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sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Primórdios e lendas do Japão

Primórdios e lendas do Japão

Falar do Japão anterior ao século VI é de extrema dificuldade, pois a escrita ainda não era difundida no país nesta época.

Fatos se misturam a lendas e assim se forma uma epopéia.

Abaixo citarei um pouco sobre esta época antiga que muito influenciou as artes marciais dos nossos dias.

A sociedade japonesa antiga era dividida em tribos espalhadas por todo o arquipélago. A esse conjunto dava-se o nome de Reinos de Wa.

Em 57 d.C., o Rei Nu (provavelmente um dos cinco Reis de Wa) recebeu um foral de ouro do Imperador chinês, onde está escrito a seguinte frase: "Ao Rei Nu, de Wa, vassalo de Han". Han era a dinastia reinante na China naquela época, e com base neste artefato muitos historiadores defendem a tese de que, em seus primórdios, alguns ou todos dos vários chefes de clãs do Japão eram tributários do Império Chinês ou dos Reinos Coreanos.

Neste período os clãs estavam em guerra, mas vagarosamente o clã (uji) Yamato começou a se sobressair até que no século IV estava as portas de se tornar o principal do Japão.

Um fato marcante ocorreu em, em 239 d.C., quando a Rainha Himiko, do clã Yamato, enviou uma embaixada à Corte Imperial Chinesa. Pelo que se sabe, está foi a primeira missão diplomática japonesa da História. E uma mostra de independência em relação aos seus vizinhos. De acordo com as crônicas de Wei (Wei Zhi), 30 reinos de Wa haviam sido unificados sob a liderança de uma rainha xamã, Himiko de Yamatai, em meados do século III. (escreveremos mais em crônicas de Makato)

No século IV quando o Japão era denominado os cinco reinos de Wa, um fato marcou época, foram as invasões coreanas, que foram rechaçadas pelo reino de Yamato, fato possível pelo forte uso da cavalaria por tal reino.

O reino de Yamato não só expulsou os invasores como também os atacou.

Como resultado, em 366, dominaram o Reino Coreano de Paekche (que se tornou tributário), o qual controlavam a partir da região de Mimana, que estava sob sua administração direta. Com tal superioridade militar, os outros clãs foram obrigados a nomear os Yamato como o clã líder de uma liga de clãs nipônicos, pagando-lhes alguns tributos. Os novos governantes se aproveitaram da posição recém-conquistada para impor o culto ao seu kami fundador aos outros clãs.

Eles se diziam descendentes da deusa do Sol, o que lhes dava muito poder, pois esta era uma deusa comum a todos os cultos. Graças a tal posição, os chefes Yamato ganharam o título de Okimi (Rei Soberano). O termo utilizado para designar os soberanos do Japão, tenno, só aparece a partir do século VII.

Os governantes de Yamato, que provavelmente formavam uma confederação de chefes tribais ligados entre si pelo casamento, diziam-se descendentes da deusa do Sol e estenderam os seus poderes para leste e oeste.

Por volta do século V ou VI, uma única geração real parece ter mantido a sua posição face a Yamato.

Para além da corte de Yamato, a sociedade de clãs dividia-se em uji, be e escravos. Os chefes do uji eram também conhecidos como Okimi. Muito uji tinham origens e ligações com o continente e possuíam a capacidade de executar serviços especiais. Os chefes uji executavam os rituais tribais, evocavam as divindades locais (kami) e dirigiam os cultos ancestrais.

Nesta época anterior aos Samurais ou aos Shinobis as artes da guerra já floresciam no Japão através de guerreiros nativos e de exilados do continente asiático, principalmente da China, que iam parar no país.

(Falaremos mais sobre essa era, na crônicas de Makato)

Ryu de Ninjutsu e Bujutsu continuação 3

Akiba Ryu

Bizen Ryu

Echizen Ryu

Fukushima Ryu

Fuma Ryu

Haguro Ryu

Ichizen Ryu

Kaji Ryu

Koyo Ryu

Koshu Ryu

Kuroda Ryu

Kyushin Ryu

Matsuda Ryu

Matsumoto Ryu

Mino Ryu

Nakagawa Ryu

Nanban Ryu

Natori Ryu

Negishi Ryu

Negoro Ryu

Ninko Ryu

Rikuzen Ryu

Ryusei Ryu

Saiga Ryu

Satsuma Ryu

Shinto Shobu Ryu

Shinshu Ryu

Takeda Ryu

Takemura Ryu

Uesugi Ryu

Yamabushi Joshu Ryu

Yoshitsune Ryu

-

Ryu de Ninjutsu e Bujutsu continuação 2

Byaku Ryu


Hiryu Ryu

Isshu Ryu

Kawachi Yon Tengu Ryu

Koga Ryu

Kuruya Ryu

Otomo Ryu

Sasaki Ryu

Shinpi Ryu

Sugawara Ryu

Tachibana Hachi Tengu Ryu

Taira Ryu

Taro Ryu

Tatara Ryu

Tomo Ryu

Fujiwara ryu

-

Ryu de Ninjutsu e Bujutsu continuação

Abe Ryu

Arima Ryu

Fujiwara Ryu

Fukii Ryu

Hanbe Ryu

Hata Ryu

Hattori Ryu

Hisahara Ryu

Ibuki Ryu

Iga Ryu

Iida Ryu

Ise Ryu

Ishitani Ryu

Izumo Ryu

Kanbe Ryu

Kaneko Ryu

Kaneko Ryu

Kashiwabara Ryu

Kataoka Ryu

Kimata Ryu

Kimura Ryu

Kotani Ryu

Kuriyama Ryu

Kazama Ryu

Minamoto Ryu

Mizuhari Ryu

Momochi Ryu

Mori Ryu

Narita Ryu

Oda Ryu

Ohkuni Ryu

Ooyama Ryu

Otsuka Ryu

Sakagami Ryu

Sawada Ryu

Shima Ryu

Shindo Ryu

Sugino Ryu

Suzuki Ryu

Taira Ryu

Toda Ryu

Togakure Ryu

Toyata Ryu

Tozawa Ryu

Tsutsumi Ryu

Ueno Ryu

Ryu de Ninjutsu e Bujutsu (exemplos)

Tozawa Ryu / Tsutsumi Ryu / Ueno Ryu / Akiba Ryu / Ichizen Ryu / Bizen Ryu Echizen Ryu / Fukushima Ryu / Fuma Ryu / Haguro Ryu / Kaji Ryu / Koyo Ryu Ninko Ryu / Takeda Ryu / Kyushin Ryu / Matsumoto Ryu / Mino Ryu /Nakagawa Ryu / Nanban Ryu / Natori Ryu / Negishi Ryu / Negoro Ryu / Ryusei Ryu / Saiga Ryu / Satsuma Ryu / Shinto Shobu Ryu / Takemura Ryu / Uesugi Ryu / Yoshitsune Ryu / Shinshu Ryu / Joshu Ryu / Rikuzen Ryu / Koshu Ryu / Koga Ryu / Iga Ryu Kigakushi Ryu / Togakure Ryu / Takegawa Ryu / Hattori Ryu / Haguro Ryu / Nakagan Ryu / Uesugi Ryu / Matsumoto Ryu / Matsuda Ryu / Natori Ryu / Kuroda Ryu / Bisen Ryu Fukushima Ryu / Hatano Ryu /Erazen Ryu/ Gyokko Ryu/ Kukishinden Ryu/ Kito Ryu/ Gikan Ryu/ Koto Ryu/ Izumo Ryu/ Hon Tai Gyokushin Ryu/ Gyokushin Ryu/ Shindenfudo Ryu/ Takagi Yoshin Ryu/ Kyoichi Ryu/ Uchikawa Ryu/ Gen Ryu / Ryumon Ryu/ Kadono Ryu/ Goton Ryu/ Taki Ryu / Saua Ryu / Hakuun Ryu/ Yoshimori Ryu / Tsuji-Ichimu Ryu/ Kumogakure Ryu/ Tento Happo Ryu/ Momochi Ryu/ Takino Ryu/ Gikan Ryu/ Hiten Ryu/ Rikyoku Ryu/ Shinpi Ryu/ Taira Ryu/ Isshu Ryu/ Tengu Ryu/ Taro Ryu/ Kuriya Ryu/ Tomo Ryu/ Tatara Ryu/ Otomo Ryu/ Hiryu Ryu / Fujiwara Ryu/ Kawachi Yon Tengu Ryu/ Sasaki Ryu/ Byaku Ryu/ Sugawara Yagyu Shingan Ryu/ Asayama Ichiden Ryu/ Asayama Ryu / Kukishin Ryu / Shinden Tatara Ryu/ Abe Ryu / Arima Ryu/ Genjitsu Ryu/ Fukii Ryu / Hanbe Ryu/ Hata Ryu/ Hisahara Ryu/ Ibuki Ryu / Shizuki Ryu/ Nakayama Ryu / Tanaka Ryu / Nomura Ryu / Shinozaki Ryu / Hayashi Ryu / Yamada Ryu/ Iida Ryu/ Ise Ryu/ Ishitani Ryu/ Kanbe Ryu/ Kaneko Ryu/ Kashiwabara Ryu / Kataoka Ryu/ Kimata Ryu / Kimura Ryu/ Kotani Ryu/ Kuriyama Ryu / Kazama Ryu/ Minamoto Ryu / Itto Ryu / Suio Ryu / Mizuhari Ryu/ Mori Ryu/ Narita Ryu/ Oda Ryu / Ohkuni Ryu/ Ooyama Ryu/ Otsuka Ryu/ Sakagami Ryu/ Sawada Ryu/ Shima Ryu/ Shindo Ryu/ Sugino Ryu/ Suzuki Ryu/ Toda Ryu / Toyata Ryu/ Hayashizaki Ryu

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Koryu-no-bujutsu

Koryu é um termo que se refere às escolas ou tradições antigas e quando citamos koryu no Bujutsu passamos a nos referir as escolas antigas da arte da guerra.
Ko – antigo
Ryu – escola
Bu – guerra
Jutsu – arte
No sistema Koryu-no-bujutsu de nossa escola vemos vários estilos de sistemas de guerra praticados antes no passado, sistemas antes que envolvem técnicas estratégia e meditação.
Com o koryu-no-bujutsu tentamos manter os sistemas antigos para que o guerreiro de hoje entenda como eram praticadas as artes marciais a séculos atrás no Japão. Com isso mostramos as raízes destes sistemas de combate e mantemos preservadas suas técnicas mais secretas, não as deixando cair no esquecimento.
Os sistemas de guerra foram desenvolvidos pelos Bushi, guerreiros, sejam eles Samurais, Sohei, Yamabushi ou qualquer outra das classes existentes na época no Japão, e foram desenvolvidas para os campos de batalha, visando a sobrevivência que era conseguida pela eliminação sumaria do inimigo. Devido a isso os sistemas de Koryu possuem técnicas de alto valor bélico que se tornam indispensáveis na evolução de um guerreiro, principalmente em uma sociedade conturbada como a nossa, nos dias atuais.
Como existem muitos subsistemas dentro do Koryu-no-bujutsu adotamos uma nomenclatura o mais próxima possível da antiga, mas sem prejudicar o aluno fazendo-o assimilar muitos nomes para a mesma coisa e assim perder um tempo que poderia ser usado no aprimoramento técnico.
Por último devo dizer que Koryu-no-bujutsu é uma arte do sistema interno de nossa escola e apenas é ensinada em sua integra a aqueles que tem seu caminho traçado pelos ditames da honra, respeito e disciplina.

Koppojutsu

Koppojutsu

A Arte do KOPPOJUTSU visa quebrar as partes mais vulneráveis da estrutura óssea do corpo humano, tanto por meio de atemis, como por chaves de articulações semelhantes as do Aikijujutsu ou do Gyaku te jutsu. Para isso o praticante tem que saber quais são estas partes, quais as maneiras mais corretas de se bater ou torcer cada uma delas e qual o angulo da batida ou chave. Esses fatores variam de ponto para ponto e requerem um estudo extenso por parte do praticante.

Na maior parte dos RYUs (ESCOLAS) atuais ,da Arte SHINOBI ou do Bujutsu,o KOPPOJUTSU é ensinado ao aluno após este alcançar certa graduação e assim também o é no Hiten.

Não é necessária muita força física para se aplicar os golpes desta arte, pois o esqueleto humano não apresenta grande resistência a impactos ,quando dados da maneira correta. Um fator que influencia é a massa muscular que o inimigo tem sobrepondo certas regiões de sua estrutura óssea, mas dentro do KOPPOJUTSU ,grande parte dos pontos a serem atacados, não são cobertos por grandes volumes musculares.

O KOPPOJUTSU é um sistema, que estuda as zonas mortais do corpo humano, e com isso deve ser ensinado com responsabilidade.

Agradeço muito aos meus Mestres, Shihan F. Shizuki, um dos únicos a dominar integralmente esta técnica nos dias atuais, e Shihan Massaro Tanaka, considerado o maior expoente do koppojutsu nos dias atuais, que me ensinaram esta arte em sua integra.

Kenpo

Para traçarmos uma origem para o Kenpo temos que voltar a china e a Bodhidarma.

No ano 520 d.C. o monge Bhodidarma (Ta Mo para os chineses, Dharuma no Japão), 28º patriarca budista e introdutor da doutrina Zen, viajou em peregrinação da Índia a China, indo para o norte, para o Reino de Wei, com o intuito de divulgar os princípios do Budismo Zen , ocorrendo assim o fantástico encontro com o imperador Wu, da dinastia Liang. Este encontro está registrado, devido as intensas discussões e conversações ocorridas entre os dois sobre o Budismo. Para Bhodidarma o encontro não teve validade. As palavras de Bhodidarma ao imperador nada significavam e assim, ressentido por suas tentativas, Bhodidarma deixou o palácio do Imperador e viajou para a província de Honan, onde ingressou no templo Shaolin (Shorinji em japonês).
Conta-se que, ao chegar, teria ficado insatisfeito com a pouca resistência física dos monges durante a prática de exercícios de desenvolvimento espiritual. Os monges estavam em péssimo estado, física e mentalmente, devido ao excesso de tempo que gastavam exclusivamente com meditação. Com o intuito de melhorar a forma física dos monges, desenvolveu uma série de exercícios conhecida como Shih Pa Lo Han Sho ou As 18 mãos de Lo Han. Esses exercícios, que são a base para quase todas as artes marciais existentes não foram originalmente destinados como método de luta. Elas eram uma maneira com a qual os monges poderiam preservar sua saúde física enquanto praticavam exercícios de meditação. Mas dizem que Bodhidarma ou Daruma lhes ensinou também secretamente uma aplicação marcial para tais técnicas que pertenciam a um sistema secreto de combate que ele tinha visto em seus “ sonhos “.
Com o tempo e a entrada do conhecimento chinês no Japão esta arte secreta chegou até o país do sol nascente e se desenvolveu para uma atividade de guerra altamente belicosa, chamada Kenpo.

O nome da arte pode ser traduzida para o português da seguinte forma:

Ken - punhos

Po - método, modelo

O "método dos punhos" objetiva a sobrevivência a todo custo, sendo considerada por muitos, uma prática de extrema violência, onde a velocidade e letalidade são colocadas em um grau de eficiência nunca sonhado antes.

Diz um ditado que, no tempo de uma pétala de rosa cair ao chão, um praticante de Kenpo deveria realizar mais de mil movimentos.

O Kenpo é uma arte marcial voltada para a eficiência, onde são explorados movimentos rápidos e agressivos em um fluxo dinâmico que quando iniciado não pode ser parado. Sua filosofia é causar o maior dano no menor espaço de tempo possível.

O Kenpo foi desenvolvido para fins de guerra, e por isso foi posteriormente proibido no Japão, ficando restrito somente a poucos grupos que tinham como finalidade a prática marcial como meio de arte de guerra.

No Kenpo o corpo é considerado uma arma e seu treinamento prepara o homem para realizar e absorver todos os ataques que por ventura venham contra ele. Todos os movimentos são ataques e defesas ao mesmo tempo tornando assim essa uma arte sem igual.

Estudamos anatomia, uso do Ki, movimentação fluídica e vários outros itens nesta fantástica arte marcial que faz parte do Hiten.

Jujutsu

O Jujutsu é um dos mais antigos sistemas de combate do Japão e se dedica a envolver o inimigo com golpes a curta distancia para então lança-lo ao solo de maneira brutal e ali terminar sua destruição.
No jujutsu se usam inúmeras projeções de origem semi circular e uma variedade imensa de chaves, torções e atemis que podem ser desferidos tanto em pé como no solo. Mas o jujutsu difere em muito do Jiu-jitsu que hoje é conhecido em nosso país. A origem dele é a guerra e suas técnicas não são baseadas em regras e nem voltadas para competições que servem apenas para inflar EGOS. O objetivo do Jujutsu é a sobrevivência e para tanto se vale de um universo vasto de técnicas.

A sua origem se perde no tempo nos deixando rastros de que tenha sido influenciado por artes da Índia omesclada a técnicas dos povos primitivos japoneses.

O jujutsu treinado dentro do Hiten mantém as raízes de sua criação e é uma arte de extrema eficiência que no passado era uma incrível arma de combate para as tropas japonesas que conquistaram grande parte da Ásia. O refinamento de nossas técnicas se deve a milhares de anos de tradição nas artes da guerra que começaram com Shiro Tanaka e seguem até os dias atuais.

Aikijujutsu

Aikijujutsu

A origem do Aikijujutsu, arte marcial praticada na antiguidade pelos nobres japoneses perde-se na história já que o Japão antigo não dominava a prática da escrita, restringindo o conhecimento passado apenas à forma oral.

Diz-se que sua origem vem da arte da espada, o Kenjutsu, e que foi criado para o combate na ausência da espada quando não havia outras soluções para a defesa que não o conceito do Sukima (vazio). Sukima ou Ku é um fundamento básico do Aikijujutsu, e nos mostra como fazer com que um adversário chegue a derrota apenas usando os conceitos dos quatro elementos, água, fogo, ar e terra.

Sabe-se que Minamoto No Yoshimitsu, e seu irmão Yoshilie Minamoto do clã de Aizu aperfeiçoaram as técnicas guerreiras que já existiam no seu e em outros Clãs, cujas origens como já dissemos se perdem no tempo. Minamoto distinguiu-se como famoso professor de Lança (SOJUTSU) e seu irmão Yoshilie Minamoto como arqueiro KIUJUTSU, além de ambos serem Mestres de TAIJUTSU.

O filho mais velho de Yoshimitsu Minamoto, Yoshikio mudou-se para a área conhecida como Kai e fundou uma nova ramificação da família denominando Kai Genji Takeda. Significando, Kai o local, Genji o nome original da família, e Takeda o novo nome da família. A família, Takeda desenvolveu Artes Marciais de Estilos próprios incluindo, A Arte de Cavalgar, Lança Espada e Técnicas de Aikijujutsu. Ainda atualmente as únicas escolas de cavalgar do Japão são a Takeda Ryu e OgaSawara Ryu e ambas atribuem à Minamoto No Yoshimitsu como seu fundador.

O Aikijujutsu é assim uma arte muito antiga, que se baseia na harmonia e na utilização do Ki. O Ki é a manifestação de tudo que nos envolve e a nós mesmos. No Aikijujutsu, se focaliza os estudos em sua condução e direcionamento e para tanto são usadas movimentações circulares que envolvem totalmente o adversário colocando-o a nossa total vontade.Seus golpes se organizam em chaves, torções e imobilizações, de modo a invalidar o inimigo buscando a harmonia do corpo. Assim como o uso dos círculos para colocação de atemis o que é estudado em sua forma Orosu (Forma violenta).

O nome da arte pode ser traduzida para o português da seguinte forma:

Ai: harmonia,amor

Ki: energia, força vital

Ju: flexibilidade

Jutsu: arte

O AikiJuJutsu, desde sua organização por Minamoto no Yoshimitsu, teve vários caminhos distintos, que resultaram em diferentes estilos, como o Daito Ryu Aiki JuJutsu, fundado por Sokaku Takeda do qual se originaram o Aikido e o Hapkido.

O Aikijujutsu é um sistema fascinante, mas de difícil aprendizado, em seu inicio principalmente, pois o praticante tem que aprender a se mover com fluidez e principalmente tem que achar o centro de equilíbrio de si mesmo (corpo, mente e espírito). Pode ser uma arte extremamente suave com a qual o inimigo é mantido sobre controle em sua insignificância ou pode se tornar dura então o esmagando violentamente com seus golpes da forma Orosu. No Aikijujutsu o lutador é como o sol, pode dar conforto, mas também pode queimar impiedosamente.

Em breve falaremos sobre particularidades de nosso sistema.

Um pouco sobre os Samurais

Um pouco sobre os Samurais

Os samurai eram à elite guerreira do Japão feudal. Na era dos xogunatos, seu status se consolidou como um grupo seleto da sociedade. As armas e armaduras que usavam eram símbolos de poder e o registro do que era ser um samurai. Mas havia mais nestes guerreiros do que armas, havia o Bushido, um código de honra muito precioso, o caminho do guerreiro, no qual a honra, lealdade e coragem eram os princípios básicos.

A espada era considerada a alma do samurai. Todo bushi (nome da classe dos samurais), portava na cintura duas espadas, o katana (espada longa) e wakisashi.

Começando como simples soldados de milícia e guardiões da corte imperial, os samurais tomaram efetivamente o poder no ano de 1185, florescendo numa sociedade feudal em que se garantia lealdade a um chefe guerreiro necessitado de soldados para proteger e expandir seus domínios.

Após tomar o poder do Imperador que estava no topo da cadeia de comando no Japão e relegá-lo à figura decorativa o xogun passou a deter o controle máximo, mas as freqüentes guerras entre clãs, minavam seu poder e com isso inúmeros combates acabaram varrendo o Japão, até que séculos depois o poder novamente retornou ao Imperador. (vejam o Texto sobre a História do Japão.)

A classe militar, os samurais, governou o Japão da Era Kamakura (final do século XII) até terminar a Era Edo, na segunda metade do século XIX.

Em meados do século XV, aconteceu uma guerra civil que durou cerca de 100 anos, lutas entre os senhores samurais de diferentes domínios. O promotor da unidade nacional e pacificador foi Toyotomi Hideyoshi.

A Era Edo iniciou no começo do século XVII, quando Tokugawa Ieyasu criou um governo em Edo, atual Tokyo, durando mais de 200 anos. Nesta época, o Japão só fazia intercâmbio com a China e os Países Baixos. O Japão começou a se abrir para os EUA e as potências européias com a chegada do comodoro estadunidense Matthew Perry em 1853.

A época dos samurais se finalizou com a Restauração Meiji de 1868, dando início a um novo sistema de governo baseado no Imperador, fomentando a modernização. Adaptou sistemas políticos, sociais e econômicos ocidentais e estimulou a atividade industrial.

Os Samurais por séculos desenvolveram um sistema marcial extremamente complexo que inicialmente chamou-se Bujutsu ou Bugei. Centenas de escolas desenvolveram métodos próprios de Bujutsu e assim surgiram os Ryu Samurais que se espalharam por todo o país durante séculos e séculos.

Em nossa escola treinamos o Bujutsu ou seja a verdadeira Arte Samurai.

Abaixo falaremos um pouco de três modalidades de combate do Bugei que abrimos em nossa escola, são elas:

Os Estágios no Treinamento marcial

Adaptado pelo shihan Rogério Gouveia Costa

Dentro do treinamento de artes marciais os alunos passam por alguns estágios que definem em que pontos da trilha estão, são eles:

1. Keiko

Significa treinar. Este é o estágio em que usamos repetições mais lentas para a construção dos movimentos de base de um estilo, neste ponto analisamos cada golpe detalhadamente vendo cada uma de suas partes e detalhes, compreendendo como as técnicas trabalham em uma situação da luta. Com esta prática, o deshi inicia o entendimento de vários itens que serão muitos úteis no futuro, como guarda, postura, distancia e ângulos de ataques. Não existe uma relação de tempo entre cada um destes itens pois eles são usados golpe a golpe, mas podemos tentar dizer que no geral uma boa postura e atitude é conseguida quando o aluno se torna Uchi deshi

2. Tanren

Significa forjar, construir, o que fazemos com muito trabalho duro e suor, e em muitas horas de dedicação; onde entendemos como sermos suaves e resistentes ao mesmo tempo. Aqui descobrimos quais são os atributos de um guerreiro superior, “irremovivel como a rocha, fluido como água, rápido como o vento , destrutivo como o fogo e com a mente no vazio”. O aluno treina duramente desligando-se de tudo a sua volta e então sem ter que se preocupar com a exatidão dos movimentos, estes começam a se tornar corretos e eficazes e assim o aluno finalmente inicia o processo de associar a técnica na raiz de sua alma.

3. Renshu

Neste nível aperfeiçoamos aquilo que sabemos pela prática continuada do keiko e tanren. Moldamos também o espírito daquele que normalmente já tem algo a ser moldado e damos a ele altivez. Após este estágio, muitas vezes aparentemente nossas técnicas se tornam mais suaves, parecendo ser menos eficazes - mas nosso poder esta então no KI e não na força puramente muscular. E assim iniciamos um novo caminhar dentro de nosso destino.

Esses são os caminhos que percorremos em nosso treinamento, mas isso é apenas o começo de uma trajetória que se feita com coragem nos levará ao Kazentai.

Tantojutsu – Qual sua importância hoje.

Por: Shihan Rogério Gouveia

O mundo de hoje certamente não é um lugar seguro de se viver. Não podemos sair nas ruas sem medo de assaltos ou coisa pior e mesmo dentro de nossas casas podemos ser vitimas da violência a qualquer instante.

Infelizmente as autoridades competentes não tem a capacidade de controlar a situação de Caos na qual nos encontramos e por isso cada um de nós deve fazer sua parte para evitarmos que nossa vida mergulhe no inferno que nos rodeia.

Mas será que apenas dando a outra face conseguiremos sobreviver? Bem, nós dizemos que não. Devemos nos proteger e para tanto temos que estar preparados para reagir em momentos de crise. Não estamos dizendo para começarmos atos violentos, apenas para sabermos encerrá-los de maneira eficaz quando estes vierem até nós. Auto-defesa é um direito do cidadão que deve ser respeitado.

Mas para se defender um homem tem que estar preparado para tanto, física, mental e espiritualmente. Neste texto falaremos de um tipo de preparação física que poderia ser muito útil em um momento de crise, falaremos do Tantojutsu, a arte de luta com facas.

Tive a oportunidade de treinar esta arte com Shihan-dai Massaro Tanaka, hoje provavelmente o maior expoente mundial desta disciplina marcial e filho adotivo do grande Mestre Makoto Tanaka (Makoto Tanaka), também mestre de outros de meus Mestres e hoje o expoente maior da escola Hiten.

Mestre Massaro falava-me muito sobre como ele achava estranho tantas pessoas serem apaixonadas por cutelaria e nenhuma delas saber manusear aquilo que tanto amavam. Mesmo dentre as forças militares que teoricamente deveriam ser treinadas no uso da faca não encontramos indivíduos que realmente se aprofundaram nesta arte. Mas isso somente é notado aos olhos de um mestre, pois para aqueles que nada entendem, basta fazer alguns movimentos extravagantes que tudo esta bom e maravilhoso.

Mas o que um individuo precisa saber para começar a caminhar por esta arte?

Em primeiro lugar devemos classificar alguns tipos de facas:

O Punhal é uma arma de lâmina curta e perfurante. Sua principal característica é o tamanho reduzido e devido a isso pode muitas vezes ser carregado sem ser visto.

Adaga é uma arma branca, curta, de dois gumes, ou pelo menos de ponta afiada, e costuma ser, em geral, mais larga que o punhal que é apenas um instrumento de perfuração.

A faca japonesa é denominada Tanto e tem apenas um lado cortante (raramente encontramos Tanto que tem corte duplo e normalmente as mesma são instrumentos ritualísticos). Normalmente facas com corte duplo são encontradas em maior numero no ocidente, e estas últimas são consideradas hoje superiores às antigas Tanto de corte único usadas no Japão antigo, apesar da revolta de muitos tradicionalistas com esse fato.

Mas de que adianta saber sobre facas se nada sabemos fazer com as mesmas.

Até mesmo os mais avançados adeptos das artes marciais tem tido pouco, ou quase nenhum acesso à realidade do combate com armas brancas, e acabam usando apenas uns poucos movimentos coreografados, muito distantes da realidade encontrada no mundo violento que nos cerca.

Para se treinar Tanto-jutsu é necessário um conhecimento de si mesmo e do inimigo e para tanto entender a anatomia humana é de extrema importância pois assim saberemos onde atacar para causar o tipo de dano que desejamos (letal ou paralisante).

Dentro de nossa escola treinamos Tantojutsu sabendo que esta arte é nada mais do que uma extensão natural do Taijutsu, pois a faca nada mais deve ser do que uma extensão de nosso braço. Para tanto passamos uma tradição que remonta a mais de mil anos dentro de nossa arte para aqueles que desejam entender a si mesmos e nosso intercambio com aqueles a nossa volta.

No Tantojutsu existem milhares de golpes que estão sistematizados em uma dinâmica moderna que evoluiu através dos tempos sempre atualizada pelos maiores mestres do mundo nesta área, Mestres como Dai Shihan Tanaka que conseguiu fundir as técnicas ocidentais e orientais dando às mesmas uma dinâmica de movimentação nunca vista antes.

Mas entender a nós mesmos é tão importante como entender ao outro na Arte da faca, pois apenas conhecendo e superando nossos medos poderemos sair vitoriosos de um confronto deste nível. “O medo da morte apenas nos arrasta para a mesma e o medo da vida apenas nos afasta da nossa sina.” Costuma dizer Shihan-dai Tanaka.

Apenas entendendo que morte e vida nada mais são do que reflexos de algo maior podemos conseguir caminhar com segurança na trilha do guerreiro. Entendam a isso e começarão a trilhar por esta senda.

Mas por que a lamina fascina tanto o homem e por que tantos a temem?

Você precisa entender que facas, navalhas e outras armas cortantes desfrutam um tremendo fator de intimidação psicológico na maioria das pessoas e isso faz com que as mesmas se congelem ante o agressor. Mas com o treino correto isso pode ser evitado pois assim você saberá qual o verdadeiro perigo de se enfrentar uma arma de corte.

A real ameaça de uma lamina obviamente é a penetração da mesma, pois qualquer perfuração com mais de duas polegadas em um corpo pode produzir resultados letais rapidamente. Órgãos vitais, artérias principais e outros pontos estão em perigo quando a lâmina penetra no corpo.

Existem zonas mortais no corpo humano que se atacadas podem deixar o individuo incapacitado ou mesmo eliminá-lo com extrema velocidade.

Mas o que uma pessoa deve fazer quando um agressor armado com uma faca ou similar se aproxima dele.

Primeiramente devemos explicar que existe uma diferença entre um Mestre de Facas e um aventureiro suicida. O primeiro sabe o que fazer e o segundo apenas acha que sabe. Por isso digo: se não tem certeza de como reagir e existe a menor possibilidade de fuga, o faça rapidamente. Mas se for um Mestre de Facas então tudo muda. Normalmente um mestre de facas, um mestre em tantojutsu pode transformar quase qualquer objeto em uma arma cortante e este nunca esta realmente “desarmado”. Digo isso devido ao fato de que muitas vezes não é possível andarmos com uma lamina na rua devido a motivos legais.

Quando um agressor se posiciona diante de você com uma faca, esta representa para ele aquilo que o faz superior a você. É na faca que reside sua confiança. Para ele você nada representa a não ser uma vitima ridícula que poderá servir para um fim especifico que é ser assaltado, humilhado e talvez ferido ou morto. A atenção do inimigo neste instante esta focalizada no ambiente que o envolve para ver se ninguém aparece para atrapalhá-lo. Você para ele é menos do que nada, pois ele é superior devido a “faca”. Obviamente que para a atenção deste se desviar para você, basta que realize um ato de imbecilidade como reagir de maneira ineficiente. Se isso acontecer toda a fúria dele cairá sobre você e provavelmente este o acabará matando para mostrar como você foi imbecil ao desafiá-lo.

Por isso apenas recomendamos a reação quando esta é executada por um individuo competente e quando este consegue ver uma brecha de ação na conduta do inimigo que se posiciona diante dele.

Analisem o mundo que existe a suas voltas e pensem se desejam ser a caça eternamente, se perceberem que esse não é seu destino então os recomendo a mudarem de papel. Não diria para passarem a ser caçadores, pois isso seria aos meus olhos ridículo, pois aquele que agride, que caça, o faz por não estar em paz consigo mesmo. Mas digo para se tornarem como a água que quando é tocada escorre por nossos dedos e então pode decidir se deseja fluir indo embora ou se deseja nos envolver e mostrar que não se deve brincar com a mesma sob o risco de morrer afogado.

Reflitam sobre isso e escolham o papel que desejam ter em suas vidas.

Hiten - Origens da escola parte 1

Hiten é uma escola muito antiga, originada no século VI da história japonesa, pelas mãos do guerreiro conhecido hoje como Shiro Tanaka.

Com o passar dos séculos o Hiten passou a agregar varios sistemas marciais, como as artes do Bujutsu e do Ninjutsu em sua grade de ensino.

O Hiten possui uma estrutura familiar, onde sete familias se despontam. Entre elas citarei os clãs Tanaka, Shizuki, Nakayama e Nomura. Destaco os mesmos pois meus maiores contatos se fazem com estes ramos familiares.

Internamente os membros referem ao seu estilo usando o nome da familia, como Shizuki-ryu, por exemplo.

Cada ramo familiar tem técnicas próprias além daquelas de conhecimento de todos que são as gerais do Hiten.

Me considero muito grato por ter sido recebido dentro desta estrutura que preserva até nossos dias a essencia destas fantasticas artes da guerra que são o Ninjutsu e o Bujutsu.

Minha história no Hiten

Hiten Ninpo Bujutsu e Ryokai Kakuto Ninjutsu, são duas organizações criadas pelo Shihan Rogério Gouveia para organizar e dinamizar o ensino do Ninjutsu e do Bujutsu em nosso Pais.
Hiten Ninpo Bujutsu é a organização responsavel pela difusão da Arte Samurai de uma maneira séria e responsavel e a ela estão ligados todos os instrutores, professores e mestres da nossa escola.
Ryokai Kakuto Ninjutsu tem por sua vez o objetivo da disseminação na Arte Shinobi e a ela estão ligados todos os membros autorizados a ministrar aulas em nome do nosso grupo.

Um pouco da História do Hanshi:

"Entrei em contato com esta fantastica escola quando tinha de dez para onze anos, no ano de 1980 e desde esta época me esforço para aprender cada vez mais.

Meus primeiros anos foram mais dedicados a disciplinas como o Kenpo, Kyusho, Jujutsu, Dakentaijutsu, jutaijutsu, Kenjutsu e Tanto-jutsu. Com os anos entrei em outras áreas que fazem parte de nossa grade.

No final de 1989, começei dar aulas na qualificação de Joden ( internamente) e em 1991 me tornei propriamente Sensei ao conseguir o Titulo de Okuden. Comecei dar aulas em academia em 1994, na cidade de Goiânia."

Ministro aulas em Goiania no setor sul; para maiores contatos:
62 - 93140248