial, democratização e liberdade.
Hoje em dia, a comunidade judaica russa é a 4ª maior do mundo, perdendo de Israel, EUA e França. Existem inúmeras entidades judaicas, incluindo 4 universidades. Os judeus russos são importantíssimos para a história do povo, pois demonstram que mesmo com miséria e opressão, o judaísmo pode continuar vivo.
fonte:http://www.chazit.com/cybersio/olam/russia.html
domingo, 9 de setembro de 2012
Origens do Aikijujutsu (II)
Origens do aikijujutsu II
Infelizmente muitos ainda acreditam que o Aikijujutsu
é uma mistura de Aikido com Jujutsu, ou uma criação recente de Sokaku Takeda. Isso apenas reflete o analfabetismo
marcial existente em nossos dias, pois o Aikijujutsu é uma Arte RAIZ, ou seja
ela á a mãe de diversas artes, entre elas o aikido.
Tradições remontam a origem do Aikijujutsu
conhecido na época como oshikiuchi Daito Ryu até as mãos de Shinra Saburo
Minamoto Yoshimitsu (1056-1127), um guerreiro lendário e um descendente do
Imperador Seiwa. Os contos que circundam as habilidades de Yoshimitsu retratam
ele como um homem habilidoso nas artes do arco e flecha (kyujutsu), da lança (sojutsu),
e a espada (kenjutsu), dentre outros, além disso como sendo um grande
cavaleiro. O que muitos não sabem é que Yoshimitsu era irmão mais novo de
Minamoto no Hachiman, um dos maiores guerreiros da história japonesa, que foi
elevado ao status de Kami (divindade), sendo lembrado até os nossos dias nos
templos Shintoistas
Yoshimitsu, teria sido inspirado pela teoria das técnicas da aranha (gumo)
em sua estratégia para capturar uma presa. Um enorme estudioso ele chegou a
dissecar os corpos de soldados inimigos mortos para investigar a estrutura das
juntas, a resistência dos ligamentos, musculatura e outros fatores e baseado
nestas observações ele fundamentou novos princípios de combate desarmado. O que
poucos sabem é que o maior apoio de Yoshimitsu foi seu irmão Lorde Hachiman que
em combates dos mais variados tipos testava as teorias do irmão e foram durante
estes combates que as estruturas do aikijujutsu foram formuladas. Assim
Yoshimitsu organizou sua arte e seu Irmão Hachiman criou um sistema interno que
deveria ser ensinado a poucos onde o Aikijujutsu mesclava-se a outros itens do
Bujutsu como o Kempo, Jujutsu, Koppojutsu, Tantojutsu e vários outros. A este
sistema damos hoje o nome de Hachiman-te (mão de Hachiman) e seu ensino é
reservado aos níveis Okuden de nossa escola, sendo parte da estrutura Himitsu
do nosso Aikijujutsu.
Yoshimitsui e
Hachiman ensinaram sua arte a uns poucos guerreiros de elite e entre eles
apenas três tiveram acesso ao Hachiman-te, um deles sendo conhecido em nossa
escola apenas como Dai Shin Gumo (Grande Aranha divina) e é dele que provem o
nosso sistema desta arte. Futuramente falaremos mais sobre o Grande Mestre Dai
Shin Gumo.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Quiz
Perguntas e respostas
Mestre Rogério Gouveia conversa com
Grão Mestre Akiva
1- Qual a verdadeira origem das artes marciais do povo hebreu?
= Vejo muita confusão à respeito disso. Li em um site de uma grande escola que o Krav maga é uma arte milenar e duas linhas abaixo o mesmo texto falava que ele havia sido criado em 1940. Isso é loucura, ou a arte é milenar ou ela foi criada em 1940. Quem escreveu isso deveria rever suas convicções pois o texto nega a si mesmo.
Sempre entendi o Krav maga como uma arte milenar e não considero sua origem em 1940. Krav maga quer dizer combate corpo a corpo e como tal seria imbecil achar que alguém o teria criado há poucas décadas. O povo hebreu pratica guerra há milênios e estes eventos estão bem gravados, inclusive nas paginas da Torah. Achar que um ou outro homem criou algo que se chama combate corpo a corpo é no mínimo uma insanidade. A construção do Krav maga é milenar, o que ocorreu foi sua transformação drástica no decorrer do último século.
2- Como o senhor vê a disseminação do Krav maga pelo mundo?
= Veja com bons olhos.
3- E sobre a diversidade de escolas que propagam a arte?
= Isso também é muito bom. É interessante ver que nesta diversidade de escolas temos uma gama enorme de técnicas que variam de uma para outra escola. Isso somente mostra que o Krav maga não foi fruto de um homem mas sim de toda uma história do povo hebreu.
Sei que em muitas destas escolas a técnica ensinada é extremamente pobre e as vezes confusa, pois não respeita princípios básicos de combate, mas isso não me preocupa pois o tempo irá tratar de eliminá-las ou as transformar em atividades esportivas.
4- Muitos dizem o que Krav maga é uma arte sem princípios filosóficos, o que o senhor tem a falar sobre isso?
= Tudo que gira ao redor do povo hebreu tem forte base filosófico religiosa e esta base se encontra principalmente na Torah. O que ocorre é que muitos dos Mestres que propagam a arte não tem conhecimento da Torah, eles a negam e assim negam a própria essência de quem são e perdem a oportunidade de acesso a uma força que transcende em muito a qualquer capacidade física conseguida por treino. Qualquer mestre de artes marciais orientais sabe ao que me refiro. Este conceito de uma energia superior não esta restrito ao oriente, ele também existe entre nós hebreus e esta enraizado fortemente em nossa cultura e religião.
5- Como se deu o contato do senhor com as artes de combate?
= Meu povo passou por coisas que hoje seriam inimagináveis. Falar sobre o holocausto ainda me afeta muito, principalmente por que eu o vivi pessoalmente, perdi grande parte da minha família nos campos de concentração.
Esta vivencia mudou minha vida. Incutiu-me um ódio profundo pelos nossos inimigos e movido por este ódio entrei para as forças militares e depois para o serviço secreto de inteligência de Israel, onde treinei oque as pessoas hoje conhecem como Krav maga. Pude ver com meus olhos o aperfeiçoamento da arte realizado através da aquisição de conhecimento de várias modalidades marciais.
6- É verdade que o senhor chegou a treinar com mestres de Bujutsu (arte samurai de guerra)?
= Sim, principalmente com o renomado Mestre Akaoni, dissidente do Kampai tai (serviço secreto japones) que se desfez com a queda do Japão no fim da segunda Grande Guerra Mundial. Foi uma época dura onde as artes de combate praticadas em Israel, principalmente nas forças especiais do serviço de inteligência, mudaram drasticamente adquirindo um enfoque muito mais mortal do que antes poderíamos sonhar.
Mas deixe-me explicar um pouco melhor, mesmo que de forma resumida. Podemos dividir a sistemática das artes de combate, do Krav maga, em alguns planos de ensino. Em um primeiro plano era ensinado ao praticante técnicas de combate de execução rápida e simples que o capacitariam ao combate contra inimigos armados e desarmados. Estas técnicas se focavam em golpes traumáticos e em algumas poucas torções e quedas que também visavam destruição. Esta hoje é a alma da grande maioria das escolas de Krav maga. Este treino era ministrado em três anos.
Em um segundo plano estes ensinamentos eram aprofundados e o praticante tinha acesso a novas teorias e praticas marciais que visavam anulação de inimigos mais preparados. Neste ponto se aprofundava em ataques múltiplos, torções, quedas e vários outros itens que permitiam lutar em um nível superior tanto buscando a eliminação do inimigo como sua imobilização para captura. É muito difícil observarmos tais elementos nas escolas atuais de Krav maga.
Ainda havia um terceiro plano onde nos especializávamos em sistemas de brutais de eliminação tanto armados quanto desarmados. Ajudei pessoalmente a implantar este sistema e foi nesta época que conheci Mestre Akaoni e os mais profundos sistemas marciais do Bujutsu. Mas este treino era reservado apenas a mais alta elite do corpo de inteligência, de forma alguma era um sistema de treino aberto a todos.
7- Mestre, muito obrigado por estas palavras. E gostaria de convidá-lo para uma nova conversa sobre seu contato com Dai Hanshi Massaro Tanaka.
= Será um prazer, mas devemos marcar logo, pois em agosto (2012) vou estar partindo para a África onde passarei seis meses como missionário e não tenho uma data exata para voltar ao Brasil.
Quiz
Perguntas e respostas
Mestre Rogério Gouveia conversa com
Grão Mestre Massaro Tanaka
1- Como senhor encara a transformação gradual dos sistemas de Jutsu em Do? (Mestre Gouveia)
= Considero isso um equivoco marcial sem precedentes na história das artes de combate. Devemos encarar os sistemas de Do como esportes, caminhos filosóficos ou pseudo religiosos, mas não como Artes Marciais, pois eles não mantém as caracterizas básicas de uma arte de guerra. O Do serviu apenas para decair as Artes do Jutsu em esportes de competição e artes marciais não devem ser treinadas para competição e sim para a manutenção da vida em meio a uma situação de perigo. Jutsu não é esporte, não tem campeonatos e nem nada como isso. Se há competição NÃO É JUTSU, NÃO É ARTE MARCIAL.
2- Por que grande parte dos sistemas que ainda mantém as características do Jutsu se negam a abrir as portas para ocidentais?
= O ocidental é em geral avesso à disciplina necessária para seguir um caminho marcial. O Jutsu é uma trilha que se abre a longo prazo e o ocidental é imediatista, por isso grande parte das famílias que mantém o Jutsu aceitam a entrada de ocidentais apenas enquanto são crianças e não foram contaminadas por este imediatismo.
3- Qual a utilidade das artes da guerra para o homem moderno?
= Quando alguém procura um sistema marcial deveria fazê-lo para se defender e o Jutsu serve exatamente para isso. Mas o imediatismo ocidental atrapalha até mesmo isso. É só observarem o número de "sistemas de rápido aprendizado" que surgem a cada dia e se rogam como sistemas de guerra. Simplicidade nas artes da guerra geram simplesmente a destruição do praticante perante alguém melhor preparado. A maior parte dos mestres de hoje destas pseudo artes modernas cairiam como folhas ao vento perante um aluno intermediário de UMA VERDADEIRA ARTE DA GUERRA COMO O BUJUTSU.
4- Em que momento a manutenção das tradições afeta a essência das artes da guerra, do jutsu?
= Esse é um outro problema gerado pela infecção do Do no meio das artes da Guerra. A única tradição mantida pelos verdadeiros caminhos da guerra é o da eficiência. A perda de tempo gerada pela manutenção de tradição sem sentido é enorme. Vemos aulas onde se perde mais da metade do tempo útil em saudações inúteis. Vemos Mestres que seguem enormes rituais em suas apresentações e na hora de mostrar a técnica acabam perdidos pela falta de conteúdo. Mas o pior é que o publico que nada sabe sobre os caminhos da guerra muitas vezes acha isso lindo e maravilhoso.
5- Qual o futuro que existe para os caminhos do Jutsu nos dias modernos?
= Vagarosamente as pessoas estão buscando sistemas mais eficientes para suas necessidades de defesa e esta busca vai acabar levando-as ao Jutsu, desde que os Mestres que ainda restam passem a encarar estas necessidades com clareza e sinceridade e parem de ensinar lixo marcial como se fosse algo útil. Creio que será um caminho vagaroso mas não vejo as artes da guerra como algo em extinção, creio apenas que estamos em um momento de transição, um momento como outros que já tivemos no passado.
6- Futuramente podemos conversar sobre estes momentos do passado e em como eles geraram o isolamento de grande parte das famílias que verdadeiramente tinham o conhecimento real das artes da guerra.
= Sem problemas, com toda certeza falaremos sobre isso.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Comunicado
Comunicado
Tenshikan
Reafirmando nosso Status de Escola de Artes Marciais e não de simples
arte marcial e devido ao aumento do número de Graduados Chuden entre nós e a proximidade
da graduação dos nossos primeiros Joden, acabamos por alterar nossos
departamentos de ensino visando elevar a qualidade do aprendizado dos nossos
membros que agora iniciarão o estudo profundo de novas disciplinas.
Para tanto criamos o departamento
Chugoku-kai que terá como objetivo dinamizar o estudo dos sistemas marciais de
influencia Chinesa e de outros pontos do continente asiático que antes estavam distribuídos
entre nossos dois departamentos pré existentes (Hiten Ninpo Bujutsu e Ryokai
Kakuto Ninjutsu).
Com isso o departamento Ryokai Kakuto
Ninjutsu continuará sendo o órgão responsável pela estruturação do ensino das
disciplinas de origem Shinobi como o Dakentaijutsu, Jutaijutsu, Gyaku-te e
outras. O departamento Hiten Ninpo Bujutsu por sua vez continuará a frente das
disciplinas Samurais como o Jujutsu, Aikijujutsu, Kempo tradicional, KumiUchi e
outras. A comunicação entre os departamentos continuará a mesma pois inúmeras
disciplinas são parte Shinobi e parte Samurai (Kyusho, Koppojutsu...).
Por outro lado, com a criação do
departamento Chugoku-kai, estas são algumas das disciplinas que ganharão estudo
especifico em Chuden e áreas de especialização em Joden: Chugoku kempo,
Kinnajutsu, Hakkesho, Tenpoi, Makato Kenjutsu, Makato Kobujutsu e Koshi no
mawari.
Além disso, depois de analisar o pedido
de alguns de nossos Chuden e Shoden que são professores e Mestres de outras Artes
Marciais estamos em fase final de estruturação de um novo departamento que terá
como objetivo o estudo e analise dos sistemas marciais não orientais que
consideramos relevantes na evolução do guerreiro marcial. Mas sobre isso
falaremos posteriormente.
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